Preso suspeito de esquartejar jogador de futebol no MS; defesa nega fuga

Jogador de futebol amador, 19 anos, foi morto a tiros e teve o corpo esquartejado, deixando comunidade local enlutada.
A participação é inconteste, mas os fatos não se deram sob a dinâmica ventilada
A defesa reconhece envolvimento do cliente, mas contesta como a polícia e mídia estão narrando o crime.

Um jovem de 19 anos que jogava futebol amador nas fronteiras do Mato Grosso do Sul desapareceu após uma festa e foi encontrado esquartejado em um rio — fim brutal que a comunidade de Sete Quedas ainda tenta assimilar. Semanas depois, a Polícia Civil prendeu o principal suspeito, também de 19 anos, enquanto a ex-namorada da vítima permanece detida por suposto envolvimento. O caso, que cruza amores desfeitos, violência extrema e versões conflitantes, agora aguarda o espaço mais lento e deliberado da Justiça para revelar o que de fato aconteceu naquela madrugada.

  • Hugo Vinicius desapareceu na madrugada de 25 de junho após uma festa no Paraguai e seu corpo esquartejado só foi identificado dias depois por uma tatuagem — detalhe que resume a brutalidade do crime.
  • Danilo Alves, apontado como autor dos disparos e do desmembramento, ficou foragido por mais de seis semanas antes de ser localizado em um imóvel de difícil acesso em Iguatemi.
  • A ex-namorada de Hugo, Rubia Joice, também está presa: o crime teria ocorrido em sua própria casa, onde uma discussão entre os três escalou para o irreversível.
  • A defesa de Danilo admite participação, mas contesta a narrativa policial e midiática, sugerindo que Hugo invadiu a residência — tentativa de reposicionar o crime em terreno juridicamente menos grave.
  • A defesa de Rubia nega qualquer envolvimento, prometendo provar sua inocência no processo, enquanto Sete Quedas permanece enlutada e o julgamento ainda está por vir.

Na madrugada de 25 de junho, Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, jogador amador de 19 anos de Sete Quedas, saiu de uma festa na cidade paraguaia de Pindoty Porã e desapareceu. Uma semana depois, seu corpo foi encontrado esquartejado no rio Iguatemi — a identificação só foi possível por uma tatuagem que permanecia intacta. Ele foi sepultado cinco dias após a descoberta.

As investigações apontaram que o crime ocorreu na casa de Rubia Joice de Oliver Luvisetto, 21 anos, ex-namorada de Hugo. Segundo a polícia, Hugo retornou da festa e foi até a residência de Rubia, onde uma discussão na presença de Danilo Alves Vieira da Silva, 19, terminou em tiros e desmembramento. Um mandado de prisão contra Danilo foi expedido em 5 de julho, mas ele permaneceu foragido por mais de seis semanas, até ser preso em 16 de agosto em Iguatemi, a cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado. Rubia também está detida por suspeita de envolvimento.

As defesas, porém, apresentam versões distintas. O advogado de Danilo reconhece a participação do cliente, mas contesta a dinâmica narrada pela polícia e pela mídia, argumentando que Hugo invadiu a casa naquela madrugada — detalhe que pretende levar ao juiz. Já o advogado de Rubia nega categoricamente qualquer participação dela, afirmando que as investigações construíram uma versão que não corresponde à realidade. Enquanto as teses jurídicas se preparam para o julgamento, a comunidade de Sete Quedas permanece de luto pelo jovem jogador.

Na madrugada de 25 de junho, um jogador de futebol amador saiu de uma festa na cidade paraguaia de Pindoty Porã e nunca mais voltou para casa. Hugo Vinicius Skulny Pedrosa tinha 19 anos, atuava em times locais de Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, e estava desaparecido. Uma semana depois, no dia 2 de julho, seu corpo foi encontrado no rio Iguatemi, esquartejado. A identificação só foi possível graças a uma tatuagem que ainda restava intacta. Ele foi sepultado cinco dias depois.

A polícia civil do estado prendeu Danilo Alves Vieira da Silva, 19 anos, na quarta-feira, 16 de agosto, na cidade de Iguatemi, a cerca de 100 quilômetros de onde o corpo foi descoberto. Segundo as investigações, o crime ocorreu na casa da ex-namorada de Hugo, Rubia Joice de Oliver Luvisetto, 21 anos, também presa por suspeita de envolvimento. A sequência dos fatos, conforme apurado pela polícia, começou quando Hugo retornou da festa em Pindoty Porã e foi até a residência de Rubia. Lá, os dois discutiram na presença de Danilo. O jogador foi baleado antes de ter o corpo desmembrado. Um mandado de prisão contra Danilo havia sido expedido no dia 5 de julho, mas ele permanecia foragido até esta semana.

Segundo a polícia, Danilo estava escondido em um imóvel de difícil acesso em Iguatemi, possivelmente alugado por sua família. A defesa do suspeito, porém, apresenta uma versão diferente dos acontecimentos. O advogado Higo Ferré afirma que seu cliente mudou-se para a cidade uma semana após o crime e que, em nenhum momento, tentou fugir ou se esquivar de responder à Justiça. Ferré reconhece que Danilo teve participação no ocorrido, mas contesta a dinâmica dos fatos tal como vem sendo apresentada pela mídia e pela polícia. "A participação do Danilo é inconteste, mas os fatos não se deram sob a dinâmica que está sendo ventilada nos meios de comunicação", disse o advogado.

A defesa vai além e introduz uma perspectiva que não havia sido amplamente discutida: a de que Hugo também teve participação nos eventos daquela noite. Ferré aponta que o jogador invadiu a casa na madrugada, um detalhe que, segundo ele, será levado ao processo para apreciação do juiz. A estratégia da defesa parece ser a de reconhecer envolvimento enquanto reposiciona a narrativa dos fatos para algo menos grave do que o crime tal como foi inicialmente caracterizado.

A ex-namorada também tem sua própria defesa. O advogado Felipe Azuma, que a representa, nega categoricamente que Rubia tenha participado, planejado, instigado ou desejado a morte de Hugo. Azuma afirma que as investigações construíram uma versão que não corresponde à realidade e que isso será comprovado durante o processo judicial. "Rubia é inocente", declarou o advogado. Enquanto isso, a comunidade de Sete Quedas permanece enlutada pela morte do jovem jogador, e o caso segue em investigação, com as defesas preparando suas teses para o julgamento.

A participação do Danilo é inconteste, mas os fatos não se deram sob a dinâmica que está sendo ventilada nos meios de comunicação
— Higo Ferré, advogado do suspeito
Rubia é inocente
— Felipe Azuma, advogado da ex-namorada
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a defesa reconhece participação se nega culpa?

Model

Porque participação e culpa são coisas diferentes na lei. Você pode estar presente, envolvido, mas a forma como se envolveu muda tudo — a pena, a responsabilidade, até se é crime ou não.

Inventor

E essa história de Hugo ter invadido a casa? Muda o caso?

Model

Para a defesa, muda. Se Hugo invadiu, se foi agressivo, se provocou, isso reposiciona quem estava se defendendo e quem estava atacando. O juiz vai precisar decidir se isso importa.

Inventor

A ex-namorada estava lá quando tudo aconteceu?

Model

Estava em sua própria casa. A polícia diz que o crime ocorreu lá, mas sua defesa nega que ela tenha planejado ou desejado qualquer coisa. Pode ser que tenha sido apenas testemunha, ou pode ser que tenha feito mais — isso é o que o julgamento vai determinar.

Inventor

Por que Danilo ficou escondido por mais de um mês?

Model

Sua defesa diz que não estava escondido, que se mudou uma semana depois. Mas a polícia o encontrou em um imóvel de difícil acesso. Há duas versões do que significa estar em um lugar assim.

Inventor

O que o advogado quer dizer com "dinâmica diferente"?

Model

Que o que aconteceu naquela noite não foi tão simples quanto a polícia está contando. Que há contexto, provocação, defesa própria talvez. Que a história é mais cinzenta do que parece.

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