Porto Alegre registra 26 contêineres verdes incendiados em 2026

129 unidades destruídas em menos de um ano de operação
Desde março de 2025, os contêineres verdes para reciclagem enfrentam uma onda de incêndios em Porto Alegre.

Em Porto Alegre, a chegada de um novo sistema de coleta seletiva — símbolo de uma cidade que tenta reconstruir sua relação com o meio ambiente — encontrou resistência nas chamas: 129 contêineres verdes foram incendiados em menos de um ano, acumulando R$ 2,58 milhões em prejuízos. O vandalismo sistemático, concentrado no Centro Histórico e na Cidade Baixa, não destrói apenas plástico e metal, mas corrói a confiança coletiva necessária para que qualquer projeto urbano de bem comum prospere. A cidade agora se vê diante de uma questão mais profunda do que a logística da reciclagem: como proteger o espaço público de si mesmo.

  • Em menos de um ano, 129 contêineres verdes foram destruídos pelo fogo — 26 só nos primeiros meses de 2026 —, transformando um programa ambiental em uma crise de segurança urbana.
  • Cada contêiner queimado custa R$ 20 mil para ser substituído, e o rombo já chega a R$ 2,58 milhões dentro de um contrato total de R$ 84,5 milhões.
  • Os ataques seguem um padrão geográfico alarmante: o Centro Histórico concentra metade dos incêndios de 2026, com alguns endereços sendo atingidos mais de uma vez.
  • O DMLU registrou os danos na polícia e estuda medidas de segurança, mas reconhece que a solução depende também da denúncia ativa dos cidadãos pelo canal 156.
  • O programa piloto, que prevê 450 contêineres na cidade, corre o risco de ter sua expansão comprometida enquanto o ritmo das queimadas supera o da instalação.

Porto Alegre mal completou um ano com seus novos contêineres verdes de reciclagem nas ruas quando o fogo começou a consumi-los. Desde março de 2025, 129 unidades foram destruídas — 26 delas só em 2026. O incêndio mais recente ocorreu numa quinta-feira na avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus, onde o plástico derreteu por completo e equipes precisaram recolher os destroços pela manhã.

Cada contêiner é fabricado em Polietileno de Alta Densidade e custa R$ 12,8 mil. Quando destruído, a substituição sobe para cerca de R$ 20 mil, incluindo limpeza e despesas operacionais. O prejuízo acumulado já chega a R$ 2,58 milhões — tudo dentro de um contrato de R$ 84,5 milhões que previa implantar 450 equipamentos pela cidade. Os contêineres cinza, destinados a resíduos orgânicos, também foram alvo: cerca de 60 unidades incendiadas, embora sua estrutura metálica permita recuperação.

Os ataques se concentram no Centro Histórico e na Cidade Baixa, com pelo menos 13 dos 26 incêndios de 2026 registrados no Centro. Algumas ruas aparecem repetidamente nos boletins. Carlos Alberto Hundertmarker, diretor-geral do DMLU, afirma que os registros policiais já foram feitos e que medidas de segurança estão sendo implementadas. Mas ele é direto: sem a colaboração da população para denunciar os responsáveis pelo canal 156, o custo financeiro e o atraso na expansão do serviço continuarão crescendo.

Há menos de um ano que Porto Alegre recebe seus novos contêineres verdes para resíduos recicláveis, e já são 129 unidades destruídas pelo fogo. Apenas em 2026, foram 26 incêndios registrados, segundo dados da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. O mais recente aconteceu numa quinta-feira na avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus, onde o plástico derreteu completamente e equipes tiveram que recolher o que restava pela manhã.

Os contêineres começaram a ser instalados em 12 de março de 2025, como parte de um programa piloto de coleta seletiva por contêineres que pretende alcançar 450 equipamentos na cidade. Cada unidade custa R$ 12,8 mil e é feita de Polietileno de Alta Densidade. Quando um é destruído, o custo de substituição sobe para aproximadamente R$ 20 mil, considerando limpeza e outras despesas. Até agora, os incêndios já causaram um prejuízo de R$ 2,58 milhões.

Não são apenas os contêineres verdes que sofrem. Cerca de 60 contêineres cinza — destinados a resíduos orgânicos e rejeitos — também foram incendiados desde o início da instalação. Como são feitos de metal, não sofrem perda total e recebem recuperação com nova pintura e readesivagem. Dois desses casos ocorreram na mesma quinta-feira: um na rua Santana, no bairro Santana, e outro na José do Patrocínio, na Cidade Baixa.

Carlos Alberto Hundertmarker, diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, reconhece que o investimento total no contrato é de R$ 84,5 milhões. Ele argumenta que os atos de vandalismo prejudicam a população inteira e geram custos adicionais com recolhimento de materiais e limpeza de locais. O departamento já fez registros policiais dos danos e está acionando medidas de segurança, mas pede que a população colabore denunciando infratores pelo sistema 156.

Os incêndios se concentram principalmente nos bairros Centro Histórico e Cidade Baixa. Uma análise das ocorrências de 2026 mostra um padrão preocupante: entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro, houve queimadas em ruas como Luiz Afonso, Riachuelo, General Portinho e Cel. Fernando Machado, com alguns endereços sofrendo múltiplos ataques. O Centro Histórico aparece em pelo menos 13 dos 26 incêndios registrados no ano.

A prioridade agora é manter a operação funcionando sem atrasos na implantação do novo serviço. Hundertmarker deixa claro que o sucesso do programa depende não apenas de investimento em infraestrutura e segurança, mas também da participação ativa dos cidadãos em denunciar quem está destruindo esses equipamentos. Sem isso, o custo — tanto financeiro quanto em termos de atraso no serviço — continuará subindo.

O sucesso também depende da participação ativa da população. Estamos acionando todas as medidas de segurança possíveis, mas pedimos a colaboração de todos, registrando denúncias que nos ajudem a identificar os infratores por meio do sistema 156.
— Carlos Alberto Hundertmarker, diretor-geral do DMLU
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que alguém incendiaria contêineres de reciclagem? Qual é o motivo?

Model

A fonte não especifica as motivações. Pode ser vandalismo puro, protesto contra o programa, ou simplesmente destruição por destruição. O que importa é que está acontecendo sistematicamente.

Inventor

E por que o Centro Histórico e a Cidade Baixa aparecem tanto?

Model

Não há explicação na reportagem, mas são áreas de maior circulação de pessoas, mais densas. Talvez seja mais fácil agir sem ser visto, ou talvez haja uma concentração de pessoas com motivações específicas nesses bairros.

Inventor

R$ 2,58 milhões em prejuízo em menos de um ano — isso é muito?

Model

Para um programa piloto que ainda está começando, é significativo. Cada contêiner custa R$ 20 mil para substituir. Estamos falando de 129 unidades destruídas. Se o programa crescer para 450 contêineres, o risco financeiro aumenta proporcionalmente.

Inventor

O que o diretor do DMLU está pedindo à população?

Model

Que denuncie. Ele quer que as pessoas liguem para o 156 com informações sobre quem está incendiando os contêineres. Sem testemunhas ou denúncias, é muito difícil identificar os responsáveis.

Inventor

Isso vai atrasar o programa inteiro?

Model

Potencialmente. Se continuarem destruindo equipamentos no ritmo atual, a implantação da coleta seletiva por contêineres pode sofrer atrasos. E cada atraso significa mais tempo sem um serviço que a cidade precisa.

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