Porto Alegre abre 132 unidades de saúde para vacinação de crianças neste sábado

O calendário vacinal precisa estar sempre em dia
Pai que levou três filhos à vacinação reforça importância da imunização como questão científica, não de opinião.

Em um sábado de chuva e determinação, Porto Alegre convoca 132 unidades de saúde para proteger crianças e adolescentes por meio da vacinação — gesto coletivo que ecoa em onze estados brasileiros e lembra que a imunidade de uma geração é construída pela consciência de outra. Diante de índices de cobertura abaixo do desejável e de resistências ideológicas que persistem, a cidade oferece transporte gratuito, postos especiais e a meta de mais de 20 mil doses aplicadas em um único dia, reafirmando que a ciência não é opinião, mas herança que se transmite.

  • O Rio Grande do Sul enfrenta coberturas vacinais insuficientes e um negacionismo que coloca crianças em risco diante de doenças como o sarampo, que gerações inteiras já não reconhecem como ameaça real.
  • A chuva da manhã não impediu famílias de comparecerem às unidades de saúde, como a de Carlos Augusto Descovi, que chegou com três filhos entre os primeiros atendidos do dia.
  • A prefeitura mobilizou 132 postos, dois locais estratégicos no Mercado Público e na Lomba do Pinheiro, e passe livre no transporte público para eliminar qualquer barreira de acesso.
  • Autoridades projetam mais de 20 mil doses aplicadas só em Porto Alegre, enquanto 22 milhões de doses circulam simultaneamente por onze estados e o Distrito Federal até 31 de outubro.
  • A campanha mira não apenas a vacinação do dia, mas o rastreamento ativo de crianças com esquema incompleto — fechando lacunas silenciosas que o tempo e a hesitação foram abrindo.

Neste sábado, Porto Alegre ativou 132 unidades de saúde para vacinar crianças e adolescentes até 15 anos, como parte do Dia D de Multivacinação integrado à Campanha Nacional que se estende até 31 de outubro. Dois postos especiais foram instalados no Mercado Público e na Quinta do Portal, no bairro Lomba do Pinheiro. Para facilitar o acesso, a prefeitura ofereceu passe livre no transporte público durante todo o dia, com atendimentos das 9h às 18h.

O cardápio incluiu todas as vacinas do calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações, além de doses contra gripe e Covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde aproveitou a mobilização para rastrear menores com esquema vacinal incompleto. O secretário Fernando Ritter projetou mais de 20 mil doses aplicadas no dia e alertou para ameaças como o sarampo — doença que muitos jovens nunca vivenciaram, mas que permanece real.

A superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva, esteve presente na abertura na UBS Conceição e destacou a resistência ideológica que ainda compromete os índices de cobertura no Estado. Mesmo sob chuva, Carlos Augusto Descovi chegou com seus três filhos entre os primeiros atendidos, reforçando que manter o calendário vacinal é questão de evidência científica, não de escolha pessoal.

A ação não se limitou à capital gaúcha: outros dez estados — entre eles São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro — e o Distrito Federal realizaram campanhas simultâneas, com 22 milhões de doses distribuídas nacionalmente para este esforço coordenado de imunização.

Neste sábado, Porto Alegre coloca em funcionamento 132 unidades de saúde dedicadas exclusivamente à vacinação de crianças e adolescentes até 15 anos. A cidade também ativa dois postos especiais — um instalado no Mercado Público, outro na Quinta do Portal, no bairro Lomba do Pinheiro — como parte do chamado Dia D de Multivacinação, integrado à Campanha Nacional de Multivacinação que se estende até 31 de outubro.

O cardápio de vacinas disponível abrange todas as imunizações do calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações, ajustadas conforme a idade de cada criança, além de doses contra gripe e Covid-19. A Secretaria Municipal de Saúde aproveita a mobilização para rastrear ativamente menores com esquema vacinal incompleto, buscando fechar lacunas na cobertura. Para remover barreiras de acesso, a prefeitura oferece passe livre no transporte público durante todo o dia. Os atendimentos funcionam das 9h às 18h em todas as unidades.

Maria Celeste de Souza da Silva, superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, marcou presença na abertura da ação na UBS Conceição. Ela ressaltou a urgência da vacinação infantil, mencionando que o Estado ainda enfrenta resistência ideológica e índices de cobertura abaixo do desejável. Fernando Ritter, secretário municipal de Saúde, projeta a aplicação de mais de 20 mil doses até o encerramento do expediente. Ele enfatizou que a vacinação é especialmente crítica diante das variações climáticas que aumentam procura por emergências, e alertou para ameaças como o sarampo, doença que gerações mais jovens podem nunca ter conhecido.

Apesar da chuva que caiu no início da manhã, Carlos Augusto Descovi compareceu à UBS Conceição com seus três filhos — Elena, de 15 anos, Carlos Eduardo, de 8 anos, e João Vitor — sendo os primeiros a chegar, pouco depois das 9h15min. O pai reforçou que manter o calendário vacinal atualizado não é questão de opinião, mas de evidência científica consolidada.

A mobilização transcende Porto Alegre. Simultaneamente, dez outros estados brasileiros — Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo — além do Distrito Federal, executam campanhas idênticas. No total, 22 milhões de doses foram distribuídas pelo país para este esforço coordenado de imunização que segue até o final de outubro.

Ainda lutamos contra o preconceito e o negacionismo. Além disso, nossos índices de vacinação no Estado ainda são baixos
— Maria Celeste de Souza da Silva, superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul
A vacina boa é a que está no braço. Nossas equipes estão motivadas. É fundamental prevenirmos futuras internações
— Fernando Ritter, secretário municipal de Saúde de Porto Alegre
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Inventor

Por que a cidade precisou abrir 132 unidades de uma vez? Isso sugere que a cobertura vacinal estava muito baixa?

Model

Não necessariamente. É mais uma estratégia de concentração — reunir recursos num único dia para maximizar o alcance e criar visibilidade. Quando você abre tudo ao mesmo tempo, a mensagem fica clara: isso é prioridade.

Inventor

E os números que o secretário mencionou — 20 mil doses em um dia — isso é muito ou pouco para uma capital?

Model

Para um sábado, é ambicioso. Mas o ponto real está em quem não vai aparecer. Por isso a busca ativa, por isso o transporte gratuito. Eles sabem que nem todo pai tem tempo ou disposição de sair de casa.

Inventor

A superintendente falou em "preconceito e negacionismo". Isso é um problema real em Porto Alegre?

Model

Ela não estava falando só de Porto Alegre. Era um alerta estadual. Os índices do Rio Grande do Sul estão baixos — isso é fato. Mas o negacionismo é mais silencioso do que parece. Não é só gente gritando contra vacina. É gente que adia, que esquece, que tem dúvida.

Inventor

O pai que chegou cedo com os filhos — ele representa a maioria?

Model

Provavelmente não. Ele é o tipo que já acredita, que já sabe que precisa. A campanha existe para alcançar quem não é assim, quem está na dúvida ou simplesmente não priorizou.

Inventor

E o sarampo que o secretário mencionou? Por que isso é tão preocupante agora?

Model

Porque é uma doença que desapareceu da memória coletiva. Ninguém viu, ninguém conhece alguém que teve. Quando reaparece, as pessoas não reconhecem o risco. A vacinação é a única defesa.

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