Dez minutos dentro da casa. Depois, a fuga.
Em Governador Valadares, Minas Gerais, a morte de uma jovem empresária em setembro revelou a frieza de um crime meticulosamente encomendado: seu ex-marido, segundo a Polícia Civil, pagou para que dois homens entrassem em sua casa disfarçados de entregadores e a matassem. O indiciamento formalizado em outubro é um passo na longa jornada da justiça — mas o suposto mandante ainda está foragido, lembrando que nomear o crime e encerrar o sofrimento são coisas muito diferentes.
- Ingrid Emanuelle Santos, 34 anos, foi assassinada dentro de casa por dois homens que se passaram por entregadores — uma violência doméstica que atravessou a porta disfarçada de rotina.
- A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou formalmente o ex-marido Roney Costa Vieira, 42 anos, como mandante, apontando um pagamento de R$ 80 mil para que o crime fosse executado.
- Os dois executores já foram presos em Goiás, interceptados em um ônibus com arma, joias da vítima e documentos de moto — provas que amarram os fios da trama.
- O mandante e o intermediário seguem foragidos, e a corrida para encontrá-los mobiliza Polícia Federal e Civil do Tocantins na região de Araguaína, perto da divisa com o Pará.
Na manhã de 10 de setembro, dois homens bateram à porta da empresária Ingrid Emanuelle Santos, em Governador Valadares, fingindo fazer uma entrega. Em dez minutos, saíram pela mesma porta e fugiram de moto. Ingrid foi encontrada com mãos e pés amarrados com fita de nylon e ferimentos profundos no pescoço — causa confirmada da morte pela perícia.
As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais apontaram rapidamente para o ex-marido da vítima, Roney Costa Vieira, 42 anos, como o cérebro do crime. Um funcionário seu, Luiz Carlos de Souza Oliveira, 32 anos, teria atuado como intermediário, repassando R$ 80 mil aos executores. Em 9 de outubro, Roney foi formalmente indiciado como mandante.
Os dois homens que cometeram o assassinato foram presos com ajuda da Polícia Civil de Goiás, que os interceptou em um ônibus. Com eles estavam uma arma, joias da vítima e documentos de uma motocicleta. Roney e Luiz Carlos, porém, desapareceram juntos e seguem foragidos.
A Polícia Federal e a Civil do Tocantins buscam os dois na região de Araguaína, perto da fronteira com o Pará. A investigação continua aberta enquanto as autoridades tentam fechar o cerco sobre os fugitivos e consolidar as evidências do crime encomendado.
A Polícia Civil de Minas Gerais formalizou, na quinta-feira 9 de outubro, o indiciamento de Roney Costa Vieira, 42 anos, como mandante do assassinato da empresária Ingrid Emanuelle Santos, 34 anos. O crime ocorreu em 10 de setembro, quando dois homens invadiram a residência de Ingrid em Governador Valadares, fingindo ser entregadores. Eles permaneceram na casa por apenas dez minutos antes de fugir em uma motocicleta. A vítima foi encontrada com as mãos e os pés presos com fita de nylon e apresentava cortes profundos no pescoço — a perícia confirmou que essas lesões foram a causa da morte.
Roney, ex-marido da vítima, encontra-se foragido. Junto com ele desapareceu Luiz Carlos de Souza Oliveira, 32 anos, funcionário de Roney que atuou como intermediário na contratação dos executores. Segundo o delegado Luciano Cunha de Lima, responsável pela Delegacia de Homicídios de Governador Valadares, Luiz Carlos teria repassado oitenta mil reais para que o crime fosse cometido.
Dois dos envolvidos na trama — os homens que efetivamente cometeram o assassinato — já foram presos. Eles têm 30 e 36 anos. A captura ocorreu com auxílio da Polícia Civil de Goiás, que interceptou um ônibus de viagem no qual os suspeitos estavam. Na revista, foram encontrados uma arma de fogo, jóias que pertenciam à vítima e documentos de uma motocicleta.
As buscas pelos dois foragidos contam com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil do Tocantins. Os investigadores acreditam que Roney e Luiz Carlos possam estar escondidos na região de Araguaína, no Tocantins, próximo à divisa com o Pará, ou em outra localidade da mesma área. A investigação segue em andamento para localizar os fugitivos e consolidar todas as evidências do crime encomendado.
Citações Notáveis
A polícia acredita que os foragidos possam estar escondidos na região de Araguaína, perto da divisa com o Pará— Delegado Luciano Cunha de Lima, Delegacia de Homicídios de Governador Valadares
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que um ex-marido chegaria a encomendar a morte da ex-mulher? Havia alguma disputa de bens ou custódia envolvida?
A investigação ainda não revelou publicamente o motivo específico. O que sabemos é que ele tinha recursos para pagar oitenta mil reais e acesso a pessoas dispostas a executar o crime — seu próprio funcionário foi o intermediário.
Como é que dois homens conseguem entrar em uma casa fingindo ser entregadores e ninguém desconfia?
Acontece rápido demais. Dez minutos. A vítima abre a porta, talvez esperando um pedido, e eles já estão dentro. Quando você não está esperando violência, é difícil reconhecê-la nos primeiros segundos.
O fato de terem levado jóias da vítima muda a narrativa? Parece roubo, não assassinato encomendado.
Pode ter sido para despistar, para fazer parecer crime comum. Ou simplesmente oportunismo — já estavam lá. Mas a polícia conseguiu rastrear a contratação, os pagamentos, a cadeia de comando. Isso não é roubo improviso.
E agora, com os dois foragidos, como a polícia planeja encontrá-los?
Estão focando na região de Araguaína, perto da fronteira com o Pará. É uma área com muita mobilidade, muitos rios, muitas rotas de fuga. A Polícia Federal entrou no caso, o que amplia o alcance. Mas foragidos que têm dinheiro e planejamento conseguem desaparecer por muito tempo.