Polestar 4 SUV chega em setembro com tejadilho plano e óculo traseiro

O telhado plano resolve naturalmente o que o coupé comprometia
A nova carroçaria SUV permite reintroduzir a janela traseira, eliminando a necessidade de câmaras e espelhos digitais.

Numa era em que a forma frequentemente rivaliza com a função, a Polestar escolhe reconciliá-las: a nova variante SUV do modelo 4 abandona a silhueta coupé que definia o original para abraçar um telhado plano, um óculo traseiro e uma promessa renovada de praticidade. O lançamento, previsto para setembro de 2026, não é apenas uma decisão de design — é um passo calculado numa estratégia de sobrevivência financeira que exige que a marca sueca coloque quatro novos elétricos no mercado em três anos.

  • A ausência de janela traseira no Polestar 4 original era uma escolha estética deliberada, mas também uma limitação que a nova carroçaria SUV vem finalmente corrigir.
  • Com 400 kW de potência e 630 km de autonomia WLTP, o novo modelo não cede em desempenho — apenas muda de forma para conquistar um público mais amplo.
  • O segmento onde vai entrar é implacável: BMW iX3, Mercedes-Benz GLC Electric, Audi Q6 e-tron, Porsche Macan Electric e o omnipresente Tesla Model Y aguardam-no sem cerimónias.
  • O lançamento a 2 de setembro de 2026 é o primeiro movimento de um plano que inclui ainda uma nova geração do Polestar 2 em 2027 e o compacto Polestar 7 em 2028.
  • Por detrás do anúncio está uma urgência financeira real: a Polestar acumula prejuízos e aposta na expansão acelerada da gama como caminho para a viabilidade.

A Polestar está prestes a revelar uma versão que redefine o que o modelo 4 pode ser. Onde o atual SUV-coupé apostava em linhas desportivas e um telhado baixo — sacrificando a janela traseira em nome da aerodinâmica —, a nova variante SUV inverte a equação: telhado plano, óculo traseiro de verdade e mais espaço de arrumação. A câmara traseira e o espelho digital interior que compensavam a falta de visibilidade deixam de ser necessários como substitutos.

A engenharia permanece essencialmente a mesma. Tração traseira ou integral, arquitetura de 400 volts com carregamento até 200 kW, potência máxima de 400 kW nas versões mais capazes, e autonomia estimada de 630 quilómetros em ciclo WLTP. Com cerca de 4,85 metros de comprimento, o modelo posiciona-se um degrau abaixo do Polestar 3 na hierarquia da marca.

O diretor-executivo Michael Lohscheller apresentou o novo SUV como uma evolução natural, que preserva o carácter da marca enquanto amplia a sua utilidade quotidiana. Mas o contexto é exigente: o Polestar 4 SUV vai disputar espaço com o Tesla Model Y — o elétrico mais vendido da Europa —, o Porsche Macan Electric, o BMW iX3, o Mercedes-Benz GLC Electric e o Audi Q6 e-tron.

O lançamento está marcado para 2 de setembro de 2026, com produção na fábrica de Busan, na Coreia do Sul. Este modelo é apenas o início de um plano mais vasto: a Polestar quer colocar quatro novos elétricos no mercado em três anos, com uma nova geração do Polestar 2 prevista para início de 2027 e o compacto Polestar 7 para 2028 — uma aposta de fôlego para reverter os prejuízos acumulados pela marca.

A Polestar está prestes a ampliar a sua gama com uma versão que muda fundamentalmente a abordagem ao Polestar 4. Até agora, o modelo era conhecido pelo seu design agressivo de SUV-coupé, com linhas desportivas e uma silhueta baixa que sacrificava certos compromissos tradicionais. A nova variante, simplesmente chamada Polestar 4 SUV, inverte essa filosofia: abandona o telhado inclinado em favor de um telhado plano, o que abre espaço para algo que faltava ao modelo original — uma janela traseira de verdade.

Essa ausência de vidro traseiro no Polestar 4 atual foi uma escolha deliberada. Permitiu à marca manter uma linha de telhado muito reduzida, otimizando a aerodinâmica e a eficiência energética sem comprometer o espaço para a cabeça dos passageiros traseiros, um desafio recorrente nos veículos elétricos devido ao peso e volume das baterias instaladas no piso. A falta de visibilidade foi compensada com uma câmara traseira e um espelho retrovisor interior digital. Mas com o telhado plano da nova carroçaria SUV, esse compromisso desaparece quase completamente, tornando possível reintroduzir o óculo traseiro sem sacrificar nada.

O novo modelo mantém a maioria da engenharia do coupé. Oferecerá tração traseira ou integral, uma arquitetura elétrica de 400 volts com carregamentos até 200 quilowatts, e uma potência máxima de 400 quilowatts — 544 cavalos — nas versões de maior desempenho. A autonomia estimada é de 630 quilómetros no ciclo WLTP para a configuração mais eficiente, praticamente equiparando-se ao que o coupé já consegue entregar. O comprimento total ronda os 4,85 metros, posicionando-o ligeiramente abaixo do Polestar 3, que a marca coloca um segmento acima.

Michael Lohscheller, diretor-executivo da Polestar, descreveu o novo SUV como uma continuação do sucesso do modelo, oferecendo maior versatilidade enquanto mantém o carácter original da marca. A ênfase, segundo a empresa, recai sobre a praticidade: mais espaço de arrumação a bordo e uma abordagem menos comprometida com o desenho coupé que define o modelo atual.

O mercado em que o Polestar 4 SUV vai entrar é cada vez mais saturado. Terá de competir com o Porsche Macan Electric, o BMW iX3, o Mercedes-Benz GLC Electric, o Audi Q6 e-tron, e o Tesla Model Y, atualmente o veículo elétrico mais vendido da Europa. É um segmento onde a diferenciação é cada vez mais difícil, mas onde a procura continua forte.

O lançamento está marcado para 2 de setembro de 2026, com produção assegurada em Busan, na Coreia do Sul, na mesma unidade fabril que já produz o Polestar 4 em comercialização. Este novo modelo é apenas o primeiro passo de um plano mais ambicioso. A Polestar pretende colocar quatro novos modelos elétricos no mercado nos próximos três anos, uma estratégia destinada a inverter os prejuízos significativos que a marca tem acumulado. Depois do 4 SUV, virá uma nova geração do Polestar 2 no início de 2027, seguida pelo mais compacto Polestar 7 em 2028.

Com o Polestar 4 SUV, estamos a dar continuidade a este sucesso ao oferecer ainda mais versatilidade, mantendo-nos fiéis ao carácter original do Polestar 4
— Michael Lohscheller, diretor-executivo da Polestar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que a Polestar decidiu abandonar o design coupé justamente agora?

Model

O coupé foi um diferenciador, mas criou compromissos reais. Sem vidro traseiro, precisavam de câmaras e espelhos digitais. O telhado plano resolve isso naturalmente, permitindo-lhes oferecer o que os clientes querem: mais espaço e visibilidade genuína.

Inventor

Mas isso não torna o Polestar 4 SUV apenas mais um carro elétrico comum?

Model

Tecnicamente, sim. Mas a engenharia mantém-se sofisticada — 400 quilowatts, 630 quilómetros de autonomia, carregamento rápido. O que muda é a forma como o carro se apresenta ao mundo, não o que faz.

Inventor

Como é que a Polestar consegue competir com o Tesla Model Y neste segmento?

Model

Não é fácil. O Model Y é estabelecido e tem escala. A Polestar aposta no design, na qualidade percebida e na engenharia. Mas reconheça-se: é um mercado onde a diferença é marginal.

Inventor

E estes prejuízos que a empresa tem? Será que este plano de quatro novos modelos em três anos é realista?

Model

É ambicioso, talvez desesperado. Mas a Polestar não tem muita escolha. Precisa de volume e de receita. Se conseguir executar, pode funcionar. Se não, o risco é real.

Inventor

O que torna este SUV diferente do Polestar 3?

Model

O tamanho e o posicionamento. O 3 é maior e mais premium. O 4 SUV é mais compacto, mais acessível, mais prático. Ocupam segmentos ligeiramente diferentes, embora sobrepostos.

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