O importante é definir que estaríamos juntos. E isso foi definido.
Em política, as alianças costumam preceder as identidades — e Minas Gerais, Estado decisivo no mapa eleitoral brasileiro, vive agora esse momento. O PL e o senador Cleitinho firmaram um pacto para a disputa ao governo estadual em 2026, escolhendo caminhar juntos antes mesmo de saber quem liderará a chapa. A definição dos nomes espera pelas pesquisas, mas a direção já está traçada: um palanque bolsonarista forte no maior colégio eleitoral do interior do país.
- A aliança entre PL e Cleitinho está confirmada, mas o candidato ao governo de Minas ainda é uma incógnita deliberada — os números das pesquisas é que decidirão quem encabeça a chapa.
- A condição inegociável do PL expõe a lógica maior do acordo: Minas precisa ser palanque sólido para Flávio Bolsonaro, e Cleitinho, já posicionado à direita, aceitou o termo sem resistência.
- O PSD permanece como obstáculo real — o governador Mateus Simões pretende apoiar Romeu Zema, tornando qualquer aproximação com o PL improvável e deixando o campo dividido.
- Flávio Bolsonaro visita Minas em junho, mas ainda sem evento conjunto com Cleitinho — a aliança existe no papel, mas sua encenação pública aguarda o momento certo ditado pelas pesquisas.
A aliança está fechada, mas o rosto que a representará ainda é incerto. PL e senador Cleitinho, do Republicanos, confirmaram nesta terça-feira que caminharão juntos na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. A definição de quem encabeçará a chapa e quem ocupará a vice fica para depois — quando as pesquisas eleitorais indicarem o que o eleitor quer.
Zé Vitor, presidente estadual do PL, explicou a lógica da espera: o importante era confirmar a união, e isso foi feito. Os nomes virão dos números. Há, porém, uma linha que não se negocia — o partido exige um palanque forte para Flávio Bolsonaro no Estado, condição já aceita por Cleitinho, que também se posiciona como político de direita.
Minas Gerais é peça decisiva no tabuleiro presidencial, e o PL sabe disso. Ter um candidato competitivo ao governo estadual é forma de garantir força para seu pré-candidato à presidência. Cleitinho, que lidera pesquisas para a disputa estadual, aceitou os termos.
O caminho com o PSD, por sua vez, segue bloqueado. O governador Mateus Simões pretende dar palanque ao ex-chefe Romeu Zema, tornando improvável qualquer aproximação com o PL. Zé Vitor não fecha completamente a porta, mas o tom é de quem já escolheu o lado: a tendência é de campos separados em 2026.
A aliança está fechada, mas o rosto que a representará ainda é incerto. O PL e o senador Cleitinho, do Republicanos, confirmaram nesta terça-feira que caminharão juntos na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. A definição de quem encabeçará a chapa e quem ocupará a vice, porém, fica para depois — quando as pesquisas eleitorais disserem o que o eleitor quer ouvir.
Zé Vitor, presidente estadual do PL, explicou a lógica da espera. Ele se reuniria com Cleitinho para acertar os detalhes, mas a ordem dos nomes sairia de uma análise fria dos números. "O importante é definir que estaríamos juntos. E isso foi definido", disse ao Poder360. "Quem será candidato e quem será vice vamos olhar as pesquisas." Há, porém, uma linha que não se negocia: o partido quer um palanque forte para Flávio Bolsonaro no Estado — e isso já foi acordado com Cleitinho, que também se posiciona como político de direita.
Minas Gerais é peça decisiva no tabuleiro presidencial, e o PL sabe disso. Ter um candidato competitivo ao governo estadual é forma de garantir força para o seu pré-candidato à presidência. Zé Vitor deixou claro que essa é a prioridade. Cleitinho, que lidera pesquisas para a disputa estadual, aceitou o termo.
O caminho com o PSD, por sua vez, segue fechado. O governador Mateus Simões, que foi vice de Romeu Zema, pretende dar palanque ao ex-chefe — o que torna improvável uma aproximação com o PL. Zé Vitor não descarta completamente uma negociação futura, mas o tom é de quem já escolheu o seu lado. "As portas não estão fechadas. Mas a tendência é caminharmos separados nestas eleições", afirmou.
Flávio Bolsonaro visitará Minas em 2 de junho. O encontro será com pré-candidatos a deputado federal do partido. Por enquanto, não há expectativa de um evento conjunto com Cleitinho — o tempo para isso ainda virá, quando as pesquisas tiverem falado.
Notable Quotes
O importante é definir que estaríamos juntos. E isso foi definido. Quem será candidato e quem será vice vamos olhar as pesquisas. A única coisa inegociável para nós é que o palanque seja para Flávio Bolsonaro no Estado.— Zé Vitor, presidente estadual do PL
As portas não estão fechadas. Mas a tendência é caminharmos separados nestas eleições.— Zé Vitor, sobre possível negociação com o PSD
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que adiar a definição de candidato e vice se a aliança já está fechada?
Porque em política, o nome importa menos que o número. Eles querem saber quem tem melhor chance de vencer antes de colocar alguém na frente.
E se as pesquisas disserem coisas diferentes para cada um?
Aí fica complicado. Mas por enquanto, ambos têm interesse em estar juntos — Cleitinho quer a máquina do PL, e o PL quer força em Minas para Flávio.
Essa condição sobre Flávio Bolsonaro — é realmente inegociável?
Para o PL, sim. É a moeda de troca. Cleitinho aceitou porque também é de direita e porque precisa do partido.
E o PSD? Por que não conseguem se entender?
Porque Mateus Simões quer apoiar Romeu Zema, e isso coloca o PSD em outro lado da mesa. Não há espaço para os dois ao mesmo tempo.
Então Minas vai ter uma eleição polarizada?
Tudo indica que sim. De um lado, PL e Cleitinho. Do outro, PSD com Zema. O meio do caminho desapareceu.