A região precisa de fazer e de ser conhecida pelo que faz
No coração de julho, nove municípios da Península de Setúbal reuniram-se no Seixal para consolidar os alicerces institucionais de uma comunidade intermunicipal que olha para o horizonte de 2034. A aprovação de regulamentos fundamentais e a apresentação de um plano estratégico de longo prazo revelam uma região que não se contenta em gerir o presente, mas que escolhe deliberadamente construir o seu futuro em conjunto. É um gesto de maturidade coletiva: a convicção de que o desenvolvimento integrado de um território exige tanto rigor administrativo quanto visão partilhada.
- A ausência de instrumentos formais de governação intermunicipal criava fragilidades numa região de nove municípios com ambições de desenvolvimento coordenado.
- A reunião de 9 de julho no Seixal aprovou de uma só vez o regulamento interno, a norma de controlo interno, o fundo de maneio e a definição de missão e valores — um pacote que reforça a espinha dorsal da CIMPS.
- O Centro Estratégico de Inovação Territorial apresentou a metodologia e o cronograma do Plano Estratégico 2028-2034, sinalizando que o processo já está em marcha e não admite atrasos.
- Uma sessão participativa agendada para 15 de julho no Montijo convocará municípios, assembleia intermunicipal e dirigentes locais para definir em conjunto o calendário e as prioridades do plano.
- A CIMPS aposta num novo plano de comunicação digital e prepara uma cerimónia para assinalar o centenário do Distrito de Setúbal — sinais de que a região quer ser tão conhecida quanto atuante.
No dia 9 de julho, reunido no Seixal, o Conselho Intermunicipal da Península de Setúbal tomou decisões que moldarão a região pelos próximos anos. Os nove municípios que integram a comunidade — de Alcácer do Sal a Setúbal, passando pelo Barreiro, Montijo e Sesimbra — aprovaram um conjunto de instrumentos essenciais ao funcionamento da entidade: o regulamento interno dos serviços, a definição de visão, missão e valores, a norma de controlo interno e o regulamento do fundo de maneio. Mais do que formalidades, estes documentos representam a consolidação de uma estrutura administrativa capaz de suportar ambições de longo prazo.
A reunião revelou também os primeiros contornos do Plano Estratégico da Península de Setúbal 2028-2034. O Centro Estratégico de Inovação Territorial apresentou os pressupostos, a metodologia e o cronograma do estudo, sublinhando que a participação ativa dos agentes regionais será um pilar central do processo. Para concretizar esse envolvimento, ficou agendada para 15 de julho uma sessão no Cineteatro Joaquim de Almeida, no Montijo, onde municípios, assembleia intermunicipal e dirigentes municipais conhecerão o calendário das várias fases de elaboração do plano.
Frederico Rosa, presidente do Conselho Intermunicipal, anunciou ainda a intenção de assinalar, até ao final do ano, o centenário do Distrito de Setúbal com uma cerimónia comemorativa — um gesto simbólico que reforça a identidade coletiva num momento de definição estratégica. A par disso, a CIMPS vai reforçar a sua presença nos canais digitais com um novo plano de comunicação, apostando na transparência e na projeção externa da marca territorial. A convicção subjacente é simples: numa região que se prepara para uma nova fase de desenvolvimento integrado, fazer não basta — é preciso também ser reconhecida pelo que faz.
No dia 9 de julho, reunido no Seixal, o Conselho Intermunicipal da Península de Setúbal tomou decisões que moldarão a região pelos próximos anos. A aprovação de um conjunto de regulamentos e instrumentos de funcionamento marca um momento de consolidação institucional para a comunidade que integra nove municípios: Alcácer do Sal, Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.
Entre os documentos aprovados estavam o Regulamento Interno de Organização e Funcionamento dos Serviços, a definição clara da Visão, Missão, Valores e Objetivos da entidade, a Norma de Controlo Interno e o Regulamento do Fundo de Maneio. Estes instrumentos funcionam como a espinha dorsal administrativa de uma organização que tem como propósito promover a cooperação intermunicipal e o desenvolvimento integrado do território.
Mas a reunião não se limitou a formalidades. O Centro Estratégico de Inovação Territorial apresentou os primeiros passos do que será o Plano Estratégico da Península de Setúbal 2028-2034. Foram expostos os pressupostos, a metodologia de trabalho e o cronograma de um estudo que já se encontra em desenvolvimento. A participação dos diferentes agentes da região — desde municípios a dirigentes locais — foi estabelecida como um dos pilares fundamentais deste processo.
Para concretizar essa participação, agendou-se uma sessão para o dia 15 de julho, no Cineteatro Joaquim de Almeida, no Montijo. Nessa reunião, o Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal, a Assembleia Intermunicipal, os municípios e os dirigentes municipais conhecerão a metodologia de participação e o calendário das várias fases de elaboração do plano. Trata-se de um exercício de transparência e envolvimento que pretende garantir que a estratégia regional reflita as prioridades e aspirações de quem vive e trabalha nestes territórios.
Frederico Rosa, presidente do Conselho Intermunicipal, anunciou durante a reunião a intenção de assinalar, até ao final do ano, o centenário do Distrito de Setúbal. A iniciativa será marcada por uma cerimónia comemorativa, cujos detalhes serão divulgados posteriormente. É um gesto simbólico que reforça a identidade regional num momento em que a comunidade está a definir o seu futuro.
O reforço da estratégia de comunicação surge como outra novidade significativa. A CIMPS vai aumentar a sua presença nos canais digitais — site institucional e redes sociais — através de um novo plano de comunicação. O objetivo é claro: reforçar a transparência da informação, divulgar indicadores relevantes sobre a Península de Setúbal, promover a identidade regional e valorizar a projeção externa da marca territorial. Numa época em que a comunicação é tão importante quanto a ação, esta aposta reflete uma compreensão de que a região precisa não apenas de fazer, mas de ser conhecida pelo que faz.
O próximo ano e meio será crucial. O plano estratégico que está a ser elaborado definirá as prioridades e as linhas de ação para a região até 2034. Com nove municípios a trabalhar em conjunto, com agentes regionais envolvidos no processo, e com uma comunicação reforçada, a Península de Setúbal está a preparar-se para uma nova fase de desenvolvimento integrado.
Citas Notables
A participação dos diferentes agentes da região será um dos pilares do processo— Conselho Intermunicipal da Península de Setúbal
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Porque é que uma região precisa de um plano estratégico? Não é apenas mais um documento que fica na prateleira?
Um plano estratégico bem feito é um mapa. Define para onde vamos, como chegamos lá, e quem faz o quê. Sem ele, cada município segue o seu caminho, e a região nunca consegue somar forças.
Mas nove municípios a trabalhar juntos — isso não é complicado?
É, claro. Por isso é que a participação é tão importante. Se o plano for imposto de cima para baixo, ninguém acredita nele. Se for construído com todos à mesa, as pessoas sentem-se donas da ideia.
E a comunicação? Porque é que agora estão a reforçar as redes sociais?
Porque uma região que ninguém conhece não atrai investimento, não atrai talento, não atrai turismo. A marca territorial é real. Setúbal e os seus municípios têm muito para contar, mas ninguém ouve se não falarem.
O centenário do distrito — isso é apenas nostalgia?
Não é apenas isso. É um momento para olhar para trás, compreender a história, e depois olhar para a frente com confiança. É dizer: temos raízes, temos identidade, e agora vamos construir o futuro.
Quando é que as pessoas vão começar a ver mudanças concretas?
A sessão de apresentação é já no dia 15. Depois, há meses de trabalho, consultas, ajustes. O plano fica pronto em 2028. Mas a mudança começa agora, na forma como se pensa a região.