um pivô raiz com grande capacidade de finalização
Depois de quase dois anos de ausência, Pedro retorna à seleção brasileira carregando consigo uma questão que transcende o futebol: a busca por um papel definido dentro de um coletivo que ainda procura sua forma mais verdadeira. O técnico Tite, diante de uma abundância de talentos para a posição de centroavante, reconhece em Pedro uma função singular — a do finalizador puro, o homem da área terminal — que pode, ao mesmo tempo, coexistir com os demais candidatos ou substituí-los. A Copa do Mundo do Qatar se aproxima, e a resposta sobre quem vestirá a camisa 9 ainda pertence ao tempo.
- A convocação de Pedro reacende uma das maiores incertezas da seleção: quem será o centroavante titular no Qatar, com ao menos cinco candidatos disputando a mesma posição.
- Tite enfrenta o paradoxo da abundância — Gabriel Jesus ausente, mas Matheus Cunha, Firmino, Neymar, Richarlison e agora Pedro todos aptos para a função.
- O técnico distingue Pedro dos rivais ao descrevê-lo como um pivô de área terminal, um finalizador nato comparável ao Fred de 2014, capaz de atuar junto a jogadores de movimentação inversa.
- A decisão concreta só começará a tomar forma após os amistosos contra Gana e Tunísia, em setembro, na França — até lá, tudo permanece em aberto.
Pedro está de volta à seleção brasileira depois de quase dois anos longe. O atacante do Flamengo chega em boa fase, e sua convocação reacende uma pergunta que persegue Tite há meses: quem será o centroavante titular na Copa do Mundo do Qatar?
A dúvida é tão presente que até uma criança com deficiência visual que visitava a CBF durante o anúncio da convocação perguntou ao técnico se Pedro iria para a seleção. Tite contou a anedota com leveza — o menino também se chamava Pedro — e a pergunta, aparentemente simples, resumiu bem a ansiedade coletiva em torno da decisão.
O cenário é de abundância relativa. Gabriel Jesus não foi convocado desta vez, mas Matheus Cunha, Roberto Firmino, Neymar e Richarlison — todos já utilizados na posição — retornam ao grupo. Pedro entra agora nessa disputa com uma característica que Tite faz questão de destacar: ele é um centroavante de área terminal, um pivô direto voltado para a conclusão, comparável ao Fred campeão de 2014. Essa função específica abre possibilidades táticas, já que Cunha e Firmino fazem movimentos de frente para trás e poderiam atuar ao lado do atacante flamenguista — assim como Firmino fez com Gabriel Jesus na Copa de 2018 contra a Costa Rica.
Os 26 convocados se apresentam na França em dez dias para os amistosos de 23 e 27 de setembro. Só a partir daí Tite começará a montar efetivamente o time para o torneio. A camisa 9 segue sem dono definido.
Durante o anúncio, o técnico também reconheceu Pedro Raul, artilheiro do Brasileirão pelo Goiás com 14 gols aos 25 anos. Emprestado do Kashiwa Reysol do Japão, ele não foi convocado, mas Tite fez questão de valorizar seu desempenho em um clube sem os recursos das grandes equipes — um gesto de reconhecimento para além das fronteiras da convocação.
Pedro está de volta à seleção brasileira depois de quase dois anos longe. O atacante do Flamengo chega em boa forma, e sua convocação reacende uma pergunta que persegue o técnico Tite desde antes mesmo da Copa do Mundo do Qatar começar a se aproximar: quem será o centroavante titular?
A dúvida é tão presente que até uma criança com deficiência visual que visitava a CBF durante o anúncio da convocação para os amistosos contra Gana e Tunísia abordou Tite sobre o assunto. O técnico contou a anedota com leveza, mencionando que o menino — também chamado Pedro — havia perguntado se o atacante flamenguista iria para a seleção. A pergunta, aparentemente simples, resume a ansiedade que envolve essa decisão.
O cenário que Tite enfrenta é de abundância relativa. Gabriel Jesus não foi convocado desta vez, mas a lista traz nomes consolidados na posição. Matheus Cunha, do Atlético de Madri, e Roberto Firmino, do Liverpool, são jogadores acostumados a usar a camisa 9 pela seleção. Além deles, Neymar e Richarlison, que atuaram como centroavantes nos amistosos de junho, também retornam ao grupo. Agora Pedro entra na disputa.
O que diferencia Pedro dos demais candidatos, segundo Tite, é sua função específica dentro do campo. O técnico o vê como um centroavante de área terminal — aquele jogador que está ali para a última bola, para a conclusão. Tite o comparou ao Fred, campeão mundial em 2014, destacando sua capacidade de finalização e sua efetividade em situações onde o time constrói o jogo contra adversários que se posicionam recuados e fechados, gerando oportunidades de cabeça pelas laterais. Um gol de empate que Pedro marcou contra o Vélez pela Libertadores exemplificaria bem esse tipo de atuação.
Essa característica abre possibilidades táticas. Tite mencionou que seria viável escalar Matheus Cunha ou Roberto Firmino ao lado de Pedro justamente porque esses dois fazem movimentos de frente para trás, enquanto o atacante flamenguista funciona como um pivô mais direto. O técnico até citou o exemplo de Brasil 2 x 0 Costa Rica na Copa de 2018, quando Gabriel Jesus era o 9 titular e Firmino entrou no segundo tempo para atuar junto com ele.
Os 26 convocados se apresentam na França em dez dias para os amistosos dos dias 23 e 27 de setembro. Será apenas a partir daí que Tite começará a montar efetivamente o time para o torneio. A decisão sobre quem vestirá a camisa 9 segue em aberto.
Durante o anúncio da convocação, Tite aproveitou para reconhecer outro atacante em destaque: Pedro Raul, artilheiro do Campeonato Brasileiro pelo Goiás com 14 gols. Aos 25 anos, emprestado do Kashiwa Reysol do Japão até o final do ano, Pedro Raul não foi convocado, mas Tite ressaltou a importância de reconhecer seu desempenho em um campeonato de alto nível, especialmente em um time sem os investimentos das grandes equipes.
Notable Quotes
Pedro é um 9 de área terminal, o jogador da última bola, da conclusão. Ele é o Fred atual, com uma grande capacidade de finalização— Tite, técnico da seleção brasileira
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que Tite vê Pedro de forma tão diferente dos outros candidatos à camisa 9?
Porque Pedro é um jogador de conclusão pura. Ele não sai do seu espaço para construir o jogo — ele fica esperando a bola chegar. Tite o compara ao Fred de 2014, aquele centroavante que vivia de bolas nas costas e finalizações de cabeça.
Mas o Brasil tem Neymar, Richarlison, Firmino — todos versáteis. Por que não usar um deles?
Porque eles fazem outro tipo de movimento. Saem para buscar a bola, vêm para trás, constroem. Pedro não faz isso. Ele é um pivô raiz, um 9 de área terminal. Serve para times que precisam de alguém fixo na frente.
Isso significa que Tite quer jogar contra defesas fechadas?
Exatamente. Se o adversário se posiciona muito atrás, fechado, Pedro é mais útil. Ele aproveita as bolas de lado de campo, as cruzamentos. É diferente de um Firmino, que sai para o jogo.
E se Tite quiser os dois juntos?
Pode funcionar. Firmino faz os movimentos de frente para trás, Pedro fica na área. Tite já fez algo parecido em 2018, com Jesus e Firmino contra Costa Rica.
Então a decisão depende de qual tipo de jogo Tite quer jogar no Qatar?
Depende de tudo — do adversário, da fase do torneio, de como o time está se comportando. Por enquanto, Pedro é uma opção. Mas a definição só sai depois dos amistosos na França.