Países capitalistas devem aprender com China, diz presidente da ApexBrasil

Qualquer país capitalista tem que olhar para a China e tirar lições
Viana defende que o modelo chinês de planejamento estratégico transcende divisões ideológicas e oferece lições universais.

Em Brasília, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, propôs ao mundo uma lição que transcende sistemas econômicos: o planejamento estratégico de longo prazo praticado pela China seria um modelo a ser estudado por capitalistas e socialistas igualmente. Falando num evento da China Media Group, Viana situou Brasil e China como pilares complementares da ordem global — um como maior parceiro comercial do mundo, o outro como maior fornecedor de alimentos — e elevou Lula e Xi Jinping à condição de principais lideranças do tempo presente. Por trás da análise técnica, havia uma convicção política: o caminho do planejamento é o caminho da história.

  • Viana desafia o consenso ocidental ao afirmar que qualquer nação, independentemente de seu sistema, deveria aprender com a governança participativa e o planejamento de décadas praticados pela China.
  • A declaração provoca tensão ideológica ao equiparar modelos capitalistas e socialistas diante de um mesmo espelho — o sucesso econômico e social chinês das últimas décadas.
  • O dirigente ancora sua posição em décadas de observação direta: desde 2000, acompanhou a China sair das bicicletas para se tornar a maior potência comercial do planeta.
  • Brasil e China são apresentados como forças geopolíticas insubstituíveis, cuja parceria estratégica redefine o equilíbrio global e não pode ser ignorada por nenhum bloco de poder.
  • A análise converge para uma defesa explícita do projeto Lula, com Viana associando a reeleição do presidente a 'estar do lado certo da história' e o caminho oposto à tragédia.

Na manhã de quarta-feira, em Brasília, Jorge Viana tomou a palavra num evento da China Media Group e fez uma afirmação que cruzava fronteiras ideológicas: capitalistas e socialistas deveriam, igualmente, estudar o modelo chinês. Para o presidente da ApexBrasil, o que tornava a China singular não era apenas seu crescimento econômico, mas a capacidade de reunir diferentes setores da sociedade — nas chamadas Duas Sessões — para definir estratégias e prioridades nacionais com horizonte de longo prazo.

Viana falava com o peso de quem observou essa transformação de perto. Desde 2000, quando viajou à China ao lado de Lula e encontrou um país ainda marcado pelas bicicletas, retornou dezenas de vezes e testemunhou uma velocidade de mudança que poucos países conheceram. Essa trajetória pessoal conferia substância à sua análise: não era admiração abstrata, era diagnóstico construído ao longo de décadas.

No seu discurso, Brasil e China surgiam como parceiros estratégicos insubstituíveis: a China como maior parceiro comercial da maioria dos países do mundo, o Brasil como maior fornecedor de alimentos para muitos deles. Juntos, representariam um equilíbrio global que nenhuma potência poderia ignorar.

A análise desembocou numa defesa política direta. Viana associou a reeleição de Lula a estar do lado certo da história e posicionou Lula e Xi Jinping como as principais lideranças políticas globais do momento. A mensagem central permanecia: o planejamento estratégico não é um luxo, mas uma necessidade — e o exemplo mais eloquente está na China.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, estava em Brasília na manhã de quarta-feira quando fez uma afirmação que atravessava fronteiras ideológicas: qualquer país do mundo, capitalista ou socialista, deveria estudar o modelo chinês com atenção. A declaração veio durante um evento organizado pela China Media Group intitulado "Desenvolvimento da China, Oportunidades para o Mundo", e refletia uma convicção que Viana construiu ao longo de décadas observando a transformação do país asiático.

O que impressionava Viana era a capacidade chinesa de reunir diferentes setores da sociedade em encontros como as Duas Sessões — a Assembleia Popular Nacional e a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês — para definir estratégias e prioridades nacionais. Ele via nesse processo uma forma de articulação política e planejamento de longo prazo que transcendia as divisões convencionais entre sistemas econômicos. Os conceitos que emergiam desses encontros — planejamento, desenvolvimento, inovação, abertura — eram, na sua visão, a chave para compreender o sucesso chinês.

Viana tinha perspectiva histórica para fazer essa avaliação. Ele havia acompanhado a China em transformação desde o ano 2000, quando viajou ao país ao lado do presidente Lula. Naquela época, lembrou, a China ainda estava em bicicleta, visível em seu processo inicial de modernização. Desde então, visitou o país dezenas de vezes e testemunhou uma velocidade de transformação econômica e social que poucos países experimentaram. Essa trajetória pessoal dava peso à sua análise: não era especulação, era observação.

Mas Viana ia além da admiração técnica pelo planejamento chinês. Ele posicionava Brasil e China como atores essenciais no cenário internacional, cada um ocupando um lugar estratégico insubstituível. A China era o maior parceiro comercial da maioria dos países do mundo. O Brasil era o maior fornecedor de alimentos para vários deles. Juntos, representavam um equilíbrio global que não poderia ser ignorado por nenhuma potência ou bloco geopolítico.

Essa análise se conectava, em seu discurso, a uma defesa clara do projeto político liderado por Lula. Viana afirmou que a reeleição do presidente era fundamental, associando-a a estar do lado certo da história, enquanto o caminho alternativo levaria a tragédia e conflito. Na sua avaliação, Lula e o presidente chinês Xi Jinping eram hoje as principais lideranças políticas globais, figuras que encarnavam a direção que o mundo deveria seguir.

O evento reuniu autoridades, diplomatas e representantes empresariais em um contexto marcado por transformações geopolíticas profundas. A mensagem de Viana era clara: o planejamento estratégico e a definição de prioridades nacionais não eram luxos, mas necessidades para qualquer país que buscasse desenvolvimento econômico e social duradouro. E o exemplo a ser estudado estava na China, um país que havia aprendido a combinar escala populacional imensa com capacidade de execução de longo prazo.

É impressionante um país, um dos mais populosos do mundo, conseguir reunir a Conferência Consultiva Política do Povo, reunindo diferentes setores da sociedade chinesa para conversar e definir estratégia
— Jorge Viana, presidente da ApexBrasil
Lula e Xi são hoje os grandes líderes políticos do mundo
— Jorge Viana
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

O que exatamente Viana viu em 2000 que o fez voltar dezenas de vezes?

Model

Uma transformação que era quase invisível naquele momento. Ele descreve a China em bicicleta — uma imagem que captura não pobreza, mas potencial dormindo. Voltou porque viu que algo estava mudando.

Inventor

Mas por que um presidente de agência de exportação brasileira está fazendo análise geopolítica?

Model

Porque comércio é geopolítica. Viana vê Brasil e China como peças do mesmo tabuleiro — não rivais, mas complementares. Ele está dizendo que quem entender isso entende o século.

Inventor

A defesa de Lula parecia vir do nada no discurso.

Model

Não vinha do nada. Para Viana, o planejamento estratégico que ele admira na China só funciona com liderança política estável. Lula representa, para ele, a continuidade que permite que Brasil execute sua própria estratégia.

Inventor

Ele realmente acredita que capitalistas e socialistas podem aprender a mesma lição?

Model

Ele está dizendo que a ideologia é menos importante que a competência. A China provou que pode fazer planejamento de longo prazo e crescimento simultâneos. Isso transcende rótulos.

Inventor

E se estiver errado sobre Lula e Xi sendo os grandes líderes globais?

Model

Então sua análise toda fica frágil. Mas ele não está fazendo previsão — está fazendo aposta. Está dizendo: estes são os líderes que entendem como o mundo funciona agora.

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