Colocou veneno no mingau para se vingar da ex-mulher
Em Maceió, um pai de 24 anos foi indiciado por homicídio qualificado após confessar ter envenenado o próprio filho de quatro anos com agrotóxico misturado ao mingau da criança. O motivo declarado foi vingança contra a ex-mulher durante um processo de separação — um ato que transforma o amor paterno em sua negação mais absoluta. Anthony Levy morreu sem que nenhuma instituição pudesse reverter o que havia sido decidido, em silêncio, dentro de casa.
- Um pai confessou ter comprado 'chumbinho' ilegalmente e colocado no mingau do filho de quatro anos como forma de punir a mãe da criança durante a separação.
- Anthony começou a passar mal na creche, foi socorrido pelas professoras e levado à UPA, mas não resistiu ao envenenamento — morrendo dois dias antes de o pai ser preso.
- A necropsia confirmou a presença de substância estranha no suco gástrico, consolidando as evidências que levaram ao indiciamento por homicídio qualificado.
- O crime foi majorado em dois terços pela idade da vítima e agravado por indícios de premeditação, o que pode elevar ainda mais a pena do réu.
- A investigação agora mira possível negligência institucional na creche, mesmo que relatos iniciais indiquem que as educadoras agiram com rapidez diante dos sintomas da criança.
Na manhã de 11 de junho, o delegado Arthur César confirmou o indiciamento de Matheus Soares Omena dos Santos, 24 anos, pelo homicídio qualificado do filho Anthony Levy Nascimento dos Santos, de quatro anos, morto envenenado em Maceió. O pai havia confessado o crime dias antes de ser preso, em 29 de maio de 2024.
Segundo a confissão, Matheus misturou 'chumbinho' — agrotóxico comprado ilegalmente no bairro do Jacintinho — ao mingau do filho. O motivo: vingança contra a ex-mulher, com quem disputava a separação. Não se tratou de um impulso, mas de um ato planejado, o que agrava juridicamente a conduta.
Anthony passou mal durante atividade no Centro Municipal de Educação Infantil Paulo Freire, no bairro de São Jorge. As professoras o encaminharam imediatamente à UPA do Jacintinho, onde recebeu atendimento, mas não sobreviveu. A necropsia confirmou a presença de substância estranha no suco gástrico.
A polícia classificou o crime como homicídio qualificado majorado em dois terços, penalidade obrigatória quando a vítima tem menos de 14 anos. Os indícios de premeditação podem agravar ainda mais a sentença. A investigação continua para apurar se houve alguma falha institucional na creche — embora os relatos indiquem que as educadoras agiram com prontidão diante do que estava ao alcance delas.
Na manhã de terça-feira, 11 de junho, o delegado Arthur César confirmou o que a polícia de Alagoas havia apurado nos dias anteriores: Matheus Soares Omena dos Santos, pai de uma criança de quatro anos, seria indiciado por homicídio qualificado. O menino, Anthony Levy Nascimento dos Santos, havia morrido envenenado em Maceió poucos dias antes, e seu pai havia confessado o crime.
Matheus tinha 24 anos quando colocou veneno para matar roedores no mingau do filho. Segundo sua confissão, o motivo era simples e devastador: vingança contra a mãe da criança, sua ex-mulher, com quem estava em desacordo durante o processo de separação. O agrotóxico que usou, conhecido como "chumbinho", havia sido comprado ilegalmente no bairro do Jacintinho. Não era um impulso momentâneo — havia planejamento envolvido, o que tornaria o crime ainda mais grave aos olhos da lei.
Anthony estava em uma atividade rotineira no Centro Municipal de Educação Infantil Paulo Freire, no bairro de São Jorge, quando começou a se sentir mal. Relatou à professora que algo não estava bem. As educadoras agiram rapidamente, levando-o para a Unidade de Pronto Atendimento mais próxima, no Jacintinho. Lá, recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A criança morreu dois dias antes de seu pai ser preso, em 29 de maio de 2024. O laudo da necropsia confirmaria depois o que já se suspeitava: uma substância estranha estava presente no suco gástrico.
A polícia classificou o crime como homicídio qualificado majorado em dois terços — a majoração obrigatória quando a vítima tem menos de 14 anos. Havia também indícios de que o ato havia sido premeditado, o que poderia agravar ainda mais a sentença. Não era um acidente, não era um momento de fúria descontrolada. Era um homem que havia decidido matar seu próprio filho como forma de ferir a mãe.
A Secretaria Municipal de Educação de Maceió, procurada para comentar, expressou profundo pesar pela morte da criança e destacou que as professoras da unidade haviam socorrido Anthony com rapidez, encaminhando-o imediatamente para atendimento médico. O sistema havia funcionado como deveria funcionar — mas nenhuma resposta rápida poderia reverter o que havia sido colocado naquele mingau horas antes, em uma casa, longe dos olhos de qualquer pessoa que pudesse impedir.
Notable Quotes
Confessou que colocou veneno para matar rato no mingau do filho pois queria se vingar da ex-mulher, mãe da vítima, por desentendimentos no processo de separação— Delegado Arthur César, Polícia Civil de Alagoas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como um pai chega ao ponto de envenenar o próprio filho?
A confissão dele aponta para algo que parece quase incompreensível — ele disse que queria se vingar da ex-mulher. Não era raiva do menino. Era usar a morte da criança como arma contra a mãe.
E ele comprou o veneno sabendo exatamente o que faria?
Sim. Comprou ilegalmente, no bairro do Jacintinho. Colocou no mingau. Isso não é um momento de perda de controle — é uma sequência de escolhas deliberadas.
A criança estava em uma creche quando passou mal. Alguém poderia ter evitado isso?
Anthony estava em uma atividade normal quando começou a se sentir mal. As professoras agiram rápido, levaram-no para a UPA. Mas o veneno já estava dentro dele, colocado horas antes, em casa, onde ninguém podia ver.
Qual é a classificação legal para isso?
Homicídio qualificado, majorado porque a vítima era menor de 14 anos. E há indícios de premeditação, o que pode agravar ainda mais. A lei reconhece que isso não foi um crime de impulso.
O que fica para trás disso tudo?
Uma criança de quatro anos que não fez nada. Uma mãe que perdeu o filho. E um pai que escolheu transformar uma separação em morte.