Oi formaliza venda de unidade de telefonia para Método por R$ 60,1 milhões

A Oi transfere para a Método a responsabilidade de manter funcionando os números de emergência do país
A venda inclui a operação dos serviços 190, 192 e 193, que são críticos para a segurança pública.

Em meio à sua longa jornada de recuperação judicial, a Oi deu mais um passo para reorganizar seu futuro ao vender sua divisão de telefonia fixa e serviços de emergência para a Método Telecomunicações por R$ 60,1 milhões. A transação, concluída após um processo competitivo iniciado em abril e supervisionada pela Justiça do Rio de Janeiro, transfere não apenas linhas residenciais e torres, mas também a responsabilidade sobre números críticos como o 190, o 192 e o 193. O negócio aguarda ainda a bênção da Anatel e do Cade, lembrando que infraestruturas essenciais raramente mudam de mãos sem que a sociedade, por meio de seus reguladores, tenha a última palavra.

  • A Oi, ainda sob proteção judicial, precisava desfazer-se de ativos para sobreviver — e colocou em leilão uma unidade que inclui desde telefones públicos até os números de emergência do país.
  • A Método Telecomunicações venceu o processo competitivo e desembolsou R$ 60,1 milhões à vista, assumindo uma herança pesada: clientes, funcionários, fornecedores e a obrigação de manter serviços críticos funcionando.
  • A transferência de linhas de emergência como o 190, o 192 e o 193 eleva o grau de responsabilidade da operação muito além de um simples negócio comercial.
  • O fechamento definitivo ainda depende de aprovações da Anatel e do Cade, mantendo o controle efetivo da operação em compasso de espera regulatório.

A Oi formalizou a venda de sua divisão de serviços telefônicos para a Método Telecomunicações e Comércio por R$ 60,1 milhões pagos à vista. O negócio foi comunicado ao mercado via fato relevante à CVM e assinado sob supervisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, reflexo direto da situação de recuperação judicial em que a empresa se encontra.

O processo começou em abril, quando a Oi colocou em leilão essa unidade produtiva isolada. A Método saiu vencedora da disputa e herdou um conjunto amplo de ativos: todas as linhas de telefonia fixa residencial, as torres, os telefones públicos e suas operações de manutenção, além da base de clientes, dos contratos de trabalho e dos acordos com fornecedores.

O ponto mais sensível da transação é a transferência dos números de emergência — o 190 da Polícia Militar, o 192 do SAMU e o 193 do Corpo de Bombeiros. A Método passa a ser responsável por manter essa infraestrutura crítica em pleno funcionamento, o que vai muito além de uma simples aquisição comercial.

Apesar do contrato assinado, o negócio ainda não está totalmente concluído. A transferência formal das ações da unidade depende da aprovação da Anatel e do Cade, que precisam verificar se a operação atende às exigências regulatórias e não compromete a concorrência no setor. Enquanto esses avals não chegam, a Método aguarda para assumir efetivamente o controle da operação.

A Oi, empresa em recuperação judicial, fechou a venda de sua divisão de serviços telefônicos para a Método Telecomunicações e Comércio. O negócio, formalizado numa sexta-feira e comunicado ao mercado no sábado pela manhã através de fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários, movimentou R$ 60,1 milhões pagos à vista.

A transação encerrou um processo competitivo que começou em abril. A Oi havia colocado em leilão essa unidade produtiva isolada — a sigla UPI é o termo técnico para um ativo que funciona de forma independente dentro de uma empresa — e a Método venceu a disputa. O contrato foi assinado sob supervisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o que reflete o fato de que a Oi está sob proteção judicial enquanto tenta se reorganizar financeiramente.

O que exatamente mudou de dono? A lista é extensa e toca pontos sensíveis da infraestrutura de comunicações do país. Estão incluídas todas as linhas de telefonia fixa residencial que a Oi operava. Também passam para a Método os números de emergência — o 190 da Polícia Militar, o 192 do SAMU e o 193 do Corpo de Bombeiros. Isso significa que a Método agora é responsável por manter esses serviços funcionando, uma responsabilidade crítica que envolve infraestrutura de rede e centros de atendimento.

Além disso, a venda inclui as torres de telefonia, os telefones públicos espalhados pelas cidades e toda a operação de manutenção desses equipamentos. A Método herda também a base de clientes residenciais, os contratos de trabalho dos funcionários que operavam essa unidade e todos os acordos que a Oi tinha com seus fornecedores. É uma transferência completa de um negócio em funcionamento.

Mas o negócio ainda não está totalmente fechado. A Oi deixou claro que a conclusão da operação e a transferência formal das ações da unidade para a Método dependem de duas aprovações regulatórias importantes. A Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, precisa dar seu aval. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, também precisa analisar se a transação não prejudica a concorrência no setor. Essas aprovações são procedimentos padrão em vendas de ativos de telecomunicações, mas representam um passo adicional antes que a Método possa efetivamente assumir o controle da operação.

A operadora informou que celebrou um contrato com a vencedora do processo competitivo realizado em abril para a alienação da unidade produtiva isolada Oi Serviços Telefônicos
— Oi, em comunicado à CVM
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Oi precisava vender essa unidade agora?

Model

A empresa está em recuperação judicial. Vender ativos é uma forma de gerar caixa para pagar credores e se reorganizar. Essa unidade de telefonia fixa residencial não era mais o foco estratégico da empresa.

Inventor

Qual é o risco para quem usa telefone fixo ou precisa chamar uma ambulância?

Model

Tecnicamente, nenhum imediato. A Método assume a operação dos números de emergência e mantém as linhas funcionando. Mas há sempre incerteza quando muda de operador — qualidade de serviço, investimento em infraestrutura, essas coisas dependem de quem está no comando.

Inventor

R$ 60,1 milhões é muito ou pouco para um negócio que inclui emergências?

Model

Para uma unidade em declínio — telefonia fixa residencial está encolhendo há anos — é um preço razoável. Mas o valor real está na infraestrutura e na responsabilidade de manter os serviços de emergência funcionando.

Inventor

E se a Anatel ou o Cade disserem não?

Model

Aí o negócio não acontece. Mas é improvável. Essas agências geralmente aprovam quando há um comprador disposto a manter os serviços operacionais, que é exatamente o caso aqui.

Inventor

Quem é a Método? É uma empresa grande?

Model

Não há muitos detalhes públicos. É uma empresa de telecomunicações que venceu um processo competitivo. O fato de ter conseguido R$ 60,1 milhões em caixa para pagar à vista sugere que tem solidez financeira.

Contact Us FAQ