As mesmas barreiras que limitaram a inclusão financeira no Brasil ainda persistem em toda a América Latina
Em um movimento que revela a maturidade de um projeto nascido da insatisfação com o sistema bancário tradicional, o Nubank elevou Livia Chanes à condição de CEO para toda a América Latina, mantendo-a também à frente do Brasil. A decisão, anunciada em 15 de julho de 2026, chega dias após o banco obter licença plena no México e consolidar 135 milhões de clientes em três países — um número que convida à reflexão sobre o que significa, hoje, pertencer ao sistema financeiro. A reorganização não é apenas administrativa: é a declaração de que um modelo construído sobre exclusão histórica pode, finalmente, ser exportado com escala e intenção.
- O Nubank acaba de receber autorização para operar como banco pleno no México, tornando sua operação mexicana — com 15 milhões de clientes — a maior instituição bancária digital do país, o que eleva a pressão por uma liderança regional coesa.
- A promoção de Livia Chanes cria uma cadeia de comando direta sobre México e Colômbia, rompendo a fragmentação que poderia frear a velocidade de expansão em mercados ainda subatendidos.
- Com 115 milhões de clientes no Brasil e mais de 60% da população adulta atendida, o Nubank precisa agora provar que seu crescimento não foi um fenômeno local, mas um modelo replicável.
- O investimento anunciado de R$ 45 bilhões no Brasil até 2026 sinaliza que a expansão geográfica não virá à custa da profundidade: monetização e novos produtos caminham junto com a conquista de novos territórios.
- David Vélez enquadra a reorganização como resposta a uma janela histórica — as mesmas barreiras que o Nubank derrubou no Brasil ainda bloqueiam milhões de latino-americanos, e o banco diz ter agora as ferramentas para agir mais rápido.
O Nubank anunciou na quarta-feira, 15 de julho, uma reorganização de sua estrutura regional que coloca Livia Chanes no centro da estratégia latino-americana. Ela acumula agora a presidência do Brasil com o cargo de CEO para a América Latina, passando a ter sob sua responsabilidade direta as operações do México, liderada por Armando Herrera, e da Colômbia, conduzida por Marcela Torres — ambas mantendo autonomia operacional local.
A mudança chega em momento de impulso regulatório: em 10 de julho, o Nubank obteve da Comisión Nacional Bancaria y de Valores a autorização para funcionar como banco no México, transformando sua operação local, com mais de 15 milhões de clientes, na maior instituição bancária digital do país. Somando os três mercados, o banco ultrapassa 135 milhões de clientes.
Para David Vélez, fundador e CEO global, a reorganização é uma resposta deliberada a oportunidades ainda não capturadas. Ele argumenta que as barreiras à inclusão financeira que o Nubank enfrentou no Brasil persistem em toda a região — e que o banco agora possui histórico, equipe e ferramentas para superá-las com maior velocidade.
Chanes chegou ao Nubank há seis anos, assumiu a operação brasileira em 2022 e foi promovida a CEO do país em 2024. Desde então, a base brasileira cresceu mais de 50 milhões de usuários, chegando a 115 milhões — o equivalente a mais de 60% da população adulta do país. Ao comentar sua nova posição, ela sinalizou que cada aprendizado brasileiro será aplicado em benefício dos clientes regionais. O banco planeja investir R$ 45 bilhões no Brasil até 2026 para ampliar produtos e acelerar a monetização, deixando claro que crescer em receita é tão prioritário quanto crescer em usuários.
O Nubank reorganizou sua estrutura na América Latina nesta quarta-feira, 15 de julho, elevando Livia Chanes ao cargo de CEO regional enquanto ela mantém a presidência da operação brasileira. A decisão chega poucos dias após o banco digital obter, em 10 de julho, a autorização da Comisión Nacional Bancaria y de Valores para funcionar como banco no México — um marco regulatório que transforma a operação mexicana, com mais de 15 milhões de clientes, na maior instituição bancária digital do país.
Com a reorganização, os líderes das operações no México e na Colômbia, Armando Herrera e Marcela Torres respectivamente, passarão a responder diretamente a Chanes, embora as unidades locais mantenham sua autonomia operacional. A mudança estrutural reflete a ambição do Nubank de acelerar a replicação do modelo que funcionou no Brasil para o restante da região. Considerando os três países juntos, a instituição agora soma mais de 135 milhões de clientes.
David Vélez, fundador e CEO global do Nubank, enquadrou a decisão como uma resposta às oportunidades ainda não exploradas. Segundo ele, as mesmas barreiras que historicamente limitaram a inclusão financeira no Brasil continuam presentes em toda a América Latina, mas agora o banco possui as ferramentas, a equipe e o histórico necessários para superá-las com maior velocidade. A estratégia aponta para uma aceleração na expansão regional nos próximos anos.
Chanes traz consigo um histórico de crescimento impressionante no Brasil. Ela ingressou no Nubank há seis anos, assumiu a operação brasileira em 2022 e foi promovida a CEO do país em 2024. Desde então, a base de clientes brasileira cresceu em mais de 50 milhões de usuários, chegando a 115 milhões de clientes. O Nubank agora atende mais de 60% da população adulta brasileira, consolidando-se como a maior instituição financeira privada do país em número de clientes.
Em sua declaração sobre a promoção, Chanes reconheceu o tamanho da posição conquistada no Brasil, mas também sinalizou que o crescimento continua sendo a prioridade central. Ela destacou que cada aprendizado obtido na operação brasileira será aplicado em benefício dos clientes em toda a região. O banco planeja investir 45 bilhões de reais no Brasil até 2026 para ampliar sua oferta de produtos e acelerar a monetização de sua base de clientes, sugerindo que a expansão de receita é tão importante quanto o crescimento em número de usuários.
Citas Notables
As mesmas barreiras que limitaram a inclusão financeira no Brasil ainda persistem em toda a América Latina. Agora temos as ferramentas, a equipe e o histórico necessários para superá-las com mais rapidez— David Vélez, fundador e CEO global do Nubank
Já somos a maior instituição financeira privada em número de clientes no Brasil, mas sabemos que ainda temos imensas oportunidades de crescer em nossos diferentes segmentos— Livia Chanes, CEO regional do Nubank
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o Nubank fez essa mudança agora, especificamente nesta semana?
A autorização para operar como banco no México foi o gatilho. Até então, o Nubank era uma fintech. Agora que é um banco de verdade lá, a estrutura precisava refletir essa nova realidade — e a ambição de crescer rápido.
Livia Chanes já não tinha bastante trabalho sendo CEO do Brasil?
Tinha, mas o Brasil já está maduro. Ela cresceu 50 milhões de clientes em dois anos. Agora o desafio é replicar isso no México e na Colômbia, e ela é a pessoa que sabe como fazer.
O que significa manter a autonomia das unidades locais se todos reportam a ela?
Significa que Herrera no México e Torres na Colômbia continuam tomando decisões sobre seus mercados. Mas agora há uma visão unificada vindo de cima — menos silos, mais velocidade.
135 milhões de clientes é muito?
Para um banco digital com seis anos de existência, é extraordinário. Mas o Brasil sozinho tem 215 milhões de pessoas. Ainda há espaço imenso.
E os 45 bilhões de reais que vão investir no Brasil?
É o sinal de que eles não estão saindo do Brasil para crescer em outro lugar. Estão consolidando lá enquanto expandem para fora. É uma aposta em duas frentes.