Proteger contra quatro variantes em vez de uma muda o alcance da defesa
Em julho de 2025, Curitiba dá um passo silencioso mas significativo na proteção de suas crianças: a vacina meningocócica C, que guardava contra apenas uma variante da bactéria, cede lugar à ACWY, capaz de enfrentar quatro sorogrupos ao mesmo tempo. A mudança, alinhada às diretrizes da OMS para reduzir meningites bacterianas até 2030, chega num momento em que a cidade vê os casos retornarem aos níveis de antes da pandemia — lembrando que doenças raras, quando chegam, chegam com força devastadora. É a memória do risco que move a precaução.
- Com o retorno da vida social plena, a meningite meningocócica volta a circular em Curitiba nos patamares pré-pandêmicos — três casos e um óbito já em 2025, antes do meio do ano.
- A vacina anterior protegia contra apenas um sorogrupo da bactéria; a ACWY amplia esse escudo para quatro variantes, reduzindo significativamente a janela de vulnerabilidade das crianças.
- O novo esquema entra em vigor sem interromper o calendário existente: as doses dos 3 e 5 meses permanecem, e o reforço dos 12 meses é simplesmente substituído pela versão mais abrangente.
- Crianças de até quase 5 anos que ainda não receberam o reforço podem ser imunizadas gratuitamente, sem agendamento, em qualquer unidade de saúde da cidade.
- A Secretaria Municipal de Saúde planeja mutirões em bairros estratégicos e campanhas digitais para garantir que a adesão familiar converta a mudança técnica em proteção coletiva real.
A partir de julho de 2025, Curitiba substitui a vacina meningocócica C — usada como reforço aos 12 meses — pela ACWY, um imunizante que protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis em vez de apenas um. O anúncio foi feito pela secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, e reflete uma decisão do Ministério da Saúde alinhada às recomendações da OMS para reduzir a incidência global de meningites bacterianas até 2030.
A doença meningocócica é grave e age rápido: febre alta, rigidez na nuca, manchas na pele e, sem tratamento imediato, risco de sequelas neurológicas ou morte. Transmite-se por gotículas respiratórias, especialmente em ambientes fechados. A infectologista Marion Burger, da Secretaria Municipal, alerta que o momento exige atenção: até junho de 2025, Curitiba já registrou três casos e um óbito — números que se aproximam dos 13 casos de 2019, antes da pandemia reduzir artificialmente a circulação social.
O calendário vacinal mantém as doses da meningocócica C aos 3 e 5 meses, mas o reforço dos 12 meses passa a ser feito com a ACWY. Adolescentes de 11 a 14 anos receberão uma dose única. Crianças que já completaram o esquema anterior não precisam se revacinar, mas aquelas sem o reforço podem recebê-lo gratuitamente, sem agendamento, em qualquer unidade de saúde, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Além da troca do imunizante, a Secretaria planeja mutirões em bairros estratégicos e campanhas digitais pelo portal Imuniza Já Curitiba. Burger sublinha que a adesão dos pais é essencial não só para proteger cada criança individualmente, mas para construir a imunidade coletiva que impede a bactéria de circular. A prefeitura reforça ainda medidas complementares: higiene das mãos, ambientes ventilados e busca imediata por atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito.
A partir de julho, Curitiba muda a forma como protege suas crianças contra a meningite meningocócica. A secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, anunciou que a vacina meningocócica C, usada como reforço aos 12 meses, será substituída pela ACWY — um imunizante que oferece proteção contra quatro variantes da bactéria Neisseria meningitidis em vez de apenas uma. A mudança entra em vigor no primeiro dia do mês e reflete uma decisão do Ministério da Saúde alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde para reduzir a incidência global de meningites bacterianas até 2030.
A doença meningocócica é uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis, capaz de provocar meningite — inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — ou septicemia, quando atinge a corrente sanguínea. Transmite-se por gotículas respiratórias, especialmente em ambientes fechados ou com aglomerações. Os sintomas aparecem rapidamente: febre alta, dores de cabeça intensas, rigidez na nuca, vômitos e, em casos mais graves, manchas vermelhas na pele. Sem tratamento imediato, a doença pode evoluir para complicações neurológicas ou morte.
Embora Curitiba não tenha registrado aumento de casos em 2025 comparado a 2024, os números começam a se aproximar dos patamares observados antes da pandemia de covid-19. Até a semana epidemiológica 25 de 2025, encerrada em 21 de junho, a cidade confirmou três casos com um óbito. No mesmo período de 2024, havia quatro casos sem mortes. Em todo o ano de 2024, Curitiba registrou 12 casos e três óbitos. Em 2019, antes da pandemia, foram 13 casos sem registros de morte. A médica infectologista Marion Burger, da Secretaria Municipal da Saúde, enfatiza que a vacinação é essencial para conter o avanço da doença neste momento de retorno à normalidade social.
O novo esquema vacinal mantém as duas primeiras doses da meningocócica C aos 3 e 5 meses de idade, mas substitui o reforço dos 12 meses pela ACWY. Adolescentes de 11 a 14 anos receberão uma dose única da ACWY. Crianças que já completaram o esquema com a meningocócica C não precisam se revacinar, mas aquelas que não receberam o reforço podem ser imunizadas com a ACWY até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A vacina estará disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde de Curitiba sem necessidade de agendamento.
A ACWY oferece cobertura contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria — os mais prevalentes e perigosos. Essa amplitude de proteção reduz significativamente o risco de infecções graves em comparação com a vacina anterior, que protegia apenas contra o sorogrupo C. A decisão reflete uma resposta proativa à necessidade de reforçar a imunização infantil em um contexto em que a circulação de pessoas e a interação social voltam a níveis normais.
A Secretaria Municipal da Saúde planeja intensificar campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação. Além de divulgação em meios digitais, como o site Imuniza Já Curitiba, a pasta organizará mutirões de vacinação em bairros estratégicos. Marion Burger destaca que a adesão dos pais é fundamental não apenas para proteger as crianças individualmente, mas também para contribuir com a imunidade coletiva, reduzindo a circulação da bactéria na comunidade.
Além da vacinação, a SMS orienta sobre medidas complementares de prevenção: lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar copos e talheres, manter ambientes ventilados e procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas suspeitos. O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação. Tatiane Filipak reforçou o compromisso da prefeitura em garantir acesso à imunização, chamando a substituição da vacina de um marco na proteção das crianças curitibanas contra uma doença que, embora rara, pode ter consequências devastadoras.
Citações Notáveis
A vacinação é essencial para conter o avanço da doença, especialmente em um contexto de retorno aos níveis de incidência observados antes da pandemia— Marion Burger, médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde
A substituição da vacina meningocócica C pela ACWY é um marco na proteção das crianças curitibanas contra uma doença que, embora rara, pode ter consequências graves— Tatiane Filipak, secretária municipal de Saúde
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que Curitiba decidiu fazer essa mudança agora, se os números de casos não aumentaram em 2025?
Os números não aumentaram, é verdade, mas estão voltando aos patamares de antes da pandemia. É como ver a água subindo lentamente — você age antes que chegue ao topo. A OMS recomenda essa proteção mais ampla, e Curitiba está sendo proativa.
Qual é a diferença real entre proteger contra um sorogrupo e proteger contra quatro?
A meningocócica C protegia apenas contra um tipo da bactéria. A ACWY cobre A, C, W e Y — os mais perigosos. É como ter um guarda-chuva que cobria só a cabeça e agora cobre todo o corpo.
Crianças que já receberam a meningocócica C precisam de algo mais?
Não. Quem completou o esquema antigo está protegido. Mas as crianças que perderam o reforço podem receber a ACWY até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. É uma janela de oportunidade.
Um óbito em três casos em 2025 — isso é uma taxa alta?
Sim. A meningite meningocócica tem alta letalidade, especialmente sem tratamento rápido. Por isso a vacinação é tão importante. Prevenir é infinitamente melhor que tratar.
Como a cidade vai garantir que as famílias saibam disso?
Campanhas digitais, mutirões nos bairros, divulgação nas unidades de saúde. Mas depende também dos pais ficarem atentos e levarem as crianças. A imunidade coletiva só funciona se a adesão for alta.
E se alguém suspeitar que a criança tem meningite?
Febre alta, rigidez na nuca, dor de cabeça intensa — isso é emergência. Não espera. Procura o hospital imediatamente. O diagnóstico precoce muda tudo.