Curitiba implementa vacina ACWY contra meningite a partir de julho

Em 2025, um óbito foi registrado entre três casos de doença meningocócica em Curitiba até junho; em 2024, houve três óbitos entre 12 casos confirmados.
Proteger contra quatro variantes em vez de uma muda o alcance da defesa
A vacina ACWY oferece cobertura ampla contra os sorogrupos mais prevalentes e perigosos da bactéria.

Em julho de 2025, Curitiba dá um passo silencioso mas significativo na proteção de suas crianças: a vacina meningocócica C, que guardava contra apenas uma variante da bactéria, cede lugar à ACWY, capaz de enfrentar quatro sorogrupos ao mesmo tempo. A mudança, alinhada às diretrizes da OMS para reduzir meningites bacterianas até 2030, chega num momento em que a cidade vê os casos retornarem aos níveis de antes da pandemia — lembrando que doenças raras, quando chegam, chegam com força devastadora. É a memória do risco que move a precaução.

  • Com o retorno da vida social plena, a meningite meningocócica volta a circular em Curitiba nos patamares pré-pandêmicos — três casos e um óbito já em 2025, antes do meio do ano.
  • A vacina anterior protegia contra apenas um sorogrupo da bactéria; a ACWY amplia esse escudo para quatro variantes, reduzindo significativamente a janela de vulnerabilidade das crianças.
  • O novo esquema entra em vigor sem interromper o calendário existente: as doses dos 3 e 5 meses permanecem, e o reforço dos 12 meses é simplesmente substituído pela versão mais abrangente.
  • Crianças de até quase 5 anos que ainda não receberam o reforço podem ser imunizadas gratuitamente, sem agendamento, em qualquer unidade de saúde da cidade.
  • A Secretaria Municipal de Saúde planeja mutirões em bairros estratégicos e campanhas digitais para garantir que a adesão familiar converta a mudança técnica em proteção coletiva real.

A partir de julho de 2025, Curitiba substitui a vacina meningocócica C — usada como reforço aos 12 meses — pela ACWY, um imunizante que protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis em vez de apenas um. O anúncio foi feito pela secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, e reflete uma decisão do Ministério da Saúde alinhada às recomendações da OMS para reduzir a incidência global de meningites bacterianas até 2030.

A doença meningocócica é grave e age rápido: febre alta, rigidez na nuca, manchas na pele e, sem tratamento imediato, risco de sequelas neurológicas ou morte. Transmite-se por gotículas respiratórias, especialmente em ambientes fechados. A infectologista Marion Burger, da Secretaria Municipal, alerta que o momento exige atenção: até junho de 2025, Curitiba já registrou três casos e um óbito — números que se aproximam dos 13 casos de 2019, antes da pandemia reduzir artificialmente a circulação social.

O calendário vacinal mantém as doses da meningocócica C aos 3 e 5 meses, mas o reforço dos 12 meses passa a ser feito com a ACWY. Adolescentes de 11 a 14 anos receberão uma dose única. Crianças que já completaram o esquema anterior não precisam se revacinar, mas aquelas sem o reforço podem recebê-lo gratuitamente, sem agendamento, em qualquer unidade de saúde, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Além da troca do imunizante, a Secretaria planeja mutirões em bairros estratégicos e campanhas digitais pelo portal Imuniza Já Curitiba. Burger sublinha que a adesão dos pais é essencial não só para proteger cada criança individualmente, mas para construir a imunidade coletiva que impede a bactéria de circular. A prefeitura reforça ainda medidas complementares: higiene das mãos, ambientes ventilados e busca imediata por atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito.

A partir de julho, Curitiba muda a forma como protege suas crianças contra a meningite meningocócica. A secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, anunciou que a vacina meningocócica C, usada como reforço aos 12 meses, será substituída pela ACWY — um imunizante que oferece proteção contra quatro variantes da bactéria Neisseria meningitidis em vez de apenas uma. A mudança entra em vigor no primeiro dia do mês e reflete uma decisão do Ministério da Saúde alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde para reduzir a incidência global de meningites bacterianas até 2030.

A doença meningocócica é uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis, capaz de provocar meningite — inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — ou septicemia, quando atinge a corrente sanguínea. Transmite-se por gotículas respiratórias, especialmente em ambientes fechados ou com aglomerações. Os sintomas aparecem rapidamente: febre alta, dores de cabeça intensas, rigidez na nuca, vômitos e, em casos mais graves, manchas vermelhas na pele. Sem tratamento imediato, a doença pode evoluir para complicações neurológicas ou morte.

Embora Curitiba não tenha registrado aumento de casos em 2025 comparado a 2024, os números começam a se aproximar dos patamares observados antes da pandemia de covid-19. Até a semana epidemiológica 25 de 2025, encerrada em 21 de junho, a cidade confirmou três casos com um óbito. No mesmo período de 2024, havia quatro casos sem mortes. Em todo o ano de 2024, Curitiba registrou 12 casos e três óbitos. Em 2019, antes da pandemia, foram 13 casos sem registros de morte. A médica infectologista Marion Burger, da Secretaria Municipal da Saúde, enfatiza que a vacinação é essencial para conter o avanço da doença neste momento de retorno à normalidade social.

O novo esquema vacinal mantém as duas primeiras doses da meningocócica C aos 3 e 5 meses de idade, mas substitui o reforço dos 12 meses pela ACWY. Adolescentes de 11 a 14 anos receberão uma dose única da ACWY. Crianças que já completaram o esquema com a meningocócica C não precisam se revacinar, mas aquelas que não receberam o reforço podem ser imunizadas com a ACWY até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A vacina estará disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde de Curitiba sem necessidade de agendamento.

A ACWY oferece cobertura contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria — os mais prevalentes e perigosos. Essa amplitude de proteção reduz significativamente o risco de infecções graves em comparação com a vacina anterior, que protegia apenas contra o sorogrupo C. A decisão reflete uma resposta proativa à necessidade de reforçar a imunização infantil em um contexto em que a circulação de pessoas e a interação social voltam a níveis normais.

A Secretaria Municipal da Saúde planeja intensificar campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação. Além de divulgação em meios digitais, como o site Imuniza Já Curitiba, a pasta organizará mutirões de vacinação em bairros estratégicos. Marion Burger destaca que a adesão dos pais é fundamental não apenas para proteger as crianças individualmente, mas também para contribuir com a imunidade coletiva, reduzindo a circulação da bactéria na comunidade.

Além da vacinação, a SMS orienta sobre medidas complementares de prevenção: lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar copos e talheres, manter ambientes ventilados e procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas suspeitos. O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação. Tatiane Filipak reforçou o compromisso da prefeitura em garantir acesso à imunização, chamando a substituição da vacina de um marco na proteção das crianças curitibanas contra uma doença que, embora rara, pode ter consequências devastadoras.

A vacinação é essencial para conter o avanço da doença, especialmente em um contexto de retorno aos níveis de incidência observados antes da pandemia
— Marion Burger, médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde
A substituição da vacina meningocócica C pela ACWY é um marco na proteção das crianças curitibanas contra uma doença que, embora rara, pode ter consequências graves
— Tatiane Filipak, secretária municipal de Saúde
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Curitiba decidiu fazer essa mudança agora, se os números de casos não aumentaram em 2025?

Model

Os números não aumentaram, é verdade, mas estão voltando aos patamares de antes da pandemia. É como ver a água subindo lentamente — você age antes que chegue ao topo. A OMS recomenda essa proteção mais ampla, e Curitiba está sendo proativa.

Inventor

Qual é a diferença real entre proteger contra um sorogrupo e proteger contra quatro?

Model

A meningocócica C protegia apenas contra um tipo da bactéria. A ACWY cobre A, C, W e Y — os mais perigosos. É como ter um guarda-chuva que cobria só a cabeça e agora cobre todo o corpo.

Inventor

Crianças que já receberam a meningocócica C precisam de algo mais?

Model

Não. Quem completou o esquema antigo está protegido. Mas as crianças que perderam o reforço podem receber a ACWY até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. É uma janela de oportunidade.

Inventor

Um óbito em três casos em 2025 — isso é uma taxa alta?

Model

Sim. A meningite meningocócica tem alta letalidade, especialmente sem tratamento rápido. Por isso a vacinação é tão importante. Prevenir é infinitamente melhor que tratar.

Inventor

Como a cidade vai garantir que as famílias saibam disso?

Model

Campanhas digitais, mutirões nos bairros, divulgação nas unidades de saúde. Mas depende também dos pais ficarem atentos e levarem as crianças. A imunidade coletiva só funciona se a adesão for alta.

Inventor

E se alguém suspeitar que a criança tem meningite?

Model

Febre alta, rigidez na nuca, dor de cabeça intensa — isso é emergência. Não espera. Procura o hospital imediatamente. O diagnóstico precoce muda tudo.

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