O foco continua dia após dia, treino após treino, jogo após jogo
Aos 34 anos e carregando o peso de lesões que marcaram a última fase de sua carreira, Neymar se vê diante de uma última grande janela: convencer Carlo Ancelotti de que seu corpo pode suportar o peso de uma Copa do Mundo. O técnico italiano foi preciso — a questão não é talento, nunca foi; é a capacidade física de sustentar o esforço de um torneio inteiro. Nos próximos dois meses, cada jogo pelo Santos será menos uma partida e mais um argumento silencioso dirigido à comissão técnica da Seleção.
- Ancelotti exclui Neymar dos amistosos preparatórios contra França e Croácia, deixando claro que a ausência é física, não técnica.
- O atacante já entrou em campo quatro vezes em 2026, marcou gols e distribuiu assistências — mas ainda não o suficiente para satisfazer os critérios da comissão técnica.
- O Santos oferece uma janela de 16 jogos até 17 de maio, incluindo clássicos contra Flamengo e Palmeiras e partidas em três competições diferentes.
- Neymar admitiu frustração publicamente, mas reorientou o discurso para o trabalho diário, sinalizando que entendeu o recado.
- A convocação final em 18 de maio funcionará como um veredicto: cada partida daqui até lá é uma peça do dossiê que Ancelotti está montando.
Carlo Ancelotti foi direto: Neymar só estará na Copa do Mundo de 2026 se chegar aos 100% de condicionamento físico. O técnico da Seleção Brasileira deixou o atacante fora dos amistosos preparatórios contra França e Croácia, e sua explicação foi precisa — o problema não é técnico. "Neymar com bola está muito bem", reconheceu. O que falta é o físico, e essa avaliação vem de toda a comissão técnica.
Até a convocação final, marcada para 18 de maio, o Santos oferecerá ao jogador pelo menos 16 compromissos — entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. O calendário inclui clássicos contra Flamengo e Palmeiras, além de rodadas de competições continentais. Cada partida será, na prática, uma avaliação.
Neymar já havia atuado quatro vezes em 2026: completou 90 minutos em três deles, marcou duas vezes contra o Vasco e distribuiu assistências contra Velo Clube e Corinthians. Números que sugeriam ritmo, mas aparentemente insuficientes para o padrão exigido.
Em evento da Kings League em São Paulo, o atacante não escondeu a frustração com a exclusão, mas rapidamente reorientou o discurso. "O foco continua dia após dia, treino após treino, jogo após jogo", disse, reconhecendo que o sonho ainda estava vivo. Ancelotti, por sua vez, deixou uma porta entreaberta: se Neymar puder chegar aos 100% durante a Copa, ele pode estar lá. O teste, portanto, não termina em maio — começa agora.
Carlo Ancelotti foi direto na segunda-feira: Neymar não entra na Copa do Mundo de 2026 a menos que chegue aos 100% de suas capacidades físicas. O técnico da Seleção Brasileira deixou o atacante de fora da convocação para os últimos amistosos preparatórios contra França e Croácia, e sua explicação não deixou espaço para interpretações.
O treinador foi cuidadoso em separar o que vê em campo do que precisa para o torneio. "Neymar com bola está muito bem", reconheceu Ancelotti. O problema não era técnico. Era físico. "Não está nos 100% de suas possibilidades", disse, explicando que essa avaliação vinha não só dele, mas de toda a comissão técnica que acompanhava o jogador. A mensagem era clara: trabalhe para chegar lá, e então conversamos.
Até a convocação final marcada para 18 de maio, o Santos oferecerá a Neymar uma janela razoável de oportunidades. O clube terá pelo menos 16 compromissos nos próximos dois meses — jogos pelo Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. O calendário começaria três dias depois, com Santos enfrentando Internacional, e se estenderia até 17 de maio, com um duelo contra o Coritiba. No meio do caminho, clássicos contra Flamengo e Palmeiras, além de rodadas inteiras de competições continentais.
Neymar já havia entrado em campo quatro vezes em 2026 quando a convocação foi anunciada. Dois jogos pelo Paulistão — contra Velo Clube e Novorizontino, ambos na fase mata-mata — e dois pelo Brasileirão, contra Vasco e Corinthians. Em três deles, completou os 90 minutos. Contra o Vasco, marcou duas vezes na vitória por 2 a 1. Contra Velo Clube e Corinthians, distribuiu duas assistências. Números que sugeriam um jogador em ritmo, mas aparentemente não o suficiente para o que Ancelotti tinha em mente.
O próprio Neymar falou sobre a exclusão dias depois, em um evento da Kings League em São Paulo. Não escondeu a frustração. "Obviamente estou chateado, triste, por não ter sido convocado", admitiu. Mas rapidamente reorientou o discurso para o que vinha pela frente. "O foco continua dia após dia, treino após treino, jogo após jogo", disse. Reconheceu que ainda havia uma convocação final pela frente e que o sonho seguia vivo. A mensagem era de um atleta que entendia o recado e estava disposto a trabalhar para mudar a situação.
O que Ancelotti deixou em aberto era a possibilidade de Neymar chegar à Copa mesmo que não estivesse completamente recuperado no momento da convocação. "Se ele pode chegar durante a Copa do Mundo em 100%, obviamente pode estar", disse. Isso significava que os 16 jogos do Santos não eram apenas uma oportunidade — eram um teste contínuo. Cada partida seria observada. Cada desempenho seria avaliado. E em 18 de maio, quando a lista final fosse divulgada, Ancelotti e sua comissão teriam visto o suficiente para tomar uma decisão.
Citações Notáveis
Neymar com bola está muito bem. Para a comissão técnica, para mim, não está nos 100% de suas possibilidades.— Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira
Obviamente estou chateado, triste, por não ter sido convocado. Mas o foco continua dia após dia, treino após treino, jogo após jogo.— Neymar, em evento da Kings League
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que Ancelotti foi tão específico em dizer "100%" em vez de apenas deixar Neymar fora?
Porque ele estava deixando uma porta aberta. Não era um não definitivo — era um desafio claro. Se Neymar chegasse àquele nível, teria seu lugar. Ancelotti estava sendo honesto sobre o que via, mas também oferecendo um caminho.
Neymar já tinha números bons — dois gols, duas assistências em poucos jogos. Por que isso não foi suficiente?
Números em amistosos e jogos de campeonato doméstico são uma coisa. O que Ancelotti estava avaliando era a capacidade de Neymar de sustentar aquele nível por 90 minutos, repetidamente, contra os melhores times do mundo. Ritmo de competição internacional é diferente.
Os 16 jogos parecem muitos. Neymar teria tempo de se recuperar entre eles?
Teoricamente, sim. Mas também é um calendário apertado — Copa Sul-Americana, Copa do Brasil, Brasileirão tudo junto. Neymar precisaria não só jogar, mas jogar bem, consistentemente, sem se machucar. Era um teste de durabilidade tanto quanto de desempenho.
Quando Neymar disse que o foco continuava, você acreditou nele?
Ele estava em um evento de Kings League quando falou. Não era uma coletiva de imprensa formal. Parecia genuíno — frustrado, mas focado. Ele sabia que tinha uma chance, e que precisava aproveitar.
E se ele chegasse em maio ainda não estivesse em 100%?
Então não iria à Copa. Ancelotti tinha sido claro sobre isso. Mas deixou a porta aberta para uma recuperação durante o próprio torneio, o que sugeria que ele acreditava que Neymar poderia chegar lá.