Um túmulo de guerra solene nas profundezas do Pacífico
A mais de seis mil metros de profundidade no Pacífico, o USS Johnston — contratorpedeiro que combateu com ferocidade na maior batalha naval da história — foi finalmente encontrado intacto, encerrando décadas de silêncio sobre o destino final de um navio e dos 186 homens que não voltaram. A descoberta, realizada em 2021 pela expedição privada da Caladan Oceanic, não é apenas um feito tecnológico: é o reencontro da humanidade com uma memória submersa, um gesto de reconhecimento tardio àqueles que pereceram longe de qualquer olhar. O abismo, por fim, revelou o que guardava.
- A 6.456 metros de profundidade — um recorde absoluto para naufrágios investigados — o USS Johnston desafiou décadas de buscas e só cedeu diante de um submersível sem amarras capaz de mergulhar sem limites operacionais.
- O navio afundou em 25 de outubro de 1944 durante a Batalha do Golfo de Leyte, quando tentava proteger um porta-aviões de escolta contra forças japonesas imensamente superiores, incluindo o colossal Yamato.
- De 327 tripulantes, 186 morreram naquele dia — e o comandante Ernest E. Evans recebeu postumamente a Medalha de Honra, tornando-se o primeiro nativo americano a ser assim reconhecido na Marinha dos EUA.
- A expedição encontrou o navio ainda de pé, com torres de canhões e torpedos preservados, e confirmou sua identidade pelo número 557 gravado no casco.
- Todos os dados, imagens e mapas de sonar serão entregues gratuitamente à Marinha dos EUA, que agora estende proteção legal ao local — tratado como túmulo de guerra sagrado.
A seis mil e quatrocentos metros abaixo do Pacífico, nas águas das Filipinas, repousa o USS Johnston — e em abril de 2021, depois de dois anos de buscas, ele foi finalmente encontrado. A expedição da Caladan Oceanic, empresa privada do Texas, utilizou o submersível DSV Limiting Factor, um veículo sem amarras capaz de mergulhar sem restrições de profundidade. Victor Vescovo, ex-comandante da Marinha dos EUA e financiador da missão, pilotou pessoalmente dois mergulhos de oito horas cada — os mais profundos já realizados por humanos em busca de um naufrágio.
O Johnston era um contratorpedeiro da classe Fletcher que afundou em 25 de outubro de 1944, durante a Batalha do Golfo de Leyte — o maior combate naval da Segunda Guerra Mundial. Naquele dia, o navio tentava proteger o porta-aviões de escolta Gambier Bay quando foi atingido pelo Yamato, o maior navio de guerra já construído, e por outras embarcações inimigas. Dos 327 tripulantes, apenas 141 sobreviveram. Os 186 restantes morreram naquele combate.
Quando o submersível alcançou o fundo, encontrou o Johnston ainda de pé, com torres de canhões e lançadores de torpedos intactos. O número 557 gravado no casco confirmou a identidade do navio. Fotografias de alta definição revelaram a proa, a ponte e os danos sofridos na batalha. O historiador naval Parks Stephenson observou que o Johnston lutou com ferocidade até o fim.
O comandante Ernest E. Evans recebeu postumamente a Medalha de Honra — tornando-se o primeiro nativo americano assim reconhecido na Marinha dos EUA. O próprio navio foi agraciado com uma Menção de Unidade Presidencial, a maior honraria que uma embarcação pode receber. A Caladan Oceanic documentou o local sem perturbá-lo e entregará todos os dados gratuitamente à Marinha, que agora protege o Johnston como túmulo de guerra — um lugar sagrado, solene, guardado pelas profundezas do Pacífico.
A seis mil e quatrocentos metros abaixo da superfície do Oceano Pacífico, nas águas das Filipinas, repousa o USS Johnston — um contratorpedeiro que lutou até o fim e agora repousa mais fundo do que qualquer outro navio de guerra já investigado pela humanidade. A descoberta, anunciada em abril de 2021, marca o encerramento de uma busca que começou dois anos antes, quando fragmentos do navio foram avistados no fundo do mar: torres destruídas, partes de hélices, um mastro torcido. Mas o corpo principal do navio permanecia invisível, enterrado ainda mais abaixo, até que uma expedição equipada com tecnologia de ponta conseguisse alcançá-lo.
O Johnston afundou em 25 de outubro de 1944, durante a Batalha do Golfo de Leyte — o maior combate naval da Segunda Guerra Mundial e possivelmente de toda a história. Naquela batalha, que se estendeu por quatro dias, dezenas de milhares de militares americanos, australianos e japoneses se enfrentaram em um esforço final dos japoneses para destruir a presença aliada nas Filipinas. O Johnston, um navio de 115 metros de comprimento da classe Fletcher, foi atingido pelo Yamato, o maior navio de guerra jamais construído, e por outras embarcações inimigas enquanto tentava proteger o porta-aviões de escolta Gambier Bay. De uma tripulação de 327 homens, apenas 141 sobreviveram. Os 186 restantes pereceram naquele dia.
O navio foi descoberto pela Caladan Oceanic, uma empresa privada de tecnologia marítima sediada no Texas, usando o submersível DSV Limiting Factor. Diferentemente dos veículos operados remotamente usados em expedições anteriores, este submersível não possuía amarras que o prendessem à superfície e podia mergulhar sem limitações operacionais de profundidade. Victor Vescovo, um comandante aposentado da Marinha dos Estados Unidos que financiou a expedição, pilotou pessoalmente dois mergulhos em busca do navio, cada um durando oito horas. Essas duas missões constituíram os mergulhos tripulados mais profundos em busca de naufrágios já realizados na história.
Quando o submersível finalmente localizou o Johnston, encontrou o navio ainda de pé, com suas torres de canhões e lançadores de torpedos intactos. A equipe conseguiu confirmar a identidade do navio ao localizar o número 557 gravado no casco. Fotografias de alta definição revelaram a proa, a ponte, os suportes dos canhões e os danos graves infligidos durante aquele combate feroz na superfície. Parks Stephenson, um historiador naval, observou que o navio havia sido atingido pelo Yamato e havia lutado com ferocidade até o fim.
O comandante do Johnston, Ernest E. Evans, recebeu uma Medalha de Honra póstuma, tornando-se o primeiro norte-americano nativo na Marinha dos EUA e o único entre dois comandantes de contratorpedeiros na Segunda Guerra Mundial a receber essa honra. O próprio navio foi agraciado com uma Menção de Unidade Presidencial, o maior prêmio que um navio pode receber. Segundo o Contra-almirante Samuel Cox, Diretor de História Naval e Curador da Marinha, essas distinções refletem o valor e a coragem demonstrados durante aquele combate.
A Caladan Oceanic não apenas documentou o navio, mas também criou um mapa detalhado do local e coletou dados de sonar de alta resolução — tudo sem perturbar o navio ou seus arredores. A empresa está em contato direto com o Comando de História e Herança da Marinha e fornecerá todos os dados, imagens e notas de campo gratuitamente. O Contra-almirante Cox descreveu o naufrágio como um local sagrado, um túmulo de guerra solene que merecia ser tratado com profundo respeito. A Lei de Embarcações Militares Naufragadas autoriza a Marinha dos Estados Unidos a proteger e preservar naufrágios militares americanos em qualquer lugar do mundo, e o Johnston agora recebe essa proteção nas profundezas do Pacífico.
Citações Notáveis
O naufrágio do Johnston é um local sagrado. Agradeço profundamente que o Comandante Vescovo e sua equipe tenham demonstrado tanto cuidado e respeito durante a inspeção do navio, o último local de descanso de sua valente tripulação.— Contra-almirante Samuel Cox, Diretor de História Naval e Curador da Marinha
Pudemos ver a extensão dos destroços e os graves danos infligidos durante a intensa batalha na superfície. Ele foi atingido pelo maior navio de guerra já construído — o navio de guerra Yamato — e lutou ferozmente.— Parks Stephenson, historiador naval
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que levou tanto tempo para encontrar a seção principal do navio se já havia fragmentos visíveis no fundo do mar?
Os fragmentos que a Vulcan Inc. encontrou dois anos antes — as torres destruídas, as partes da hélice — deixavam uma trilha na lama que sugeria que o corpo principal estava ainda mais fundo. Mas o veículo operado remotamente que usavam não conseguia ir além daquele ponto. Precisavam de um submersível tripulado sem amarras que pudesse descer além dos limites operacionais convencionais.
O que torna este navio especificamente digno de tanta atenção e recursos?
O Johnston não é apenas um navio de guerra. É um símbolo de coragem extrema — um contratorpedeiro que enfrentou o maior navio de guerra jamais construído e lutou até afundar. Seu comandante recebeu a Medalha de Honra, e o navio recebeu a Menção de Unidade Presidencial. Mas além disso, é um túmulo. Cento e oitenta e seis homens morreram ali.
Como é possível confirmar a identidade de um navio a essa profundidade?
Encontraram o número 557 gravado no casco — a designação do navio. Mas também conseguiram fotografar a proa, a ponte, os suportes dos canhões. Tudo estava visível e intacto. A profundidade extrema, paradoxalmente, preservou o navio melhor do que teria sido preservado em águas mais rasas.
O que acontece agora com essas informações?
A Marinha dos Estados Unidos receberá todos os dados, as imagens de alta definição, os mapas de sonar. Não há planos para remover ou perturbar o navio. É um local protegido pela lei, um memorial permanente. A documentação serve para a história, para a memória.
Por que um comandante aposentado da Marinha pilotou pessoalmente esses mergulhos?
Victor Vescovo não apenas financiou a expedição — ele quis estar lá. Oito horas em um submersível a seis quilômetros de profundidade é uma experiência extrema. Acho que para ele era importante estar presente naquele momento, honrando aqueles homens.