Navio americano da Segunda Guerra é encontrado a 6.500m de profundidade

186 tripulantes do USS Johnston morreram durante a Batalha do Golfo de Leyte em 1944.
Os destroços preservam as cicatrizes daquele combate feroz
Historiador descreve o que as marcas no casco do USS Johnston revelam sobre sua última batalha em 1944.

A 6.500 metros de profundidade, onde o tempo parece ter parado desde 1944, uma expedição alcançou os restos do USS Johnston, contratorpedeiro americano afundado durante a Batalha do Golfo de Leyte, nas Filipinas. O navio, que carregou 186 homens ao fundo do oceano Pacífico, foi finalmente documentado em sua inteireza — um ato que transforma destroços de guerra em memorial permanente. A descoberta nos lembra que a história não repousa apenas nos livros, mas também nas profundezas silenciosas do mar.

  • A 6.500 metros de profundidade, o USS Johnston permaneceu inacessível por décadas — uma ferida da Segunda Guerra Mundial que o oceano guardava com ciúme.
  • Dois mergulhos de oito horas cada foram necessários para que a equipe de Victor Vescovo chegasse onde nenhum explorador havia conseguido antes.
  • O número '557' ainda visível no casco e as marcas dos disparos do Yamato revelam, com brutalidade silenciosa, os últimos momentos do navio.
  • De 327 tripulantes, apenas 141 sobreviveram; os 186 que morreram agora têm, pela primeira vez, um monumento visual documentado no fundo do mar.
  • A descoberta abre caminho para a preservação histórica e para o reconhecimento das famílias que esperaram mais de 75 anos por alguma forma de memória concreta.

No final de março, a uma profundidade de 6.500 metros no oceano Pacífico, uma equipe liderada por Victor Vescovo, fundador da Caladan Oceanic, alcançou os restos do USS Johnston — um contratorpedeiro americano que repousa no fundo do mar desde 25 de outubro de 1944. Durante dois mergulhos de oito horas cada, junto à costa das Filipinas, a expedição filmou, fotografou e examinou os destroços com um nível de detalhe nunca antes possível.

O Johnston afundou durante a Batalha do Golfo de Leyte, um dos confrontos navais mais intensos da história e marco do declínio militar japonês. Das 327 pessoas a bordo, apenas 141 sobreviveram. Os outros 186 foram ao fundo junto com o navio, muitos deles para sempre.

O que a equipe encontrou foi surpreendentemente bem preservado. Cerca de dois terços da proa permaneciam de pé, o número identificador '557' ainda visível no casco. Torres de controle, reservatórios de torpedos e suportes de canhão foram documentados pela primeira vez. As marcas no metal contam, em silêncio, a história da última batalha do navio — que chegou a trocar disparos com o Yamato, o maior navio de guerra já construído pela Marinha Imperial Japonesa.

Exploradores haviam localizado o Johnston em 2019, mas a profundidade extrema tornava qualquer investigação detalhada impossível com os equipamentos da época. Agora, com os destroços finalmente registrados, os restos do navio tornam-se um monumento permanente aos homens que serviram e morreram naquelas águas — e uma forma de reconhecimento, ainda que tardio, para as famílias que carregaram esse luto por mais de 75 anos.

No final de março, a 6.500 metros abaixo da superfície do oceano Pacífico, uma equipe de mergulhadores alcançou o que nenhum outro explorador havia conseguido: chegar aos restos intactos do USS Johnston, um contratorpedeiro americano que repousa no fundo do mar desde 1944. Durante dois mergulhos de oito horas cada, junto à costa das Filipinas, a expedição conseguiu filmar, fotografar e examinar em detalhes os destroços do navio, oferecendo ao mundo a primeira documentação visual completa de um dos navios mais significativos da Segunda Guerra Mundial.

O USS Johnston foi um navio de 115 metros de comprimento que afundou em 25 de outubro de 1944, durante a Batalha do Golfo de Leyte, um dos confrontos navais mais intensos da história. Naquela batalha, que marcou o início do declínio militar do Japão, o contratorpedeiro enfrentou forças inimigas muito superiores. De sua tripulação de 327 homens, apenas 141 sobreviveram. Os 186 restantes pereceram nas águas das Filipinas, muitos deles indo para o fundo junto com seu navio.

A descoberta foi liderada por Victor Vescovo, fundador da empresa Caladan Oceanic, especializada em tecnologias de exploração submarina. Usando um submarino de pesquisa, Vescovo e sua equipe conseguiram descer a profundidades que nenhum outro equipamento havia alcançado para este navio específico. Exploradores haviam localizado o Johnston em 2019, mas a profundidade extrema tornava impossível qualquer investigação detalhada com os dispositivos disponíveis na época.

O que a equipe encontrou no fundo do mar foi notavelmente bem preservado. Aproximadamente dois terços da proa do navio permaneciam de pé e intactos, a uma profundidade de 6.456 metros. O número "557", a identificação do navio, ainda era claramente visível nos destroços. A ponte de comando, a seção central e outras estruturas críticas também foram localizadas em bom estado de conservação. Duas torres de controle, reservatórios de torpedos e diversos suportes de canhão foram documentados pela primeira vez.

Os danos visíveis no casco e nas estruturas do navio contam a história de sua última batalha. O USS Johnston havia recebido disparos do Yamato, o maior navio de guerra jamais construído pela Marinha Imperial Japonesa, e havia retaliado com toda a força de seus canhões. Parks Stephenson, historiador e navegador da expedição, observou que os destroços preservam as cicatrizes daquele combate feroz, ocorrido há mais de 75 anos. Cada marca no metal do navio é um testemunho da violência daquele dia no Golfo de Leyte.

A expedição representou mais do que uma façanha técnica de exploração submarina. Ao descer até o Johnston e documentar seus restos, a equipe prestou homenagem à tripulação que perdeu a vida naquele navio. Para muitas famílias dos marinheiros que morreram, a descoberta oferece uma forma de reconhecimento e memória. Os destroços, agora fotografados e filmados em detalhes, tornam-se um monumento permanente àqueles homens que serviram e morreram em uma das maiores batalhas navais da história.

Localizamos dois terços da parte dianteira do navio, de pé e intactos, a uma profundidade de 6.456 metros. Três de nós, em dois mergulhos, examinamos o navio e prestamos homenagem à sua valente tripulação.
— Victor Vescovo, fundador da Caladan Oceanic
O navio recebeu disparos do maior navio de guerra já construído, o Yamato, e disparou de volta com violência.
— Parks Stephenson, historiador da expedição
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que levou tanto tempo para encontrar este navio de forma adequada, se ele já havia sido localizado em 2019?

Model

A profundidade é o fator decisivo. Seis mil e quinhentos metros é além do alcance de praticamente qualquer equipamento de mergulho convencional. Você precisa de um submarino de pesquisa especialmente construído, e apenas algumas empresas no mundo possuem essa tecnologia.

Inventor

O que muda agora que temos imagens e documentação detalhada?

Model

Muda tudo para a história. Antes, o Johnston era um ponto no mapa. Agora é um lugar real que podemos ver, estudar, entender. As cicatrizes de batalha no casco contam a história daquele dia melhor do que qualquer livro.

Inventor

Dos 327 homens a bordo, apenas 141 sobreviveram. Como se perde 186 pessoas em um navio?

Model

Naquela batalha, o Johnston enfrentou um navio de guerra muito maior e mais poderoso. Quando um navio afunda, especialmente em combate, a maioria da tripulação não consegue escapar. Muitos foram presos dentro do casco quando ele foi para o fundo.

Inventor

Qual é a importância histórica de preservar estes destroços?

Model

O Johnston representa um momento crucial da guerra no Pacífico. Sua descoberta permite que gerações futuras entendam não apenas a batalha, mas também honrem aqueles que morreram. É arqueologia e memória ao mesmo tempo.

Inventor

Você acha que haverá mais expedições para explorar outros navios naufragados?

Model

Certamente. Agora que a tecnologia provou ser capaz, outros navios perdidos em profundidades extremas podem finalmente ser encontrados e documentados. É um novo capítulo na exploração submarina.

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