NASA descobre dois exoplanetas superinflados maiores que Júpiter mas leves como algodão-doce

Gigantes gasosos que pesam quase nada, tão leves quanto algodão-doce
Os planetas TOI-791 b e TOI-791 c desafiam as expectativas sobre como mundos gigantes deveriam ser constituídos.

A 1.110 anos-luz da Terra, dois mundos de tamanho joviano mas de leveza quase impossível foram identificados pelo satélite TESS da NASA, desafiando os modelos estabelecidos de formação planetária. Batizados de TOI-791 b e TOI-791 c, esses planetas superinflados possuem densidade até 35 vezes menor que a de Júpiter — uma raridade entre os mais de 6.300 exoplanetas catalogados. Sua existência não é apenas uma curiosidade astronômica, mas um convite à revisão do que entendemos sobre a estabilidade e a constituição dos gigantes gasosos no universo.

  • Dois planetas do tamanho de Júpiter, mas com densidade comparável à de algodão-doce, foram confirmados a mais de mil anos-luz da Terra — os maiores objetos superinflados já registrados pela ciência.
  • A raridade extrema desses corpos — menos de quarenta entre 6.300 exoplanetas conhecidos pertencem a essa categoria — amplifica o impacto da descoberta e a urgência de compreendê-la.
  • A questão central permanece sem resposta: como gigantes gasosos conseguem manter estruturas tão tênues e ainda assim permanecer estáveis em órbita?
  • O telescópio James Webb foi convocado para investigações futuras que poderão revelar se hidrogênio e hélio são de fato os componentes dominantes desses mundos enigmáticos.
  • A descoberta, liderada por pesquisadora da Universidade de Oxford com dados do satélite TESS, acrescenta dois novos pontos de interrogação a um dos capítulos mais abertos da astronomia moderna.

A 1.110 anos-luz daqui, na constelação do Peixe Voador, dois planetas do tamanho de Júpiter orbitam uma estrela distante — mas com uma diferença desconcertante: eles pesam quase nada. TOI-791 b e TOI-791 c foram descritos por astrônomos como algodão-doce cósmico, estruturas enormes e etéreas que desafiam o que se esperaria de gigantes gasosos. A descoberta, anunciada recentemente, foi possível graças ao satélite TESS da NASA.

O que torna esses mundos excepcionais não é apenas sua aparência improvável, mas sua posição no catálogo de exoplanetas: menos de quarenta planetas desse tipo foram confirmados entre os aproximadamente 6.300 conhecidos, e TOI-791 b e TOI-791 c são os maiores já observados nessa categoria. Júpiter pode ser até 35 vezes mais denso que eles. George Dransfield, pesquisadora de Oxford que liderou o estudo, compara sua densidade à de uma espuma levíssima recém-liberada de um recipiente pressurizado.

A composição exata desses planetas ainda é uma incógnita. A hipótese mais aceita é que sejam formados principalmente por hidrogênio e hélio, mas a confirmação depende de observações futuras do telescópio James Webb. Enquanto isso, os cientistas seguem diante de uma pergunta fundamental: como gigantes gasosos conseguem ser tão imensos e ao mesmo tempo tão incrivelmente leves — e ainda assim permanecer estáveis? TOI-791 b e TOI-791 c não respondem a essa pergunta; eles a aprofundam.

A 1.110 anos-luz daqui, orbitando uma estrela na constelação do Peixe Voador, existem dois mundos que desafiam tudo o que sabemos sobre como planetas gigantes deveriam ser. Chamados TOI-791 b e TOI-791 c, eles têm o tamanho de Júpiter — mas pesam quase nada. Astrônomos os descrevem como algodão-doce cósmico: estruturas enormes feitas de ar, tão leves que parecem flutuar. A descoberta, anunciada nesta quinta-feira, marca um dos achados mais incomuns do catálogo moderno de exoplanetas.

O satélite TESS, da NASA, foi responsável por identificar esses corpos celestes extremos. O que torna a descoberta notável não é apenas sua raridade — menos de quarenta planetas desse tipo foram confirmados entre os aproximadamente 6.300 exoplanetas conhecidos — mas também o fato de serem os maiores objetos superinflados já observados. George Dransfield, pesquisadora da Universidade de Oxford que liderou o estudo, descreve a densidade desses mundos como comparável à de uma espuma muito leve que acabou de sair de um recipiente pressurizado. Para colocar em perspectiva: Júpiter, nosso gigante gasoso local, pode ser até 35 vezes mais denso que esses dois planetas.

A composição exata desses mundos ainda permanece um mistério. Os cientistas suspeitam que TOI-791 b e TOI-791 c sejam compostos principalmente por hidrogênio e hélio — os mesmos elementos que dominam Júpiter — mas essa hipótese aguarda confirmação. O telescópio espacial James Webb, o observatório mais poderoso já lançado pela humanidade, será responsável por investigações futuras que poderão revelar a verdadeira natureza química desses objetos. Enquanto isso, os pesquisadores observam que esses planetas podem exibir colorações variáveis dependendo de sua cobertura de nuvens, e que sua estrutura interna ainda não foi totalmente mapeada.

O que torna esses mundos tão intrigantes é a própria questão que sua existência levanta: como gigantes gasosos conseguem manter uma densidade tão extraordinariamente baixa e permanecer estáveis? A categoria dos planetas superinflados permanece pouco compreendida dentro da astronomia moderna. Eles representam uma anomalia no espectro de exoplanetas conhecidos — nem tão densos quanto esperado, nem tão raros quanto se poderia imaginar, mas definitivamente fora do padrão. A descoberta de TOI-791 b e TOI-791 c adiciona dois novos pontos de interrogação a um quebra-cabeça que os astrônomos ainda estão montando.

A densidade observada se assemelha à de uma espuma muito leve recém-saída de um recipiente pressurizado
— George Dransfield, Universidade de Oxford
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que esses planetas são tão especiais? Existem muitos gigantes gasosos lá fora.

Model

A maioria dos gigantes gasosos que encontramos têm densidades que fazem sentido — são pesados, compactos. Esses dois são gigantescos mas quase vazios. É como encontrar um edifício do tamanho de um arranha-céu feito de papel.

Inventor

E como isso é possível? O que os mantém coesos?

Model

Essa é exatamente a pergunta que os cientistas estão fazendo. Provavelmente são principalmente hidrogênio e hélio, mas há algo na sua estrutura atmosférica que os torna extraordinariamente inflados. Ainda não sabemos o quê.

Inventor

O James Webb vai responder isso?

Model

Esperamos que sim. Ele pode analisar a composição química com precisão que nunca tivemos antes. Se conseguirmos confirmar o que esses planetas são feitos, talvez entendamos por que alguns gigantes gasosos incham tanto.

Inventor

Quantos desses planetas superinflados existem?

Model

Menos de quarenta confirmados em todo o universo conhecido de exoplanetas. Entre 6.300 mundos descobertos, esses dois estão entre os maiores e mais leves já encontrados. São verdadeiramente raros.

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