Namorado é denunciado por homicídio qualificado e feminicídio em Marechal Floriano

Damiana Santos, 50 anos, servidora pública, foi morta por espancamento e golpes de martelo, deixando um filho de 9 anos órfão.
Dormiu com a mulher morta e acordou para beber
O comportamento de Kuster após o crime revela uma sequência de ações que os investigadores usaram para construir a acusação.

Em um sítio na Região Serrana do Espírito Santo, a vida de Damiana Santos — servidora pública de 50 anos e mãe de um menino de 9 — foi ceifada com brutalidade em 18 de janeiro de 2025. Seu namorado, Leandro Kuster, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado e feminicídio, acusações que carregam o peso de um padrão de violência que a sociedade brasileira ainda luta para erradicar. O caso, que tramita sob segredo de Justiça, coloca mais uma vez diante dos tribunais a pergunta sobre o que leva um ser humano a destruir aquele com quem dividia a vida.

  • Damiana Santos foi morta a espancamentos e golpes de martelo dentro da própria casa do namorado, em uma zona rural a cinco quilômetros do centro de Marechal Floriano.
  • Após o crime, Kuster ligou para seu advogado em busca de orientação, dormiu sob o mesmo teto que o corpo da vítima e ainda descartou o próprio celular pela janela do carro antes de se apresentar à polícia.
  • Um comerciante local encontrou o celular descartado e relatou à polícia que Kuster esteve no bar, bebeu conhaque e pediu um telefone emprestado — detalhes que reforçam a narrativa de fuga e encobrimento.
  • O Ministério Público denunciou Kuster com três qualificantes: motivo torpe, meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio, enquanto o processo segue sob segredo de Justiça.

Leandro Kuster, 40 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo pelo assassinato de Damiana Santos, servidora municipal de 50 anos que trabalhava na Secretaria de Esportes de Marechal Floriano. A denúncia inclui homicídio qualificado — com as qualificantes de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima — além de feminicídio. O processo corre sob segredo de Justiça.

O crime aconteceu em 18 de janeiro de 2025, em um sítio na Região Serrana do Estado. Damiana foi morta a espancamentos e golpes de martelo. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, no chão do quarto da casa de Kuster, coberto por um lençol ensanguentado.

O comportamento do suspeito após o crime chamou a atenção dos investigadores. Ele teria consultado seu advogado por telefone logo depois de cometer o homicídio, permanecido na residência com o corpo durante a noite e, na manhã seguinte, frequentado um bar local antes de se apresentar à polícia. Em algum momento, jogou seu celular pela janela do carro — o aparelho foi encontrado por um comerciante, que relatou aos policiais a presença de Kuster no bar e o pedido de telefone emprestado para falar com o advogado.

Ao ser interrogado, Kuster afirmou não se lembrar de nada além de uma discussão com a vítima. Para o delegado Luciano Carlos Paulino, o fato de Damiana ter sido encontrada morta dentro da casa dele, com ele ausente, é o principal elemento que o incrimina.

Damiana deixou um filho de 9 anos. Sua morte integra a lista de casos de violência contra a mulher que chegam aos tribunais capixabas, desta vez com todas as qualificações que a legislação reserva para esse tipo de crime.

Leandro Kuster, um homem de 40 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por matar Damiana Santos, servidora municipal de 50 anos que trabalhava na Secretaria de Esportes de Marechal Floriano. O crime ocorreu em um sítio na Região Serrana do Estado, e a denúncia inclui as acusações de homicídio qualificado com qualificantes de motivo torpe, emprego de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, além de feminicídio. O processo corre sob segredo de Justiça.

O episódio começou no dia 18 de janeiro de 2025. Damiana foi morta por espancamento e golpes desferidos com um martelo. Seu corpo só foi localizado no dia seguinte, encontrado no chão do quarto da casa de Kuster, ensanguentado e coberto por um lençol. A residência fica em uma zona rural, a cerca de cinco quilômetros do centro de Marechal Floriano.

O que se seguiu ao crime revela um padrão de ações que chamou a atenção dos investigadores. Segundo informações apuradas, Kuster teria ligado para seu advogado logo após cometer o homicídio, pedindo orientações sobre o que fazer. Depois disso, dormiu na mesma casa onde estava o corpo de Damiana. Ao acordar no domingo, dia 19, foi até um bar e só se apresentou à polícia no dia seguinte. Em algum momento durante esse período, jogou seu próprio celular pela janela do carro. Um comerciante local encontrou o aparelho e, quando a polícia chegou à cena do crime, informou aos policiais que Kuster havia estado no bar, tomado conhaque e pedido um telefone emprestado para ligar para seu advogado.

Quando interrogado sobre os eventos, Kuster disse não se lembrar de nada além de uma discussão com a vítima. O delegado Luciano Carlos Paulino, titular da Delegacia de Polícia de Marechal Floriano, apontou que o principal elemento de culpa é o fato de Damiana ter sido encontrada morta dentro da casa dele pela manhã, com ele ausente do local. Segundo o delegado, isso caracteriza que ele teria cometido o crime e deixado a residência.

Damiana deixou um filho de 9 anos. Ela era servidora pública há tempo, trabalhando regularmente na administração municipal. Sua morte marca mais um caso de violência contra a mulher que chega aos tribunais do Espírito Santo, desta vez com as qualificações que a lei prevê para esses crimes.

O principal elemento é o fato de ela ter sido encontrada morta dentro da casa dele logo pela manhã e ele não estar presente. Caracteriza que ele teria cometido o crime e deixado o local.
— Delegado Luciano Carlos Paulino, titular da Delegacia de Polícia de Marechal Floriano
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o fato de ele ter dormido com o corpo importa tanto para a investigação?

Model

Porque mostra frieza. Não é alguém em pânico. É alguém que cometeu um ato e depois dormiu. Acordou, foi beber. Só depois se apresentou. Isso não é o comportamento de quem está confuso ou arrependido.

Inventor

E o celular jogado pela janela?

Model

É destruição de evidência. Ele estava tentando se livrar de algo — talvez mensagens, localização, registros de chamadas. Mas um comerciante o encontrou. Às vezes a sorte da investigação está em detalhes assim.

Inventor

Ele nega tudo?

Model

Ele diz que não se lembra de nada, só de uma discussão. É a defesa padrão. Mas o corpo não nega. Os ferimentos não negam. E o comportamento dele depois — ligar para advogado, desaparecer, beber — fala mais que qualquer palavra.

Inventor

O que significa "motivo torpe" na denúncia?

Model

Significa que o Ministério Público acredita que ele matou por uma razão baixa, vil. Não foi legítima defesa, não foi acidente. Foi algo que a lei considera particularmente repugnante. Junto com "meio cruel", fica claro: isso não foi um crime de impulso. Foi deliberado.

Inventor

E o filho dela?

Model

Tem 9 anos. Perdeu a mãe. Isso é o que fica quando o processo terminar, quando as denúncias forem julgadas. Uma criança sem mãe.

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