Nadiana da Costa Santana é a 22ª vítima de feminicídio do DF em 2024

Nadiana da Costa Santana, 29 anos, foi morta asfixiada pelo namorado; deixa uma filha órfã de relacionamento anterior.
Confessou para a família e pediu ajuda para socorrer a vítima
Renato revelou o crime aos avós após asfixiar Nadiana com um travesseiro enquanto ela estava desacordada.

Na noite de 8 de dezembro, em Samambaia Norte, Nadiana da Costa Santana, 29 anos, foi morta pelo namorado depois de mencionar relacionamentos passados durante uma discussão. O ciúme, antigo combustível de tragédias domésticas, transformou-se em violência fatal — e Nadiana tornou-se a 22ª mulher assassinada em feminicídio no Distrito Federal em 2024. Ela deixa uma filha, e o número que carrega seu nome segue crescendo, como um registro silencioso do que a sociedade ainda não conseguiu impedir.

  • Renato Vaz da Conceição Júnior enforcou e depois asfixiou Nadiana com um travesseiro após ela mencionar que havia se relacionado com outros homens durante períodos em que estavam separados.
  • Bombeiros e o SAMU tentaram reanimar Nadiana por cerca de 40 minutos, mas a morte foi confirmada no próprio local do crime.
  • O suspeito confessou o assassinato à própria família antes de ser preso — um detalhe que expõe tanto a brutalidade do ato quanto a desorientação que se seguiu a ele.
  • Renato já tinha antecedentes por violência doméstica e roubo, sinais que não foram suficientes para evitar o desfecho desta noite.
  • Uma filha de Nadiana, nascida de relacionamento anterior, ficou órfã de mãe — o custo humano mais silencioso e duradouro deste crime.
  • O caso reforça um padrão alarmante: 22 feminicídios confirmados no DF apenas em 2024, cada número com nome, história e ausência permanente.

Nadiana da Costa Santana tinha 29 anos quando foi morta pelo namorado na noite de domingo, 8 de dezembro, em Samambaia Norte. O casal havia saído de um bar e voltado para a casa onde Renato Vaz da Conceição Júnior, 33 anos, morava com os avós. Durante uma conversa no quarto, Nadiana mencionou relacionamentos que tivera com outros homens enquanto os dois estavam separados. A revelação desencadeou uma crise de ciúmes que terminou em crime.

Renato primeiro a enforcou até que ela perdesse a consciência e, em seguida, usou um travesseiro para asfixiá-la. Depois do crime, procurou a própria família confessando o que havia feito e pedindo ajuda. A família acionou o Corpo de Bombeiros, que chegou ao endereço e encontrou Nadiana em parada cardiorrespiratória. Após cerca de 40 minutos de tentativas de reanimação com apoio do SAMU, a morte foi confirmada no local.

Renato foi preso em flagrante pela Polícia Militar e levado à 26ª Delegacia de Polícia em Samambaia Norte. A investigação revelou que ele já tinha antecedentes criminais por violência doméstica e roubo. Nadiana morava em Brazlândia e deixa uma filha de um relacionamento anterior. Com sua morte, ela se tornou a 22ª vítima de feminicídio registrada no Distrito Federal em 2024 — um número que, a cada caso, carrega o peso de uma vida interrompida e de uma criança que crescerá sem a mãe.

Nadiana da Costa Santana tinha 29 anos quando seu namorado a matou na noite de domingo, 8 de dezembro, em Samambaia Norte. O crime aconteceu na casa onde Renato Vaz da Conceição Júnior, 33 anos, morava com os avós, depois que o casal voltou de um bar. Com essa morte, Nadiana se tornou a 22ª vítima de feminicídio registrada no Distrito Federal em 2024.

O relacionamento entre os dois tinha cerca de três anos, marcado por idas e vindas. Naquela noite, após saírem do bar, os dois entraram em um quarto para conversar. Durante a discussão, Nadiana mencionou que havia se relacionado com outros homens quando ambos estavam solteiros. A revelação desencadeou uma crise de ciúmes em Renato. Segundo o relato que ele próprio deu à polícia, o ciúme o levou a atacar a companheira.

Renato começou enforcando Nadiana até que ela perdesse a consciência. Enquanto ela ainda estava desacordada, ele pegou um travesseiro e a asfixiou. Depois de cometer o crime, ele procurou a própria família pedindo ajuda para socorrer a vítima, confessando o que havia feito. A família acionou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

Quando os bombeiros chegaram ao endereço na QR 423 de Samambaia Norte, encontraram Nadiana em parada cardiorrespiratória. A equipe iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Após aproximadamente 40 minutos de tentativas, a morte foi confirmada ainda no local do crime.

Renato foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal e levado para a 26ª Delegacia de Polícia em Samambaia Norte. Durante a investigação, os policiais descobriram que ele tinha antecedentes criminais por violência doméstica e roubo. Nadiana morava em Brazlândia, mas estava na casa do namorado naquela noite. Ela deixa uma filha, nascida de um relacionamento anterior, agora órfã de mãe.

Nadiana mencionou que havia se relacionado com outros homens quando ambos estavam solteiros, o que provocou uma crise de ciúme no assassino
— Relato de Renato à polícia
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como um ciúme sobre o passado da parceira leva a algo tão extremo?

Model

Porque o ciúme aqui não é apenas emoção — é controle. Quando alguém sente que perdeu o direito de possuir outra pessoa, a violência vira a resposta.

Inventor

Ele confessou rapidinho?

Model

Confessou para a família. Pediu ajuda deles. Há algo perturbador nisso — o crime não foi secreto, foi quase performático.

Inventor

E os antecedentes por violência doméstica — ninguém viu isso como aviso?

Model

Viu, provavelmente. Mas aviso não é proteção. O sistema registra, mas não intervém antes que seja tarde.

Inventor

A filha dela — que idade tem?

Model

A reportagem não diz. Só que existe. Que agora cresce sem mãe por causa de um homem que ela conhecia.

Inventor

Por que esse é o 22º em 2024?

Model

Porque ninguém está parando. Cada morte é um padrão que continua se repetindo — ciúme, controle, asfixia, morte. E o próximo caso vem logo depois.

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