A equipe de segurança deixou o equipamento inoperante sem que ele soubesse
Em meio ao cumprimento de prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro será ouvido pela Polícia Civil sobre uma pistola registrada em seu nome e apreendida com um militar de sua equipe de segurança durante uma blitz. O ministro Alexandre de Moraes autorizou o depoimento presencial, a ser realizado no próprio condomínio onde o ex-presidente reside sob custódia. O episódio levanta questões sobre os limites das responsabilidades legais de um condenado em relação ao arsenal registrado em seu nome — e sobre até onde a vigilância do Estado alcança mesmo dentro das paredes de uma prisão domiciliar.
- Uma pistola registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida em blitz com um sargento do GSI que alegava levá-la para reparo — sem portar o certificado de registro.
- O militar foi detido e encaminhado à delegacia, mas liberado após identificar-se como integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
- Moraes agiu rapidamente, solicitando esclarecimentos e autorizando depoimento presencial de Bolsonaro para a tarde de terça-feira, 23 de junho.
- A defesa sustenta que o ex-presidente desconhecia a retirada da arma e questiona se há ordem judicial que o obrigue a cancelar registros de armamentos.
- O caso adiciona mais uma camada de complexidade jurídica à situação de Bolsonaro, já condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma pistola apreendida em uma blitz na segunda-feira. A oitiva ocorrerá na tarde de terça-feira, 23 de junho, no condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar — resultado de condenação a 27 anos por tentativa de golpe.
A arma estava registrada em nome de Bolsonaro, mas foi encontrada com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional que integra sua equipe de segurança. O militar alegou ter retirado a pistola para reparo por conta de uma pane simples, com intenção de devolvê-la na semana seguinte. Abordado pela Polícia Militar, ele não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo, foi levado à 21ª Delegacia e depois liberado.
Os advogados de Bolsonaro sustentam que a equipe de segurança agiu sem o conhecimento do ex-presidente e que não existe determinação judicial que o obrigue a entregar armas ou cancelar registros em seu nome, mesmo diante da condenação. A decisão de Moraes veio após ele pedir esclarecimentos sobre as circunstâncias da apreensão — e representa mais um capítulo na longa série de investigações que cercam o ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Jair Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma pistola encontrada em uma blitz na segunda-feira. O depoimento acontecerá na tarde de terça-feira, 23 de junho, no próprio condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar — uma condenação de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
A arma estava registrada em nome de Bolsonaro, mas foi apreendida com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional que integra sua equipe de segurança. Segundo a versão do militar, ele havia retirado a pistola para reparo, alegando que ela apresentava uma pane que seria fácil de resolver. O sargento disse aos policiais que pretendia devolver a arma na terça-feira seguinte.
Quando abordado pela Polícia Militar do Distrito Federal na noite de segunda-feira, o militar não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo. Ele foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia, mas posteriormente liberado. Durante o interrogatório, identificou-se como integrante do GSI e informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que a equipe de segurança deixou o equipamento inoperante sem que o ex-presidente tivesse conhecimento disso. A defesa também questiona se existe alguma determinação judicial que obrigasse Bolsonaro a entregar suas armas ou cancelar os registros em seu nome, apesar da condenação. Segundo os advogados, não houve tal ordem judicial.
A decisão de Moraes veio após ele solicitar esclarecimentos sobre as circunstâncias da apreensão e os motivos que levaram ao pedido de reparo do armamento. O depoimento presencial, realizado no local onde Bolsonaro cumpre a prisão domiciliar, representa mais um capítulo na série de investigações e processos que cercam o ex-presidente desde sua saída do cargo.
Citas Notables
A equipe de segurança teria deixado o equipamento inoperante, mas Bolsonaro não tinha conhecimento da situação— Advogados de Bolsonaro
O sargento disse aos policiais que a arma apresentava uma pane que aparentava ser de fácil solução— Relato do militar do GSI à Polícia Militar
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que um militar do GSI estava com a arma de Bolsonaro em um carro durante uma blitz?
Segundo ele, estava levando a pistola para reparo. Disse que havia uma pane e que a devolveria no dia seguinte.
E a defesa acredita que Bolsonaro não sabia que a arma estava sendo transportada?
Sim. Os advogados argumentam que a equipe de segurança deixou o equipamento inoperante sem informar o ex-presidente.
Qual é o problema legal aqui? A arma estava registrada em nome dele.
O militar não tinha o certificado de registro consigo. Mas a questão maior é se Bolsonaro deveria ter entregue todas as suas armas após a condenação.
E ele foi obrigado a fazer isso?
A defesa diz que não. Afirma que não houve determinação judicial para cancelamento de registros, apesar dos 27 anos de condenação.
Então o depoimento vai tentar esclarecer o que Bolsonaro sabia?
Exatamente. Moraes quer ouvir a versão do ex-presidente sobre como a arma chegou até aquele militar e quando ele soube do transporte.