Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida pela PM

A arma foi entregue para conserto, diz a defesa
Advogados de Bolsonaro explicam por que a pistola estava com o segurança na madrugada de segunda-feira.

Em meio ao cumprimento de prisão domiciliar, Jair Bolsonaro será ouvido em sua própria residência na terça-feira sobre uma pistola apreendida com um segurança seu durante uma blitz noturna em Taguatinga. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o depoimento presencial após tentativas frustradas de intimação, revelando as tensões entre a investigação em curso e os limites impostos pela reclusão do ex-presidente. O episódio coloca em evidência questões mais amplas sobre posse de armas, prerrogativas e a vigilância que cerca figuras políticas em situação jurídica delicada.

  • Uma blitz policial na madrugada de 15 de junho interceptou um servidor do GSI transportando uma pistola Glock 9mm que, segundo ele, pertencia ao ex-presidente e estava sendo levada para conserto.
  • O delegado responsável foi impedido pela equipe de segurança de Bolsonaro de intimá-lo pessoalmente, criando um impasse que escalou até o Supremo Tribunal Federal.
  • Moraes intervém e autoriza depoimento presencial para as 15h de terça-feira, a ser realizado na própria residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
  • A defesa admite a propriedade da arma, mas sustenta que não há proibição legal para que o ex-presidente a mantenha em casa — argumento que ainda será avaliado no curso da investigação.
  • Paralelamente, Moraes exige em 48 horas informações sobre a disponibilidade noturna dos agentes de segurança pessoal de Bolsonaro, ampliando o escrutínio sobre sua situação de reclusão.

Na próxima terça-feira, Jair Bolsonaro será interrogado em sua residência sobre uma pistola Glock 9 milímetros apreendida com um de seus seguranças. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o depoimento presencial para as 15h, a ser realizado no endereço onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.

O caso teve início na madrugada de 15 de junho, quando uma blitz da Polícia Civil do Distrito Federal parou um Honda Civic no Pistão Norte, em Taguatinga. O motorista, servidor do Gabinete de Segurança Institucional, transportava a arma e um carregador sobressalente. Ele explicou que a pistola pertencia a Bolsonaro e estava sendo levada para reparo, com previsão de devolução no dia seguinte.

O delegado Thiago Boing havia tentado intimar Bolsonaro na quinta-feira anterior, mas foi barrado pela equipe de segurança do ex-presidente. Diante do impasse, recorreu a Moraes, que concedeu a autorização. A defesa de Bolsonaro reconhece a propriedade da arma e argumenta que não existe proibição legal para que ele a mantenha em casa.

Na mesma decisão, Moraes determinou que a defesa informe, em 48 horas, se os agentes de segurança pessoal estão disponíveis durante o período noturno — medida que amplia o escrutínio sobre as condições em que o ex-presidente cumpre sua reclusão.

Na próxima terça-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro será ouvido em sua residência sobre uma pistola apreendida com um de seus seguranças. A autorização veio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o depoimento presencial para as 15h. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e será interrogado no próprio endereço onde reside.

O caso começou na madrugada de segunda-feira, 15 de junho, quando uma blitz da Polícia Civil do Distrito Federal parou um Honda Civic no Pistão Norte, em Taguatinga. O motorista, identificado como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, estava transportando uma pistola Glock 9 milímetros e um carregador sobressalente. Ele informou aos policiais que a arma pertencia ao ex-presidente e que havia sido entregue a ele para ser levada ao conserto. Segundo seu relato, a arma foi retirada no próprio dia 15 e seria devolvida no dia seguinte após o reparo.

O delegado Thiago Boing, responsável pela investigação, havia tentado intimar Bolsonaro na quinta-feira anterior, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente. Diante dessa dificuldade, solicitou ao ministro Moraes a autorização para um depoimento presencial, que foi concedida. A defesa de Bolsonaro já reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma e argumenta que ele não está legalmente proibido de mantê-la em sua residência.

Na mesma decisão que autorizou o depoimento, Moraes também determinou que a defesa de Bolsonaro informe, em um prazo de 48 horas, se os agentes que fazem sua segurança pessoal estão disponíveis durante o período noturno. A medida levanta questões sobre a estrutura de proteção do ex-presidente enquanto cumpre a prisão domiciliar. O depoimento de terça-feira será o próximo passo na investigação sobre as circunstâncias da apreensão da arma e sua posse.

A arma lhe foi entregue em razão de uma pane e seria devolvida no dia seguinte
— Motorista, em depoimento à polícia
O ex-presidente não está proibido de manter em casa
— Defesa de Bolsonaro
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um ministro do STF precisa autorizar um depoimento tão simples?

Model

Porque Bolsonaro está em prisão domiciliar. Qualquer movimento dele, qualquer saída da casa, passa por autorização judicial. Até um depoimento na sala de estar precisa de permissão.

Inventor

E por que a defesa dele já reconheceu que a arma é dele?

Model

Porque negar seria pior. O segurança foi pego com a pistola. Melhor admitir a propriedade e argumentar que não há lei proibindo ex-presidentes de ter armas em casa.

Inventor

Mas então qual é a investigação?

Model

É investigar se houve crime. Se a arma estava sendo transportada legalmente, se o segurança tinha autorização, se tudo estava documentado. O depoimento de Bolsonaro vai tentar esclarecer isso.

Inventor

E essa questão sobre segurança noturna?

Model

Moraes quer saber se Bolsonaro fica sozinho à noite ou se sempre tem alguém lá. Pode ser relevante para entender como a arma estava sendo guardada, quem tinha acesso.

Inventor

Isso muda algo?

Model

Depende do que Bolsonaro disser terça-feira. Se a história do conserto não se sustentar, se houver inconsistências, aí sim muda.

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