Moana em live-action recebe críticas devastadoras: 'Poderia ter sido IA'

Poderia ter sido feito a partir de um comando no ChatGPT
Crítico do The Telegraph resume a sensação de que o filme parece gerado por inteligência artificial.

Dwayne Johnson retorna como Maui em versão com atores reais, mas críticos o descrevem atuando 'no piloto automático' e 'como um software'. Especialistas argumentam que o filme é tão dependente de CGI que parece mais animação do que live-action, questionando sua necessidade.

  • Dwayne Johnson retorna como Maui, repetindo a dublagem original de 2016
  • 42% no Metacritic, 33% no Rotten Tomatoes
  • Catherine Laga'aia, 19 anos, interpreta Moana em sua estreia no cinema
  • Lançado no Brasil em 9 de julho de 2026
  • Críticos apontam uso excessivo de CGI, tornando o filme mais animado que live-action

O remake live-action de Moana da Disney foi duramente criticado pela maioria dos críticos, com avaliações de 42% no Metacritic e 33% no Rotten Tomatoes, sendo descrito como desnecessário e sem vida.

A Disney apostou novamente em transformar um de seus sucessos animados em filme com atores reais. Desta vez, escolheu Moana, a aventura polinésia de 2016 que conquistou audiências em todo o mundo. Dwayne Johnson retorna como o semideus Maui, o mesmo papel que dublou na versão original, enquanto a atriz australiana-samoana Catherine Laga'aia, de 19 anos, assume o papel da jovem Moana em sua jornada para salvar seu povo. O filme chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 9 de julho, e desde então acumula críticas devastadoras.

Os números falam por si. No Metacritic, o filme obteve 42% de aprovação com base em 35 críticas. No Rotten Tomatoes, a situação é ainda pior: 33% a partir de 115 avaliações. Os termos que mais aparecem nas resenhas são "sem graça", "entediante", "desnecessário" e "lamentável". O consenso agregado do Rotten Tomatoes resume a sensação geral: trata-se de uma empreitada "bastante sem vida" que apenas reafirma a superioridade da animação original.

Entre os críticos mais severos está Peter Bradshaw, do The Guardian, que concedeu apenas duas estrelas. Bradshaw descreveu Johnson como alguém atuando "no piloto automático, como um software", e apontou um problema fundamental: o filme está tão carregado de computação gráfica que "parece mais uma animação" do que um filme com atores reais. Para Bradshaw, a produção é nada mais que "conteúdo supérfluo criado para ser monetizável". Clarisse Loughrey, do The Independent, foi ainda mais contundente, dando apenas uma estrela e chamando o filme de "um desperdício do tempo e do talento de todos". Ela questionou por que o público deveria aceitar Johnson repetindo exatamente a mesma interpretação de voz que fez dez anos atrás, e observou que mesmo as cenas supostamente filmadas no Havaí parecem ter sido feitas em um estúdio em Atlanta.

John Nugent, da revista Empire, trouxe uma crítica particularmente incisiva: o personagem de Johnson "parece uma interpretação feita por inteligência artificial". Nugent argumentou que chamar a produção de "live-action" é quase um equívoco, dado o uso intenso de efeitos digitais. Kevin Maher, do The Times, apontou que Johnson, aos 54 anos, está "três décadas mais velho" para o papel, e descreveu sua atuação como "estranhamente sem brilho e contida". Para Maher, o remake pega tudo que havia de "vibrante, grandioso e ambicioso" no original e transforma em algo "pesado, limitado e sem graça".

Robbie Collin, do The Telegraph, ofereceu talvez a crítica mais memorável: o filme "poderia ter sido feito a partir de um comando no ChatGPT". Collin sugeriu que quase nenhuma cena parece ter sido criada organicamente, como se alguém tivesse simplesmente digitado "E se esta cena de Moana fosse refeita em live-action?" em um campo de comando de inteligência artificial. Ele concedeu duas estrelas.

As vozes positivas foram raras. Owen Gleiberman, da Variety, foi uma das poucas exceções, afirmando que o filme "escapa da maldição dos remakes" e que Johnson é "perfeito" para o papel. David Rooney, do Hollywood Reporter, descreveu a produção como "um entretenimento familiar envolvente" repleto de elementos visuais interessantes e cenários tropicais deslumbrantes. Mas essas avaliações ficam isoladas em um mar de desaprovação.

O que emerge dessa avalanche de críticas negativas é uma questão mais ampla sobre a estratégia da Disney: por que refazer um filme que já funcionava perfeitamente? O original oferecia uma história de amadurecimento emocionante, músicas memoráveis e uma abordagem genuína da cultura polinésia. O remake, segundo os críticos, não apenas falha em melhorar nada disso, mas consegue piorar ao depender tão fortemente de efeitos digitais que acaba parecendo mais animado do que o próprio filme com atores reais.

Parece uma interpretação feita por inteligência artificial
— John Nugent, Empire
Um desperdício do tempo e do talento de todos
— Clarisse Loughrey, The Independent
Conteúdo supérfluo criado para ser monetizável
— Peter Bradshaw, The Guardian
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que você acha que os críticos foram tão duros com este filme especificamente?

Model

Porque ele não oferece nada que o original não tivesse feito melhor. A animação de 2016 era genuína, ousada, com uma perspectiva polinésia real. Este remake parece feito apenas para extrair mais dinheiro.

Inventor

Mas Dwayne Johnson não é um ator talentoso? Por que sua performance foi tão criticada?

Model

Ele é talentoso, mas aqui ele não fez nada novo. Repetiu exatamente a mesma dublagem de dez anos atrás, e aos 54 anos, está muito velho para o papel. Não há esforço visível.

Inventor

A questão do CGI parece central nas críticas. O que isso significa para um filme chamado "live-action"?

Model

Significa que a Disney enganou a si mesma. Se você precisa de tanto efeito digital que o filme parece animado, então por que não deixou como animação? Ou por que não fez um filme de verdade?

Inventor

Você acha que isso vai afetar os próximos remakes que a Disney está planejando?

Model

Deveria afetar. Mas provavelmente não vai. Os números de bilheteria dirão a história real. Se as pessoas forem ver, a Disney continuará fazendo isso.

Inventor

O que você acha que o público vai pensar?

Model

O público familiar pode gostar. Mas os críticos estão certos em uma coisa: não há razão legítima para este filme existir.

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