Modelo matemático da FGV projeta vitória do México contra Coreia do Sul

O México tem uma ligeira vantagem, mas o grupo está equilibrado
Segundo análise matemática da FGV que rodou milhares de simulações do jogo.

Na véspera de um confronto entre México e Coreia do Sul nas terras de Guadalajara, pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas entregaram à matemática a tarefa de antecipar o imprevisível. Usando simulações bayesianas e o método Dixon-Coles, o modelo aponta o México como favorito com pouco mais da metade das probabilidades de vitória — um equilíbrio que lembra que, no futebol, a certeza é sempre provisória. A ciência oferece padrões; o campo, como sempre, reserva a palavra final.

  • O México entra em campo com 50,49% de chance de vitória, mas a Coreia do Sul permanece viva com 22,81% — a diferença é real, porém longe de ser definitiva.
  • O empate surge como força silenciosa no modelo: 26,69% de probabilidade, mais alto do que qualquer vitória sul-coreana, revelando um jogo que pode terminar sem vencedor claro.
  • O placar mais provável, México 1x0, cobre apenas 14% das simulações — sinal de que o modelo enxerga um jogo disputado, não uma goleada anunciada.
  • A partida acontece nesta quinta-feira às 22h em Guadalajara, transmitida pela Cazé TV no YouTube, com torcedores e algoritmos aguardando o mesmo apito inicial.

A Fundação Getúlio Vargas colocou seus computadores a trabalhar na quarta-feira, rodando milhares de simulações do confronto entre México e Coreia do Sul, válido pelo Grupo A da Copa do Mundo de 2026. Os pesquisadores da Escola de Matemática Aplicada combinaram a lógica bayesiana — que atualiza probabilidades conforme novos dados chegam — com o método Dixon-Coles, desenvolvido especificamente para prever resultados no futebol.

O padrão que emergiu das simulações aponta para uma vantagem mexicana: 50,49% de chance de vitória, contra 22,81% para a Coreia do Sul. O empate, com 26,69%, é mais provável do que qualquer triunfo sul-coreano — um detalhe que revela o equilíbrio do grupo.

Nos placares específicos, o modelo é mais preciso: vitória mexicana por 1 a 0 lidera com 14%, seguida pelo empate em 1 a 1 com 12,15% e pela vitória por 2 a 0 com 10,17%. Juntos, esses três cenários cobrem mais de um terço de todas as possibilidades calculadas.

A bola rola nesta quinta-feira às 22h, horário de Brasília, em Guadalajara, com transmissão pela Cazé TV no YouTube. Quando o apito soar, nenhum algoritmo estará em campo — apenas jogadores, bola e o resultado que a matemática ainda não pode garantir.

A Fundação Getúlio Vargas colocou seus computadores para trabalhar na tarde de quarta-feira, rodando milhares de simulações de um jogo que ainda não havia acontecido. O confronto entre México e Coreia do Sul, marcado para quinta-feira à noite em Guadalajara, é apenas mais um dos duelos do Grupo A da Copa do Mundo de 2026 — mas para os pesquisadores da Escola de Matemática Aplicada da instituição, é um quebra-cabeça estatístico que pode ser resolvido.

O modelo que eles construíram combina duas abordagens sofisticadas: a lógica bayesiana, que atualiza probabilidades conforme novas informações chegam, e o método Dixon-Coles, desenvolvido especificamente para prever resultados em futebol. Quando você roda esse tipo de análise milhares de vezes, padrões emergem. E o padrão aqui aponta para uma vantagem clara do lado mexicano.

Segundo as projeções da FGV/EMAp, o México tem 50,49% de chance de sair do campo com os três pontos. Um empate é mais provável do que uma vitória sul-coreana — 26,69% contra 22,81%. Não é uma diferença esmagadora, mas é o suficiente para inclinar a balança. O grupo está equilibrado, dizem os números, mas o México tem uma ligeira vantagem.

Quando você desce do nível das probabilidades gerais para os placares específicos, a imagem fica mais nítida. O resultado mais provável é uma vitória mexicana por 1 a 0, com 14% de chance de acontecer. Depois vem o empate em 1 a 1, com 12,15%, e então a vitória mexicana por 2 a 0, com 10,17%. Esses três cenários cobrem mais de um terço de todas as possibilidades que o modelo consegue imaginar.

A partida está marcada para as 22 horas no horário de Brasília, transmitida pela Cazé TV no YouTube como todas as outras partidas do torneio. Quando o apito soar, nenhum modelo matemático estará em campo — apenas os jogadores, a bola, e o resultado que realmente importa.

A projeção combina um modelo bayesiano com o método Dixon-Coles em milhares de simulações
— Escola de Matemática Aplicada da FGV
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a FGV decidiu construir um modelo para prever resultados de futebol?

Model

Porque futebol, apesar de parecer caótico, segue padrões. Gols, defesas, posse de bola — tudo isso deixa rastros nos dados. A matemática consegue ler esses rastros.

Inventor

E esse modelo bayesiano com Dixon-Coles — como funciona na prática?

Model

Você começa com o que sabe sobre os times: histórico, força, desempenho recente. Depois roda simulações. A cada simulação, o modelo aprende um pouco mais sobre o que é provável. Depois de milhares delas, você tem uma imagem clara.

Inventor

Mas 50,49% para o México não é tão diferente de 50%. Por que confiar nisso?

Model

Não é sobre confiar cegamente. É sobre reconhecer que o México tem uma pequena vantagem, não uma vantagem garantida. O futebol é incerto. O modelo apenas quantifica essa incerteza.

Inventor

E se o modelo errar? Se a Coreia do Sul ganhar?

Model

Então a Coreia do Sul ganha. Modelos erram o tempo todo. Mas erram de forma previsível. Se você rodar isso cem vezes, o México vai ganhar cerca de 50 vezes. Isso é o que os números dizem.

Inventor

Qual é o cenário mais improvável que o modelo consegue imaginar?

Model

Qualquer coisa com muitos gols. Placar alto é raro no futebol. O modelo sabe disso. Por isso os cenários mais prováveis são 1 a 0, 1 a 1, 2 a 0. Futebol é um jogo de margens pequenas.

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