Meta fecha acordo em ação sobre vício em redes sociais e evita julgamento em junho

Milhares de distritos escolares nos EUA relataram impactos na saúde mental de estudantes e despesas significativas para combater crise relacionada ao vício em redes sociais.
1.200 distritos escolares restantes ainda buscam justiça
Os advogados dos autores reafirmaram que o foco permanece nos processos em andamento após o acordo com a Meta.

Em um momento em que a relação entre tecnologia e infância é cada vez mais questionada, a Meta encerrou silenciosamente um processo emblemático movido por distritos escolares americanos que acusavam o Instagram de alimentar dependência prejudicial ao aprendizado. O acordo, fechado às vésperas de um julgamento em Oakland, evita que executivos como Zuckerberg testemunhem publicamente — mas não encerra a questão maior: a responsabilidade coletiva das plataformas digitais perante uma geração de jovens. A batalha jurídica continua, com novos julgamentos à vista e quase 400 bilhões de dólares em exposição teórica pairando sobre o setor.

  • A Meta era a última grande plataforma ainda exposta ao julgamento-teste de Breathitt, no Kentucky, marcado para junho — e fechou acordo na última hora, evitando que seus executivos fossem obrigados a depor publicamente.
  • Snap, YouTube e TikTok já haviam chegado a acordos uma semana antes, criando pressão crescente sobre a Meta e sinalizando que o setor prefere negociar a enfrentar júris.
  • Os termos financeiros permanecem confidenciais, mas precedentes recentes — incluindo uma condenação de 375 milhões de dólares no Novo México e 6 milhões em Los Angeles — mostram que os tribunais estão dispostos a responsabilizar as empresas.
  • Mais de 1.200 distritos escolares ainda têm processos em andamento, e um novo julgamento de referência em Tucson está marcado para fevereiro de 2027, mantendo a pressão sobre o setor.
  • Um caso movido por procuradores-gerais estaduais começa em agosto e pode forçar a Meta a reformular estruturalmente seus produtos — o risco mais profundo que a empresa ainda enfrenta.

Na quinta-feira, a Meta Platforms encerrou um processo que havia se tornado símbolo da tensão entre escolas americanas e gigantes da tecnologia. O caso, movido por distritos escolares que acusavam o Instagram de criar dependência prejudicial ao aprendizado, foi resolvido sem chegar ao julgamento marcado para junho em Oakland, Califórnia. Os termos não foram divulgados, mas a resolução ocorre em meio a uma série de ações que expõem as empresas do setor a uma responsabilidade coletiva teórica de quase 400 bilhões de dólares.

A Meta era a última ré ainda de pé: Snap, YouTube e TikTok já haviam chegado a acordos uma semana antes. Os advogados dos autores confirmaram a resolução e reafirmaram que o foco permanece nos 1.200 distritos escolares restantes com processos em andamento. Com o acordo, Zuckerberg e outros executivos escaparam de ter de testemunhar publicamente — mas a vitória é parcial.

O próximo julgamento de referência, centrado no distrito escolar de Tucson, no Arizona, está marcado para fevereiro de 2027. Antes disso, em agosto, começa um caso movido por dezenas de procuradores-gerais estaduais, cuja derrota poderia obrigar a Meta a reformular fundamentalmente seus produtos. Precedentes recentes pesam sobre a empresa: em janeiro, um júri em Los Angeles a considerou responsável por prejudicar uma jovem de 20 anos, concedendo 6 milhões de dólares; em março, o Novo México a condenou a pagar 375 milhões por falhas na proteção de crianças contra predadores on-line.

Na mais recente teleconferência com investidores, Zuckerberg sequer mencionou o tema. A diretora financeira Susan Li limitou-se a observar que julgamentos adicionais programados para este ano podem resultar em perdas materiais. A linguagem cuidadosa traduz uma realidade clara: o litígio sobre vício em redes sociais e segurança infantil está longe de terminar.

Na quinta-feira, a Meta Platforms encerrou um processo que havia se tornado emblemático da luta entre escolas americanas e gigantes da tecnologia. O caso, movido por distritos escolares que acusavam o Instagram e outras plataformas de criar dependência prejudicial ao aprendizado, foi resolvido sem que chegasse ao julgamento marcado para junho em Oakland, Califórnia. Os termos do acordo não foram tornados públicos, mas a resolução marca um ponto de inflexão em uma série de ações que ameaçam expor as empresas de tecnologia a uma responsabilidade coletiva teórica de quase 400 bilhões de dólares, segundo estimativas da Bloomberg Intelligence.

A Meta era a última ré em pé quando o acordo foi fechado. Uma semana antes, Snap, YouTube e TikTok já haviam chegado a seus próprios acertos, deixando a empresa de Mark Zuckerberg como a única enfrentando o julgamento-teste do Distrito Escolar do Condado de Breathitt, no Kentucky. Os advogados dos autores — Lexi Hazam, Previn Warren, Chris Seeger e Ronald Johnson — confirmaram que resolveram tanto as ações contra a Meta quanto contra as outras plataformas. Em comunicado conjunto, reafirmaram que o foco permanece em buscar justiça para os 1.200 distritos escolares restantes que ainda têm processos em andamento.

O porta-voz da Meta declarou que a empresa resolveu o caso de forma amigável e continuaria focada no desenvolvimento de proteções como as Contas para Adolescentes, que oferecem aos pais controles para apoiar suas famílias. A resolução significa que Zuckerberg, o chefe do Instagram Adam Mosseri e outros executivos de alto escalão não precisarão testemunhar no julgamento que estava prestes a começar. Porém, a vitória tática é parcial: o próximo julgamento de referência, escolhido pelos autores, concentra-se no distrito escolar de Tucson, no Arizona, e está marcado para fevereiro de 2027, segundo Michael Weinkowitz, copresidente nomeado pelo tribunal para o comitê dos distritos escolares.

Este acordo chega em um momento em que as empresas de tecnologia enfrentam um cerco legal crescente sobre segurança infantil. Em janeiro, um júri em Los Angeles considerou a Meta e a Google responsáveis por prejudicar uma mulher de 20 anos com produtos projetados para mantê-la viciada, concedendo 6 milhões de dólares em indenização. TikTok e Snap fizeram acordos pouco antes daquele julgamento. Em março, a Meta perdeu outro processo no Novo México, onde foi condenada a pagar 375 milhões de dólares por falhar em proteger crianças de predadores on-line. Esses precedentes criaram pressão significativa para que a Meta evitasse um novo veredito desfavorável.

Outro desafio aguarda a empresa. Um caso movido por dezenas de procuradores-gerais estaduais deve começar em agosto, e uma derrota poderia forçar a Meta a reformular fundamentalmente como seus produtos funcionam. Até agora, a empresa e suas concorrentes minimizaram o impacto financeiro desses processos. Na mais recente teleconferência de resultados com investidores, Zuckerberg não abordou o tema; a diretora financeira Susan Li apenas observou que a empresa continua observando escrutínio sobre questões relacionadas aos jovens e que julgamentos adicionais programados para este ano nos EUA podem resultar em perdas materiais. A linguagem cuidadosa reflete a realidade: enquanto a Meta evitou o julgamento de Breathitt, o litígio sobre vício em redes sociais e segurança infantil está longe de terminar.

Nosso foco continua sendo buscar justiça para os 1.200 distritos escolares restantes que entraram com ações
— Advogados dos autores da ação (Lexi Hazam, Previn Warren, Chris Seeger e Ronald Johnson)
Resolvemos este caso de forma amigável e seguimos focados em nosso trabalho de longa data para desenvolver proteções como as Contas para Adolescentes
— Porta-voz da Meta
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a Meta decidiu fazer um acordo agora, uma semana depois que seus concorrentes já tinham resolvido?

Model

Provavelmente porque o caso de Breathitt era considerado o teste ideal para as empresas — e a Meta viu o que aconteceu em Los Angeles em janeiro, quando um júri condenou a Meta e a Google a pagar 6 milhões de dólares. Ninguém quer ser o primeiro a perder em um julgamento de referência.

Inventor

Os termos do acordo não foram divulgados. Como sabemos se foi uma vitória ou uma derrota para a Meta?

Model

Não sabemos os números. Mas o fato de que 1.200 distritos escolares ainda têm processos em andamento, e que a responsabilidade teórica coletiva é de quase 400 bilhões de dólares, sugere que a Meta está tentando controlar os danos antes que mais julgamentos aconteçam.

Inventor

O que muda para as escolas com este acordo?

Model

Para Breathitt, provavelmente alguma compensação e talvez compromissos sobre como a Meta protege menores. Mas os advogados deixaram claro que o trabalho real está nos outros 1.200 casos. Este é apenas o primeiro dominó a cair.

Inventor

E quanto ao caso em agosto, movido pelos procuradores-gerais estaduais?

Model

Esse é potencialmente mais perigoso para a Meta. Não é sobre indenização para escolas — é sobre forçar a empresa a mudar como seus produtos funcionam. Uma derrota ali poderia significar redesenhar o Instagram e o Facebook.

Inventor

A Meta está preocupada com isso?

Model

Publicamente, não. Zuckerberg não mencionou nada na última teleconferência de resultados. A diretora financeira apenas disse que estão observando escrutínio sobre questões de jovens. Mas essa linguagem vaga é exatamente o tipo de coisa que as empresas dizem quando estão preocupadas.

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