De primeira, com a perna canhota, acertou o canto direito
Em Arlington, diante de milhares de testemunhas, Lionel Messi inscreveu seu nome no lugar mais alto da história dos Mundiais — não com estrondo, mas com a paciência silenciosa de quem sempre soube que o momento chegaria. Aos 38 anos de carreira acumulada em Copas, o argentino ultrapassou Miroslav Klose com seu 17º gol e ainda acrescentou um 18º, transformando uma vitória sobre a Áustria em algo maior do que três pontos. O recorde pertence agora a um homem que, mesmo diante do peso da história, perdeu um pênalti e seguiu caminhando.
- A tensão de um recorde histórico pairava sobre o AT&T Stadium antes mesmo do apito inicial — e um pênalti desperdiçado por Messi no começo do jogo fez o silêncio pesar ainda mais.
- A Áustria aproveitou o momento de hesitação argentina para crescer na partida, tornando suas jogadas mais incisivas e forçando a Argentina a se defender com todos recuados.
- Aos 38 minutos, uma jogada coletiva envolvendo Almada e Medina abriu espaço para Messi finalizar de primeira com a canhota — e o recorde que perseguia há anos finalmente caiu.
- No acréscimo, Messi marcou novamente para fechar o placar em 2 a 0, garantindo a classificação argentina e consolidando 18 gols em Copas do Mundo.
- Com 14 gols no total, Mbappé permanece na perseguição e mantém viva a disputa pelo recorde até o fim do torneio.
No AT&T Stadium, em Arlington, Lionel Messi conquistou o marco que perseguia há anos. Aos 38 minutos do primeiro tempo, diante da Áustria pela segunda rodada do Grupo J, o camisa 10 marcou seu 17º gol em Copas do Mundo, ultrapassando Miroslav Klose. No acréscimo do segundo tempo, foi às redes novamente para fechar o placar em 2 a 0 e consolidar 18 gols — garantindo também a classificação argentina para a próxima fase.
O que impressionou não foi apenas o número, mas a forma. Messi havia desperdiçado um pênalti no início da partida, chutando para fora ao buscar o canto esquerdo do goleiro Schlager. Mesmo assim, caminhou pelo gramado com a serenidade de sempre, como se o peso da história não o alcançasse. Foram três chances desperdiçadas antes de converter — uma paciência que define sua carreira.
A Argentina dominou o confronto, especialmente no primeiro tempo. A Áustria tentou se reorganizar após o pênalti perdido e chegou a crescer no jogo durante uma pausa para hidratação, tornando suas jogadas mais incisivas. Mas não conseguiu criar perigo real. O gol histórico veio de uma jogada coletiva: Almada abriu para Medina, que cruzou; a bola voltou a Almada, que deixou passar entre as pernas para Messi. De primeira, com a canhota, o argentino acertou o canto direito de Schlager.
Com seis pontos, a Argentina pode garantir a liderança do Grupo J dependendo de outros resultados. A Áustria, com três pontos, ainda tem chances de avançar. E Kyllian Mbappé, com 14 gols em Copas, segue na perseguição — mantendo a disputa pelo recorde aberta até o apito final do torneio.
No AT&T Stadium, em Arlington, Lionel Messi finalmente alcançou um marco que perseguia há anos. Aos 38 minutos do primeiro tempo, na partida entre Argentina e Áustria válida pela segunda rodada do Grupo J, o camisa 10 argentino marcou seu 17º gol em Copas do Mundo, ultrapassando Miroslav Klose e se tornando o maior artilheiro da história dos Mundiais. Minutos depois, já no acréscimo do segundo tempo, ele ampliou a vantagem para 2 a 0, consolidando seu 18º gol e garantindo matematicamente a classificação da Argentina para a segunda fase.
O que chamou atenção não foi apenas o recorde alcançado, mas a forma como Messi o conquistou. Mesmo quando desperdiçou um pênalti no início da partida — chutando para fora quando buscava o canto esquerdo do goleiro Alexander Schlager — manteve a serenidade ao caminhar pelo campo. A ansiedade pela quebra do recorde parecia pesar sobre o estádio inteiro, menos sobre ele. Foram três chances desperdiçadas antes de finalmente converter, demonstrando uma paciência que caracteriza sua carreira.
A Argentina dominou grande parte do confronto, especialmente no primeiro tempo. Já aos quatro minutos, Lautaro Martínez saiu cara a cara com o goleiro, mas foi desarmado por dois defensores austríacos. A Áustria, que abriu mão de seu estilo vertical nos primeiros minutos, tentou se reorganizar após o pênalti perdido por Messi, aproveitando o momento para crescer no jogo. Porém, o time não conseguiu criar perigo real, e a Argentina retomou o domínio da posse de bola.
Uma pausa para hidratação no decorrer da partida melhorou a dinâmica dos austríacos, tornando suas jogadas mais incisivas no campo ofensivo. A Argentina foi obrigada a se defender com todos os jogadores recuados, inclusive Messi. Mas quando os argentinos voltaram a atacar, o desfecho já estava próximo. Aos 38 minutos, após a Áustria ficar desprotegida, Thiago Almada abriu para Facundo Medina, que cruzou. O passe retornou a Almada, que abriu as pernas para que a bola encontrasse Messi. De primeira, com a perna canhota, o argentino acertou o canto direito de Schlager, finalmente vazando a defesa austríaca que havia resistido até então.
Com seis pontos conquistados, a Argentina pode garantir o primeiro lugar do Grupo J dependendo do resultado do confronto entre Argélia e Jordânia, que fecharia a segunda rodada à meia-noite de terça-feira. A Áustria, com três pontos, ainda mantém chances de classificação. Enquanto isso, Kyllian Mbappé, que já marcou duas vezes nesta edição do torneio, soma 14 gols e deve brigar com Messi pela marca de maior artilheiro das Copas durante o restante do Mundial, mantendo a competição aberta até o final da competição.
Citas Notables
A ansiedade pela quebra do recorde parecia ser sentida por todo o AT&T Stadium, menos por ele— Narrativa da partida
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como Messi conseguiu manter a serenidade depois de perder aquele pênalti no começo?
Ele já viveu tantos momentos assim ao longo da carreira que parece ter desenvolvido uma espécie de imunidade ao peso do momento. Perdeu a chance, mas continuou trabalhando, esperando a próxima oportunidade.
E quando finalmente marcou, aos 38 minutos, o que mudou no jogo?
A Áustria tinha se reorganizado bem defensivamente até então. Mas naquele lance, eles ficaram desprotegidos. Almada encontrou Medina, que cruzou, e a bola voltou para Almada abrir para Messi. Foi um gol que exigiu paciência e movimento coletivo.
Mbappé está com 14 gols. Qual é a chance real dele alcançar Messi?
Mbappé é jovem, está em forma, e o torneio ainda tem muitas rodadas. Mas Messi agora tem 18. A distância é considerável, e ele também pode continuar marcando. Tudo depende de quanto tempo cada um permanecer na competição.
A Argentina jogou bem ou foi mais a defesa austríaca que não ofereceu resistência?
A Argentina dominou, especialmente no primeiro tempo. Mas a Áustria se defendeu bem durante boa parte do jogo. Não foi um espetáculo ofensivo avassalador, foi mais uma vitória de controle e eficiência.
O que esse recorde significa para Messi neste ponto da carreira?
É o reconhecimento de uma consistência extraordinária ao longo de décadas. Ele não foi apenas um grande jogador em um torneio, foi o maior artilheiro em toda a história das Copas. Isso fala sobre longevidade e relevância.