Quase quarentão, Messi mostrou que segue com ambição
Aos 38 anos, numa noite em que o Missouri se tingiu de azul e branco, Lionel Messi respondeu às dúvidas sobre sua presença nesta Copa com três gols contra a Argélia — igualando Miroslav Klose como maior artilheiro da história dos Mundiais, com 16 tentos. É o momento em que um homem quase quarentão recusa a lógica do tempo e reescreve, mais uma vez, os limites do que se julgava possível no futebol.
- A dúvida sobre a participação de Messi nesta Copa pairava como uma sombra — e ele a dissipou com um hat-trick logo na estreia.
- O estádio Arrowhead, o mais barulhento dos Estados Unidos, foi tomado pela torcida argentina, transformando Kansas City num prolongamento de Buenos Aires.
- Com 16 gols em Copas, Messi alcançou Klose e ultrapassou Ronaldo Nazário, enquanto Mbappé, com 14, observa a corrida histórica de perto.
- Scaloni substituiu Messi aos 34 minutos do segundo tempo, apresentando ao mundo Nico Paz como possível herdeiro da camisa 10 — um gesto simbólico em meio à festa.
- A Argentina chega ao duelo contra a Áustria, em 22 de junho em Dallas, com Messi a um gol de se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo.
Havia dúvidas nos meses anteriores sobre se Messi estaria nesta Copa. Na terça-feira à noite, em Kansas City, ele as respondeu da única forma que conhece: jogando. Contra a Argélia, no estádio Arrowhead, o camisa 10 argentino marcou três gols e igualou o alemão Miroslav Klose no topo da artilharia histórica das Copas do Mundo, com 16 gols.
O primeiro gol veio aos 16 minutos, após passe preciso de Rodrigo de Paul: Messi dominou na entrada da área e bateu no ângulo com a esquerda. No segundo tempo, aproveitou um rebote de Mac Allister para marcar o segundo e, aos 30 minutos, completou o hat-trick com um chute rasteiro no canto direito. Aos 34 minutos, Scaloni o substituiu por Nico Paz — apontado como possível sucessor — e Messi deixou o gramado sob ovação.
A noite também redesenhou a corrida histórica: Messi ultrapassou Ronaldo Nazário (15 gols) e ficou à frente de Mbappé, que marcou dois gols na estreia da França contra o Senegal e chegou a 14. Por poucas horas, o francês havia estado à frente do argentino. Erling Haaland também brilhou com dois gols, mas foi o quase quarentão quem dominou a rodada.
O Arrowhead, reduto dos Kansas City Chiefs, virou um mar de azul e branco. Os argentinos, em número muito superior aos argelinos, cantaram durante toda a partida e saíram em festa pelas ruas do Missouri. A Argentina segue no grupo J e enfrenta a Áustria em 22 de junho, em Dallas — jogo em que Messi pode se tornar, sozinho, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.
Aos 38 anos, Lionel Messi entrou em campo na terça-feira à noite em Kansas City com algo a provar. Havia dúvidas nos meses anteriores sobre se o craque argentino participaria desta Copa do Mundo na América do Norte. Nesta noite, contra a Argélia, ele respondeu com uma atuação que apagou qualquer questionamento: três gols válidos, uma performance de gala que igualou um recorde histórico e reafirmou sua posição como figura central da Argentina.
No estádio Arrowhead, reduto dos Kansas City Chiefs, a seleção campeã começou sua jornada rumo a um quarto título. O primeiro tempo foi frenético. Aos três minutos, Lautaro Martínez já havia testado o goleiro argelino Luca Zidane com uma cabeçada. Dois minutos depois, Messi apareceu na entrada da grande área pela direita e bateu por cima do goleiro — mas o árbitro polonês Szymon Marciniak, o mesmo que apitou a final de 2022 contra a França, anulou por impedimento. Aos 16 minutos, veio o primeiro gol válido: Rodrigo de Paul, seu companheiro no Inter Miami, ofereceu um passe espetacular. Messi dominou na entrada da área e finalizou com a esquerda, no ângulo, sem chance para Zidane.
No segundo tempo, o ritmo não diminuiu. Aos oito minutos, Messi criou uma grande jogada pela direita, passando para Lautaro Martínez, que esbarrou em boa defesa. Seis minutos depois, aos 14, ele aproveitou um rebote após chute de Mac Allister e marcou seu segundo gol válido da noite. Aos 30 minutos, completou o hat-trick com um chute rasteiro colocado no canto direito. Quatro minutos depois, o técnico Lionel Scaloni o substituiu por Nico Paz, apontado pela mídia argentina como possível sucessor na seleção. Messi saiu do gramado sob ovação.
Com esses três gols, Messi chegou a 16 gols em Copas do Mundo, igualando o alemão aposentado Miroslav Klose no topo da artilharia histórica. Ultrapassou Ronaldo Nazário, que tem 15 gols. A noite também o colocou à frente de Kylian Mbappé, que marcou dois gols na estreia da França contra Senegal, chegando a 14 — mesma marca do alemão Gerd Müller. Por poucas horas, Mbappé havia estado à frente do argentino na corrida histórica. Erling Haaland, aos 25 anos, também brilhou na rodada inicial, marcando dois gols na vitória norueguesa por 4 a 1 sobre o Iraque. Mas foi Messi, quase quarentão, quem roubou a cena.
O estádio Arrowhead, conhecido como a arena mais barulhenta dos Estados Unidos, virou um mar de azul e branco. Os torcedores argentinos, em número bem maior que os argelinos, cantaram e pularam praticamente durante toda a partida. A estrutura de aço em formato oval, casa do Kansas City Chiefs da NFL, amplificou o show. Ao apito final, milhares de argentinos que invadiram a cidade do Missouri nos últimos dias deixaram o estádio em grande festa, celebrando seu camisa 10 e mais confiantes em um novo título.
A Argentina segue no grupo J com dois compromissos pela frente. Na próxima rodada, em 22 de junho em Dallas, enfrenta a Áustria, que retorna ao torneio após 28 anos. Nesse jogo, Messi terá a chance de se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas. Depois, em 27 de junho, também em Dallas, encerra a fase de grupos contra a Jordânia, atual vice-campeã da Copa da Ásia e uma das quatro estreantes nesta edição. A disputa pela artilharia promete ser acirrada com Mbappé durante toda a competição.
Citas Notables
Messi voltou com a mesma disposição no segundo tempo e fez grande jogada pela direita— Narração da partida
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que essa noite em Kansas City importa tanto, além dos números?
Porque Messi tinha tudo a provar. Havia dúvidas reais sobre sua participação, sobre se um jogador de 38 anos ainda teria o que oferecer em um Mundial. Ele respondeu não com um gol, mas com uma performance que reafirmou sua liderança técnica no grupo.
E a torcida? Parecia haver algo especial naquele estádio.
O Arrowhead virou território argentino. Milhares de torcedores invadiram a cidade, ocuparam as arquibancadas. A estrutura amplificou tudo — os gritos, as músicas. Era como se a Argentina tivesse levado seu próprio país para o Missouri.
Mbappé estava à frente dele na artilharia histórica por algumas horas.
Sim, por poucas horas. Mbappé marcou dois contra Senegal e chegou a 14 gols. Mas Messi fez três e ultrapassou não apenas Mbappé, mas também Ronaldo Nazário. Agora está empatado com Klose.
Qual é o próximo passo?
A Áustria, em Dallas, no dia 22. Se Messi marcar lá, se tornar o maior artilheiro isolado. Mas Mbappé também está em campo, também marcando. É uma disputa que vai durar toda a Copa.
Scaloni o tirou do campo aos 34 minutos do segundo tempo.
Sim, substituiu por Nico Paz, apontado como possível sucessor. Mas Messi saiu ovacionado. Não era uma retirada de um jogador cansado — era a saída de um craque que já havia feito seu trabalho.