Polícia apreende celulares em investigação de menino morto por envenenamento

Menino de 11 anos, Arthur de Mello da Silva, morreu após ingerir veneno; família enlutada aguarda esclarecimento do caso.
A cura do meu filho é a Justiça
Mãe de Arthur pediu esclarecimento do caso após confirmação de envenenamento.

Um menino de 11 anos chamado Arthur de Mello da Silva morreu no Rio de Janeiro após ingerir chumbinho — substância ilegal e letal — em um pedaço de bolo durante a festa de sua avó. O laudo toxicológico confirmou o envenenamento, transformando uma morte que poderia parecer trágica em objeto de investigação criminal. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense agora busca responder a pergunta que toda a família carrega: quem, entre os que deveriam proteger aquela criança, escolheu o caminho oposto?

  • Um menino saudável come bolo numa festa de família e horas depois seu corpo começa a falhar — inchaço cerebral, medicações ineficazes, uma semana e meia de agonia até a morte.
  • O laudo toxicológico confirma terbufós-sulfóxido no estômago da criança, convertendo uma morte suspeita em caso de homicídio investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
  • Celulares do pai, da mãe, do padrasto e da madrasta foram apreendidos, e peritos realizaram varredura completa na casa, coleta de material genético e reconstituição simulada dos eventos.
  • A linha investigativa aponta para contaminação proposital: alguém colocou o veneno no bolo, e a polícia ouve testemunhas para identificar o responsável.
  • A mãe de Arthur resume a dor de uma família que não pode mais curar nada: 'A cura do meu filho é a Justiça.'

Arthur de Mello da Silva tinha 11 anos quando comeu um pedaço de bolo na festa de sua avó, no dia 31 de maio. Horas depois, passou mal. Seguiram-se uma semana e meia de internação — inchaço cerebral, medicações que não surtiam efeito — até que, numa noite de quinta-feira, ele morreu. O laudo toxicológico confirmou o que os médicos suspeitavam: terbufós-sulfóxido, o chumbinho, uma substância vendida ilegalmente como raticida, estava no estômago do menino.

A investigação avançou rapidamente. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense apreendeu os celulares do pai, Ademir, da mãe, Lidiane, do padrasto e da madrasta. O próprio pai havia registrado ocorrência na 64ª DP dois dias antes da morte, suspeitando do envenenamento. Arthur foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti, no dia 13 de junho.

Os peritos realizaram perícia completa no local com scanner, coletaram material genético de todos que tiveram contato com a criança e fizeram uma reconstituição simulada dos eventos. Além do chumbinho identificado no lavado gástrico do IML, havia vestígios de lidocaína e midazolam — substâncias que podem ter origem no atendimento hospitalar.

A hipótese central é de contaminação proposital: alguém colocou o veneno no bolo. A polícia segue ouvindo testemunhas. A mãe de Arthur, Lindiane da Silva, pediu que o caso seja esclarecido. 'A cura do meu filho é a Justiça', disse. A investigação continua — e com ela, a esperança de que a verdade apareça.

Arthur de Mello da Silva tinha 11 anos quando comeu um pedaço de bolo na festa de sua avó, no dia 31 de maio. Horas depois, passou mal. Uma semana e meia de internação se seguiu — inchaço cerebral, medicações que não funcionavam direito, um corpo que não respondia. Na noite de quinta-feira, ele morreu. O laudo toxicológico chegou depois: terbufós-sulfóxido, conhecido como chumbinho, uma substância vendida ilegalmente como raticida. Ele estava no estômago do menino.

A polícia começou a trabalhar rápido. Os investigadores da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense apreenderam os celulares do pai, Ademir, da mãe, Lidiane, e também do padrasto e da madrasta da criança. Não era uma investigação de morte natural mais. Era homicídio.

No sábado anterior, 13 de junho, Arthur foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti. Seu pai já havia registrado uma ocorrência na 64ª DP dois dias antes da morte, no dia 2, suspeitando que o filho tivesse ingerido o veneno. Ele sabia o que procurar. A substância deixa sinais.

Os peritos fizeram perícia completa na casa onde a criança estava. Usaram scanner, recolheram material genético de todos que tiveram contato com Arthur. Fizeram uma reprodução simulada dos eventos para tentar entender como aquilo aconteceu. O chumbinho foi encontrado no lavado gástrico analisado no Instituto Médico Legal. Também havia vestígios de lidocaína e midazolam, mas esses podem ter vindo do atendimento hospitalar, não do envenenamento inicial.

A linha de investigação agora é clara: contaminação proposital. Alguém colocou aquilo no bolo. A polícia está ouvindo testemunhas, seguindo diligências, tentando descobrir quem e por quê. O pai de Arthur já prestou depoimento.

A mãe do menino, Lindiane da Silva, pediu que o caso seja esclarecido. "A cura do meu filho é a Justiça", disse. Não há cura possível agora. Há apenas investigação, e a esperança de que a verdade apareça.

A cura do meu filho é a Justiça
— Lindiane da Silva, mãe de Arthur
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que a polícia apreendeu os celulares tão rápido? Havia suspeita desde o início?

Model

O pai já suspeitava. Ele registrou a ocorrência dois dias antes da morte, dizendo que achava que o filho tinha ingerido chumbinho. Então quando o laudo confirmou, a polícia sabia que precisava olhar para dentro da família.

Inventor

E o bolo? Como é que ninguém viu nada?

Model

Estava numa festa da avó. Havia gente. Arthur comeu um pedaço e passou mal horas depois. Não é como se houvesse uma cena clara. Por isso a perícia, o scanner, o material genético. Eles estão tentando reconstruir o que aconteceu.

Inventor

Lidocaína e midazolam também apareceram. Isso não é suspeito?

Model

Pode ser, mas provavelmente veio do hospital. Quando você está internado com envenenamento, recebe medicações. Os peritos sabem disso. O chumbinho é o que importa — é o que matou.

Inventor

E agora? Como você encontra quem fez isso?

Model

Testemunhas. Quem estava na festa. Quem tinha acesso à cozinha. Quem tinha motivo. Os celulares podem mostrar mensagens, localizações, comunicações. É investigação lenta, mas é assim que funciona.

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