Mbappé cobrou com sua categoria habitual e provocou o rival
No calor sufocante de Filadélfia, a França encontrou no Paraguai não apenas um adversário tático, mas um espelho da resistência humana diante do inevitável. Um único pênalti de Mbappé — o sétimo gol do craque na competição — foi suficiente para separar as duas equipes e manter os europeus na rota de uma terceira final consecutiva. O futebol, como sempre, lembrou que dominar não é o mesmo que vencer, e que a persistência tem seu próprio tipo de beleza.
- O Paraguai transformou o Lincoln Financial Field num campo de batalha tática, fechando-se em 5-4-1 e usando a catimba sul-americana para neutralizar quase 90% de posse francesa sem ceder espaço.
- O calor de Filadélfia e a marcação implacável dos paraguaios deixaram a França visivelmente irritada, incapaz de converter domínio em perigo real durante todo o primeiro tempo.
- O VAR foi o árbitro silencioso que decidiu o jogo: após consulta, o pênalti de Diego Gómez em Doué foi assinalado, e até uma tentativa de sabotagem na marca da cal por Cáceres não impediu Mbappé de cobrar com precisão cirúrgica.
- Com o gol, Mbappé igualou Messi como artilheiro do torneio com sete gols, e a França garantiu vaga nas quartas para reencontrar Marrocos — adversário da semifinal de 2022 — em busca de história.
- O Paraguai sai de cabeça erguida após uma campanha acima das expectativas, enquanto a França segue viva, porém ainda longe de convencer.
No Lincoln Financial Field, diante de mais de 68 mil torcedores e um calor que se tornava quase um adversário extra, a França precisou de toda sua paciência para superar um Paraguai determinado a não ceder. Os sul-americanos chegaram com um plano cirúrgico: fechar as linhas em um 5-4-1, marcar com intensidade e usar a catimba característica do futebol da Libertadores para desestabilizar os europeus.
O primeiro tempo foi um exercício de frustração francesa. Apesar de controlar quase 90% da posse, a Albirroja sufocava cada tentativa de criação de espaço. Koné e Rabiot arriscaram de longe sem sucesso, enquanto o Paraguai se defendia com a faca nos dentes e a arbitragem era constantemente testada por pequenas infrações.
No segundo tempo, a pressão aumentou gradualmente até o momento decisivo aos 21 minutos. Doué costurou pela área e caiu após contato com Diego Gómez. O árbitro consultou o VAR e assinalou pênalti. Antes da cobrança, o lateral Cáceres ainda tentou uma artimanha ao riscar a marca da cal com as travas da chuteira — mas Mbappé cobrou com sua categoria habitual, deslocou o goleiro Gill e abriu o placar com uma provocação ao rival na comemoração.
O gol foi o sétimo de Mbappé na Copa, igualando Lionel Messi como artilheiro do torneio. O Paraguai tentou reagir com a entrada do meia Maurício, do Palmeiras, mas Gill precisou fazer defesas espetaculares para evitar uma goleada nos acréscimos. O placar final de 1 a 0 levou a França às quartas, onde reencontrará Marrocos — adversário da semifinal de 2022 — no dia 9 de julho, em Foxborough. Para o Paraguai, o conto de fadas termina, mas a campanha deixa o orgulho intacto.
No Lincoln Financial Field, na Filadélfia, a França enfrentou um Paraguai que se recusava a ceder. Com 68.324 torcedores presentes e termômetros marcando temperaturas que tornavam o calor quase um adversário adicional, os europeus comandados por Didier Deschamps precisaram de toda sua técnica e paciência para avançar às quartas de final da Copa do Mundo 2026.
O Paraguai chegou ao duelo de oitavas com um plano claro: fechar as linhas, marcar com intensidade e usar de tudo aquilo que o futebol sul-americano oferecia — a famosa catimba que caracteriza os confrontos da Libertadores. Os números dizem tudo: a França controlou quase 90% da posse de bola nos primeiros minutos, mas o time da Albirroja não se intimidou. Fechado em um 5-4-1, o Paraguai sufocava cada tentativa francesa de criar espaço. Não foram raros os momentos em que os europeus demonstraram irritação visível com a marcação dura e as pequenas infrações que passavam despercebidas.
O primeiro tempo terminou sem gols, com a França criando poucas oportunidades claras apesar do domínio esmagador. Koné tentou de fora da área aos 22 minutos, mas a bola desviou e passou perto. Rabiot também arriscou de longe, mas mandou por cima do travessão. Enquanto isso, o Paraguai se defendia com a faca nos dentes, e aos 34 minutos, Diego Gómez parou Mbappé com um agarrão que gerou confusão e exigiu intervenção da arbitragem. A parada para hidratação foi essencial diante do calor sufocante de Filadélfia.
No segundo tempo, a pressão francesa aumentou gradualmente. Aos 7 minutos, Maignan fez ligação direta para Mbappé, que saiu cara-a-cara com o goleiro Gill mas se enroscou na tentativa de domínio. Koné soltou uma sapatada de fora da área aos 9 minutos que exigiu grande defesa. A França estava perto, e o Paraguai sentia o peso do cerco.
Aos 21 minutos do segundo tempo, o momento chegou. Doué entrou costurando na área e caiu após contato com Diego Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev não marcou de primeira, mas após consultar o VAR, assinalou pênalti. Antes da cobrança, o lateral Cáceres do Paraguai ainda tentou uma artimanha final: passou as travas da chuteira sobre a marca da cal para criar um buraco e atrapalhar o adversário. Mbappé, porém, cobrou com sua categoria habitual, deslocando Gill e abrindo o placar. Na comemoração, o camisa 10 francês não resistiu e provocou o rival que havia tentado a gambiarra.
Com o gol, Mbappé chegou a seu sétimo na competição, igualando Lionel Messi da Argentina como artilheiro do torneio. O Paraguai tentou reagir com a entrada do meia Maurício, do Palmeiras, mas pouco conseguiu fazer. Mbappé ainda teve mais duas chances claras para ampliar nos acréscimos, mas Gill fez defesas espetaculares para manter o placar em 1 a 0.
A vitória levou a França às quartas de final, onde enfrentará Marrocos na próxima quinta-feira, 9 de julho, às 17h no Gillette Stadium em Foxborough. Será uma repetição da semifinal da Copa de 2022. Os africanos chegaram à fase ao eliminar o Canadá por 3 a 0 no mesmo dia. Para o Paraguai, o conto de fadas da Copa termina, mas a campanha acima das expectativas deixa o time de cabeça erguida. A França, por sua vez, segue viva no sonho de chegar à sua terceira final consecutiva.
Citas Notables
A equipe francesa experimentou um autêntico jogo de Libertadores, sofrendo com a marcação dura e a catimba do Paraguai— Análise da partida
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Como uma equipe com 90% de posse consegue sofrer tanto contra o Paraguai?
Porque posse de bola não é tudo. O Paraguai entendeu que não podia jogar futebol bonito — precisava apenas não perder. Fechou em cinco defensores, marcou duro, usou cada pequena infração que o árbitro deixava passar. A França tinha a bola, mas o Paraguai tinha o plano.
E aquela história do Cáceres passando a chuteira na marca do pênalti?
É catimba pura. O Paraguai não tinha mais nada a perder naquele momento. Tentou uma última coisa desesperada para atrapalhar Mbappé. Não funcionou, mas mostra o quanto aquele time estava disposto a lutar.
Mbappé agora está empatado com Messi como artilheiro. Isso muda algo para ele?
Muda tudo e nada ao mesmo tempo. Ele iguala um ídolo em uma Copa do Mundo, mas ainda precisa vencer a competição para que isso realmente signifique algo. Nos próximos jogos, essa pressão vai aumentar.
Por que a França vai sofrer ainda mais contra Marrocos?
Porque Marrocos não vai se fechar como o Paraguai. Marrocos vai atacar, vai criar problemas, vai exigir que a França jogue futebol de verdade. Neste jogo, a França venceu porque tinha paciência. Contra Marrocos, paciência não é suficiente.