Dois atacantes que conseguem manter a consistência ao longo de um torneio inteiro
No futebol, certos números transcendem a estatística e se tornam espelhos de uma era. Ao marcarem juntos contra Marrocos na Copa 2026, Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé fizeram a França ingressar num clube de apenas quatro seleções na história — aquelas capazes de produzir dois artilheiros com cinco ou mais gols na mesma edição do torneio. O último a conseguir tal façanha havia sido o Brasil de Ronaldo e Rivaldo, em 2002, lembrando que a grandeza coletiva, no futebol, muitas vezes nasce da convergência de talentos singulares.
- Com oito gols, Mbappé lidera a artilharia da Copa 2026 e carrega a França rumo a um lugar na história que poucos imaginavam repetível.
- Dembélé, ao chegar aos cinco gols na vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, deixou de ser coadjuvante para se tornar coautor de um feito que não ocorria desde 2002.
- Apenas cinco edições de Copa do Mundo — de 1938 até hoje — registraram dois jogadores da mesma seleção com cinco ou mais gols: Hungria, Brasil, Polônia, Brasil novamente e agora a França.
- A Inglaterra ainda pode entrar nesse seleto grupo: Kane tem seis gols e Bellingham precisa de apenas mais um para que os ingleses igualem a marca francesa.
A França acaba de se juntar a um grupo muito restrito na história das Copas do Mundo. Com um gol cada na vitória por 2 a 0 contra Marrocos, Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé tornaram-se o segundo par de jogadores da mesma seleção a atingir cinco ou mais gols na mesma edição do torneio desde 2002 — quando Ronaldo marcou oito vezes e Rivaldo cinco pelo Brasil na Coreia do Sul. Mbappé lidera a artilharia da Copa 2026 com oito tentos; Dembélé chegou exatamente aos cinco.
Essa convergência ofensiva é extraordinariamente rara. Em toda a história das Copas, apenas cinco edições registraram o feito: a Hungria de 1938, com Sárosi e Zsengellér; o Brasil de 1958, com Pelé e Vavá; a Polônia de 1974, com Lato e Szarmach; o Brasil de 2002, com Ronaldo e Rivaldo; e agora a França de 2026. Em 2022, tanto Mbappé quanto Messi chegaram perto com oito e sete gols respectivamente, mas seus parceiros — Giroud e Julián Álvarez — pararam em quatro.
A marca ainda pode ser igualada nesta edição. A Inglaterra tem a chance mais concreta: Harry Kane já soma seis gols e Jude Bellingham está a apenas um de completar o feito. A Noruega, apesar dos sete gols de Haaland, enfrenta um caminho muito mais longo para colocar um segundo jogador nos cinco necessários.
A França acaba de igualar um feito que o Brasil havia conquistado sozinho há quase um quarto de século. Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé marcaram um gol cada na vitória por 2 a 0 contra Marrocos nesta quinta-feira, e com isso entraram para um clube muito restrito da história das Copas do Mundo: o dos atacantes que conseguem somar cinco gols ou mais na mesma edição do torneio, representando a mesma seleção.
Mbappé agora tem oito gols na Copa 2026, mantendo-se como o artilheiro da competição. Dembélé chegou aos cinco. Juntos, eles replicam exatamente o que Ronaldo e Rivaldo fizeram em 2002, na Coreia do Sul, quando o Fenômeno marcou oito vezes e Rivaldo cinco. Desde então, nenhuma outra seleção havia conseguido colocar dois jogadores nessa marca simultaneamente.
Esse tipo de produção ofensiva compartilhada é raro na história do futebol de seleções. Ao longo de todas as Copas do Mundo, apenas cinco edições registraram esse feito. A Hungria fez isso em 1938, com Sárosi e Zsengellér marcando cinco gols cada. O Brasil repetiu o sucesso em 1958, quando Pelé marcou seis e Vavá cinco, ajudando a conquistar o primeiro título mundial. A Polônia também entrou para esse registro em 1974, com Lato anotando sete gols e Szarmach cinco. Agora a França se junta a esse grupo.
Em 2022, no Qatar, duas seleções chegaram perto mas não conseguiram completar a façanha. Mbappé, que agora está repetindo o feito na Copa 2026, havia marcado oito gols naquela edição, mas Olivier Giroud parou em quatro. A Argentina também ficou próxima: Lionel Messi fez sete, enquanto Julián Álvarez não foi além de quatro.
A marca ainda pode ser alcançada novamente nesta edição. A Inglaterra tem chance real. Harry Kane já marcou seis gols, e Jude Bellingham tem quatro. Basta que Bellingham marque mais uma vez para que os ingleses entrem nesse seleto grupo. A Noruega, por sua vez, enfrenta uma tarefa bem mais árdua. Erling Haaland lidera a artilharia norueguesa com sete gols, mas seus companheiros de ataque — Nusa, Ostigard, Pedersen e Aasgaard — teriam que produzir muito mais para que alguém deles chegasse aos cinco gols necessários.
Citas Notables
Mbappé retomou a artilharia da Copa do Mundo 2026 ao somar 8 gols, enquanto Dembélé chegou aos 5 gols na edição atual— Dados da Copa do Mundo 2026
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que essa marca de dois artilheiros na mesma Copa é tão rara?
Porque exige uma combinação muito específica: dois atacantes que não apenas jogam bem, mas que conseguem manter a consistência ao longo de um torneio inteiro, enquanto a seleção avança nas fases. Não é só talento individual — é também oportunidade, ritmo de jogo, e a equipe criando chances para ambos.
Mbappé já tinha feito isso em 2022. O que mudou para que Dembélé conseguisse chegar aos cinco gols desta vez?
Em 2022, Giroud não teve o mesmo volume de gols. Desta vez, Dembélé está em um momento diferente, talvez com mais confiança ou com a França criando mais oportunidades para ele. A dinâmica do time mudou.
A Inglaterra pode fazer isso também?
Sim, e é bem possível. Kane e Bellingham já estão perto. Bellingham só precisa de um gol. É a situação mais próxima de se concretizar entre as seleções ainda em disputa.
E por que a Noruega está tão longe?
Porque Haaland está carregando praticamente toda a artilharia sozinho. Nenhum outro jogador norueguês conseguiu se destacar ofensivamente o suficiente para chegar perto dos cinco gols.
Isso diz algo sobre como o futebol mudou desde 2002?
Talvez diga que agora há mais seleções com dois atacantes de nível mundial ao mesmo tempo. Em 2002, era mais raro ter essa profundidade ofensiva. Hoje, times como França e Inglaterra conseguem distribuir melhor o peso do ataque.