Um jogo focado em multiplayer fica preso indefinidamente
Às vésperas de seu lançamento em agosto, Marvel Tōkon: Fighting Souls chega ao mundo com uma fronteira invisível já traçada: 132 países bloqueados na Steam, os mesmos que ficaram sem Helldivers 2 em 2024. A causa é estrutural — onde a PlayStation Network não existe, a Sony simplesmente apaga o jogo do mapa. É o paradoxo de uma empresa que quer vender para o mundo, mas construiu sua infraestrutura online para apenas uma parte dele.
- O bloqueio em 132 países foi descoberto não por comunicado oficial, mas pelo SteamDB — a Sony não explicou nada na própria página do jogo.
- O número exato repete o escândalo do Helldivers 2 em 2024, sinalizando que a Sony não corrigiu a raiz do problema após a polêmica anterior.
- O crossplay obrigatório entre PC e PS5 exige conta PSN, e como a rede da Sony simplesmente não opera nesses territórios, o acesso foi cortado por completo.
- A Sony enfrenta a semana com críticas públicas acumuladas e sinais de recuo na estratégia de portar exclusivos para PC, tornando a contradição ainda mais visível.
- Uma reversão ainda é possível — a empresa já cedeu antes — mas um jogo multiplayer preso em restrições de infraestrutura pode permanecer bloqueado indefinidamente.
Marvel Tōkon: Fighting Souls chega ao PC e PlayStation 5 em 6 de agosto, mas a Arc System Works e a Sony Interactive Entertainment já bloquearam o título em 132 países na Steam — sem qualquer explicação oficial na página do jogo. A descoberta veio pelo SteamDB, e o número não é coincidência: são exatamente os mesmos territórios que perderam acesso ao Helldivers 2 em 2024.
Os países afetados — Jamaica, Irã, Bielorrússia, Egito, Nigéria e dezenas de outros — têm algo em comum: a PlayStation Network simplesmente não opera nenhum deles. O bloqueio está ligado ao crossplay entre PC e PS5, que exige vinculação de conta PSN. Onde a rede não existe, a solução corporativa foi eliminar o acesso por completo — resolvendo um problema técnico ao custo de criar outro muito maior.
A Sony já cedeu a pressões semelhantes em ocasiões anteriores, e uma reversão para Marvel Tōkon ainda é possível. Mas o risco é real: um jogo focado em multiplayer online, bloqueado em mais de cem países, pode simplesmente ficar preso nessa situação. O momento agrava tudo — a empresa já enfrenta críticas públicas e sinais de recuo na estratégia de portar exclusivos para PC, enquanto tenta maximizar receita de seus títulos como serviço. Deixar 132 países sem poder comprar o jogo é uma contradição difícil de defender, e ela permanece ali, à espera de uma resposta.
Marvel Tōkon: Fighting Souls chegará ao PC e PlayStation 5 em 6 de agosto, mas não para todos. A Arc System Works e a Sony Interactive Entertainment bloquearam o jogo de luta em 132 países na Steam, uma decisão que não recebeu explicação oficial na página do título. O descobrimento veio através do SteamDB, e o número não é acidental — são exatamente os mesmos 132 territórios que ficaram sem acesso ao Helldivers 2 em 2024.
Os países afetados formam um mapa geográfico e econômico específico: Jamaica, Irã, Bielorrússia, Egito, Nigéria e dezenas de outros. O que todos compartilham é simples e direto — a PlayStation Network não opera em nenhum deles. A Sony, portanto, não consegue oferecer seus serviços online nesses lugares, e isso criou um problema que agora se repete.
A explicação mais provável aponta para o crossplay. Marvel Tōkon: Fighting Souls foi projetado para permitir que jogadores de PC e PS5 joguem juntos desde o lançamento. Para isso funcionar, qualquer pessoa no computador precisaria vincular uma conta PSN ao jogo. Como a rede da Sony simplesmente não existe em 132 países, a lógica corporativa foi bloquear o acesso inteiramente nesses territórios. É uma solução que resolve um problema técnico criando outro muito maior.
Não é a primeira vez que a Sony enfrenta essa questão. Em ocasiões anteriores, a empresa cedeu às pressões e aliviou as restrições de PSN em outros títulos. Uma resolução ainda é possível para Marvel Tōkon. Mas há um risco real aqui. Um jogo focado em multiplayer online, bloqueado em mais de uma centena de países, pode simplesmente ficar preso nessa situação indefinidamente, com a infraestrutura online da PlayStation servindo como barreira permanente.
O timing torna tudo mais complexo. A Sony já enfrenta uma semana turbulenta de críticas públicas e sinalizou que está se afastando gradualmente da estratégia de portar seus jogos exclusivos para PC. Ao mesmo tempo, a empresa claramente quer maximizar a receita de seus títulos como serviço. Deixar 132 países sem a possibilidade de comprar um jogo é uma decisão difícil de defender quando o objetivo é vender o máximo possível. A contradição está ali, visível, esperando por uma resposta que talvez nunca chegue.
Notable Quotes
A Sony já cedeu em casos anteriores, aliviando as restrições da PSN em outros títulos— Análise da situação
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que exatamente 132 países? Parece um número muito específico.
É porque são todos os territórios onde a PlayStation Network não funciona. A Sony não consegue oferecer seus serviços online lá, então bloqueou o acesso inteiro.
Mas o jogo pode ser jogado offline, certo? Por que não deixar as pessoas comprarem e jogarem sozinhas?
Porque o jogo tem crossplay obrigatório entre PC e PS5. Para jogar online com outros, você precisa de uma conta PSN. E como esses países não têm acesso à PSN, a Sony decidiu que ninguém lá pode comprar o jogo.
Isso já aconteceu antes?
Sim, exatamente a mesma coisa com Helldivers 2 em 2024. Mesmos 132 países bloqueados. A Sony já cedeu em outros casos, então não é impossível que mude de ideia aqui.
Qual é o risco real se isso não for resolvido?
Um jogo focado em multiplayer online fica preso indefinidamente sem acesso em mais de uma centena de países. Não é um problema técnico que desaparece sozinho — é estrutural.