Marataízes realiza 1ª Feira Municipal de Ciências com 1.474 estudantes

Quase mil e meio de crianças vivenciando ciência de verdade
Marataízes mobilizou 1.474 estudantes em sua primeira Feira Municipal de Ciências, transformando pesquisa em experiência vivida.

Em Marataízes, no litoral do Espírito Santo, uma ideia nascida dentro de uma sala de aula atravessou editais federais e se materializou em feira científica municipal — reunindo quase mil e meio de estudantes em torno de perguntas sobre o oceano, o clima e o lugar onde vivem. O município tornou-se o único do estado contemplado com financiamento federal do CNPq para eventos escolares, sinalizando que a cultura científica pode florescer onde há intenção pedagógica e coragem institucional. O que se celebrou em julho de 2026 não foi apenas uma exposição de projetos, mas o reconhecimento de que crianças e adolescentes são capazes de investigar o mundo — e que isso, por si só, já transforma o território.

  • Um único técnico pedagógico elaborou um projeto e o submeteu a um edital federal competitivo — e Marataízes saiu como o único município capaz do Espírito Santo a ser contemplado na linha voltada para eventos escolares.
  • Nove escolas, 78 professores orientadores e 1.474 estudantes foram mobilizados em um processo que exigiu coordenação, formação e comprometimento coletivo em tempo real.
  • A tensão entre abstração curricular e realidade local foi enfrentada de frente: os projetos giraram em torno de desafios ambientais, sociais e tecnológicos vividos pelos próprios estudantes.
  • Trinta projetos chegaram à etapa municipal, onde 114 jovens pesquisadores apresentaram experimentos, protótipos e soluções diante de professores, gestores e da comunidade escolar.
  • O evento já aponta para além de si mesmo: a Secretaria de Educação quer integrar a Feira ao calendário oficial anual, transformando o que foi exceção em prática permanente.

Na quinta-feira, 9 de julho, Marataízes abriu as portas para sua primeira Feira Municipal de Ciências — um evento que mobilizou 1.474 estudantes do 1º ao 9º ano em torno de 153 projetos de pesquisa, integrando oficialmente a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia sob o tema da cultura oceânica e das mudanças climáticas.

Tudo começou quando Fernando César Rodrigues da Silva, técnico pedagógico da Educação em Tempo Integral, elaborou um projeto e o apresentou ao secretário de Educação e à coordenadora pedagógica. Juntos, submeteram a proposta à Chamada CNPq/MCTI nº 11/2025 — e foram aprovados. Marataízes tornou-se o único município do Espírito Santo contemplado na linha voltada especificamente para eventos municipais e escolares, ao lado da UFES e da Secretaria Estadual de Educação em outras linhas.

A Feira funcionou em dois momentos. Primeiro, cada uma das nove escolas municipais realizou sua própria feira interna, com 78 professores orientadores guiando os estudantes por todas as etapas da investigação científica. Depois, os trinta melhores projetos foram selecionados para a etapa municipal, onde 114 jovens pesquisadores apresentaram experimentos, protótipos e soluções sobre sustentabilidade, saúde, tecnologia e meio ambiente.

O reconhecimento foi concreto: todos os 1.474 participantes da etapa escolar receberam certificados, os 114 finalistas ganharam medalhas, e cada escola foi agraciada com uma placa comemorativa. Para o secretário de Educação, a Feira representou muito mais do que uma exposição — foi uma mobilização coletiva em favor da ciência, do protagonismo estudantil e da aproximação entre escola e realidade social.

A Secretaria já olha para frente: a intenção é incorporar a Feira ao calendário oficial anual do município, ampliando a cada edição as oportunidades de pesquisa e inovação. O que começou como um projeto em um edital federal tornou-se, em poucas semanas, parte da identidade educacional de Marataízes.

Na quinta-feira, 9 de julho, Marataízes transformou suas escolas municipais em laboratórios vivos. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, abriu as portas para a primeira Feira Municipal de Ciências — um evento que mobilizou 1.474 estudantes do 1º ao 9º ano em torno de 153 projetos de pesquisa. O que começou como uma ideia em salas de aula se tornou parte oficial da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com um tema que ecoava além dos muros escolares: "Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território".

Tudo começou quando Fernando César Rodrigues da Silva, técnico pedagógico da Educação em Tempo Integral, elaborou um projeto ambicioso. Ele o apresentou ao secretário municipal de Educação, Jorge Luiz Benevides de Oliveira, e à coordenadora pedagógica Elaine Cristina Alves. Juntos, decidiram submeter a proposta à Chamada CNPq/MCTI nº 11/2025 — Pop Ciência, um edital federal destinado a financiar eventos científicos em municípios brasileiros. O projeto foi aprovado. Mais do que isso: Marataízes tornou-se o único município do Espírito Santo contemplado na Linha C do edital, aquela voltada especificamente para eventos municipais e escolares. No estado, apenas a Universidade Federal do Espírito Santo e a Secretaria de Estado da Educação também receberam financiamento em outras linhas. O reconhecimento federal sinalizava que algo importante estava acontecendo ali.

A Feira funcionou em dois tempos. Primeiro, cada uma das nove escolas municipais realizou sua própria feira interna. Foram 78 professores orientadores guiando os estudantes através de cada etapa da investigação científica — desde a formulação do problema até a apresentação dos resultados. Dezenove pedagogos e nove diretores acompanharam o processo. Os números revelam a escala da mobilização: quase mil e meio de crianças e adolescentes vivenciando na prática o que significa pesquisar, experimentar, pensar criticamente. Eles trabalharam em equipes, desenvolveram criatividade, aprenderam a comunicar ideias. Tudo isso em torno de questões que tocavam suas realidades locais — desafios ambientais, sociais, tecnológicos.

Na culminância, trinta dos melhores projetos foram selecionados para apresentação na Feira Municipal. Cento e catorze estudantes pesquisadores subiram ao palco com seus experimentos, protótipos, maquetes e soluções inovadoras. Os temas variavam: sustentabilidade, cultura oceânica, meio ambiente, tecnologia, saúde, educação. Havia prototipagem, havia ciência de verdade. Professores orientadores e pedagogos das escolas participantes acompanharam cada apresentação. O evento se transformou em um espaço de troca intensa entre as unidades escolares, um lugar onde a cultura científica deixava de ser abstrata e se tornava visível, tangível, compartilhada.

O reconhecimento veio em várias formas. Todos os 1.474 estudantes que participaram da etapa escolar receberam certificados. Os 78 professores orientadores também foram certificados. Os 114 estudantes que chegaram à etapa municipal receberam medalhas. Cada escola ganhou uma placa comemorativa. Os professores da etapa municipal receberam um kit com bolsa, livro e caderneta. Não era apenas reconhecimento simbólico — era a instituição dizendo: isso importa, vocês importam.

O secretário municipal de Educação refletiu sobre o significado do que havia acontecido. A Feira, disse ele, representava mais do que uma exposição de trabalhos. Era uma mobilização em favor da ciência que envolveu estudantes, professores, gestores, pedagogos, famílias e comunidade escolar em um processo de aprendizagem baseado na investigação real, na experimentação, na construção coletiva do conhecimento. Os resultados demonstravam o potencial da iniciação científica como estratégia para fortalecer a aprendizagem, estimular o protagonismo estudantil e aproximar a escola dos desafios reais da sociedade.

A Secretaria Municipal de Educação já olha para frente. A intenção é integrar a Feira Municipal de Ciências ao calendário oficial de eventos educacionais de Marataízes, ampliando a cada edição as oportunidades de pesquisa, inovação e divulgação científica. O objetivo é maior ainda: formar cidadãos críticos, criativos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável de seu território. O que começou como um projeto em uma chamada federal virou, em poucas semanas, parte da identidade educacional do município.

A realização da 1ª Feira Municipal de Ciências consolidou um novo momento para a educação de Marataízes, promovendo uma verdadeira mobilização em favor da ciência envolvendo estudantes, professores, gestores, pedagogos, famílias e comunidade escolar
— Jorge Luiz Benevides de Oliveira, secretário municipal de Educação
Os resultados alcançados demonstram o potencial da iniciação científica como estratégia para fortalecer a aprendizagem, estimular o protagonismo estudantil e aproximar a escola dos desafios reais da sociedade
— Jorge Luiz Benevides de Oliveira
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um município pequeno como Marataízes conseguiu ser o único do estado contemplado neste edital federal?

Model

Porque o projeto foi bem pensado. Não era apenas uma ideia genérica de "fazer uma feira". Fernando César Rodrigues da Silva construiu algo que conectava a educação local com desafios reais — água, clima, sustentabilidade. O CNPq viu ali uma proposta séria, com estrutura, com pedagogia por trás.

Inventor

E o que mudou para os estudantes que participaram?

Model

Eles vivenciaram ciência de verdade. Não foi aula teórica. Foram 1.474 crianças e adolescentes escolhendo problemas, pesquisando, experimentando, apresentando. Desenvolveram criatividade, trabalho em equipe, pensamento crítico. Isso não sai de um livro didático.

Inventor

Parece que houve muito cuidado em reconhecer o trabalho de todos — certificados, medalhas, placas.

Model

Sim. E isso não é detalhe. Quando a instituição reconhece publicamente o esforço, ela está dizendo que isso é importante, que ciência é importante, que o protagonismo estudantil é importante. Para uma criança que nunca havia feito pesquisa, receber uma medalha por um projeto que desenvolveu é transformador.

Inventor

A Secretaria quer fazer isso todo ano agora?

Model

Quer integrar ao calendário oficial. Significa que deixa de ser um evento pontual e vira parte da identidade educacional do município. A cada edição, mais escolas, mais projetos, mais estudantes vivenciando isso.

Inventor

Qual é o risco de uma iniciativa assim não se sustentar?

Model

Depende de financiamento, de continuidade de gestão, de professores dispostos a orientar. Mas quando você mobiliza 1.474 estudantes e 78 professores em torno de algo que funciona, a comunidade escolar inteira quer que continue. Isso cria pressão institucional para manter vivo.

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