Mancha solar hiperativa dispara jatos de plasma em direção à Terra

Plasma quente que sobe e depois cai, formando loops gigantescos
A descrição da chuva coronal disparada pela mancha solar AR3559 em direção à Terra.

A 150 milhões de quilômetros de distância, o Sol lembra que não é um astro passivo: a mancha AR3559 disparou uma explosão de classe M6.8 na segunda-feira, enviando jatos de plasma em direção à Terra e preparando o terreno para uma tempestade geomagnética G1 prevista para a noite de quarta-feira. O evento é fraco na escala cósmica, mas suficiente para tocar o campo magnético terrestre, acender auroras nas latitudes extremas e sussurrar interferências nos sistemas que a civilização moderna construiu sobre a suposição de um céu quieto.

  • A mancha solar AR3559 explodiu com força M6.8 e não parou — desde segunda-feira, a região segue hiperativa, lançando uma série contínua de erupções em direção à Terra.
  • Uma tempestade de radiação S1 já atingiu o planeta, causando interferências persistentes em transmissões de rádio de ondas curtas nas regiões polares.
  • A grande expectativa agora é a tempestade geomagnética G1, prevista para atingir os polos norte e sul na noite de quarta-feira, com possibilidade real de auroras em latitudes extremas.
  • Para além dos céus coloridos, os efeitos práticos incluem oscilações em sistemas elétricos, impactos em satélites e possíveis alterações na orientação de animais migratórios.
  • A tempestade de radiação já está diminuindo, mas a AR3559 continua ativa — e o episódio ecoa a frustração de sete dias atrás, quando uma previsão semelhante não se concretizou.

Na segunda-feira, a mancha solar AR3559 explodiu com intensidade M6.8, disparando jatos de plasma energético em direção à Terra. Sua posição na borda noroeste do Sol, vista daqui, faz com que o plasma condensado caia como uma chuva coronal sobre a coroa solar — um espetáculo visível da Terra e que sinaliza dias agitados para a magnetosfera.

Não é a primeira vez na semana que o Sol chama atenção. Sete dias atrás, a AR3559 e sua vizinha AR3561 explodiram simultaneamente com a mesma intensidade, levando observadores de auroras a prepararem seus equipamentos. A tempestade esperada nunca chegou. Os céus permaneceram quietos, e a frustração ficou.

Agora é a AR3559 que protagoniza o episódio. A explosão de segunda-feira desencadeou uma tempestade de radiação S1 — evento menor, sem risco para astronautas ou passageiros de aviões — mas o plasma em curso promete algo mais concreto: uma tempestade geomagnética G1, a mais fraca na escala de cinco níveis, prevista para atingir os polos na noite de quarta-feira.

Nas regiões próximas aos círculos ártico e antártico, há possibilidade real de auroras. Para o restante do planeta, os efeitos serão sutis: oscilações em sistemas elétricos, impactos leves em satélites e possíveis interferências na orientação de animais migratórios. As transmissões de rádio de ondas curtas nas regiões polares já sofrem interrupções persistentes.

A tempestade de radiação está diminuindo, segundo o Spaceweather.com. Mas a AR3559 segue ativa, formando loops gigantescos de plasma que caem sobre a coroa solar a 150 milhões de quilômetros daqui — distância suficiente para parecer abstrata, mas insuficiente para que seus efeitos não nos alcancem.

Na segunda-feira, uma mancha solar chamada AR3559 explodiu com força equivalente a um evento M6.8, disparando jatos de plasma energético em direção à Terra. O que torna este episódio particularmente visível é a posição da mancha — na borda noroeste do Sol, do ponto de vista terrestre — que faz com que os jatos de plasma condensado caiam como uma chuva coronal sobre nossas cabeças, literalmente. Desde então, a região tem se mantido hiperativa, liberando uma série contínua de erupções que prometem agitar a magnetosfera nos próximos dias.

Este não é o primeiro susto da semana. Há sete dias, duas manchas solares — a AR3559 e a AR3561 — explodiram simultaneamente com a mesma intensidade. A AR3561 desencadeou um surto de erupções que levou observadores de auroras a prepararem seus equipamentos, esperançosos de capturar o espetáculo de luzes do norte até a sexta-feira. Aquela previsão não se concretizou. Nenhuma tempestade geomagnética foi detectada. Os céus permaneceram quietos, frustrando as expectativas de quem aguardava o show.

Agora é a vez da mancha companheira. A explosão M6.8 de segunda-feira desencadeou uma tempestade de radiação de nível S1 na Terra — um evento menor que não representa ameaça para astronautas ou passageiros de aviões. Mas o plasma que continua sendo lançado pela AR3559 promete algo mais visível: uma tempestade geomagnética de classe G1, considerada fraca na escala que vai de G1 a G5. Esta tempestade deve atingir os polos norte e sul do globo na noite de quarta-feira.

O que isso significa na prática? Nas regiões de latitude extrema — próximas aos círculos ártico e antártico — há possibilidade real de auroras. Para o resto do planeta, os efeitos serão mais sutis: oscilações fracas em sistemas elétricos, impactos leves nas operações de satélites, e possíveis alterações no comportamento de animais migratórios que se orientam pelo campo magnético terrestre. As transmissões de rádio de ondas curtas dentro dos Círculos Ártico e Antártico já estão sofrendo interferências persistentes.

A tempestade de radiação, segundo a plataforma Spaceweather.com, está diminuindo. O pico já passou. Mas a atividade solar continua. A mancha AR3559 segue disparando seus jatos energéticos, formando aqueles loops gigantescos de plasma condensado que caem como chuva sobre a coroa solar. É um espetáculo que ocorre a 150 milhões de quilômetros de distância, mas cujos efeitos chegam até aqui — invisíveis para a maioria, mas reais o suficiente para interferir em nossas tecnologias e, talvez, para pintar o céu de verde e roxo nas noites polares.

A mancha está em posição privilegiada na borda do Sol — quando explode, os jatos de plasma vêm direto para a Terra
— Análise da posição da AR3559
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essa mancha solar em particular está causando tanto alvoroço? Não há sempre manchas solares no Sol?

Model

Há sempre, sim. Mas esta — a AR3559 — está em uma posição privilegiada. Está na borda do Sol, do nosso ponto de vista. Quando ela explode, os jatos de plasma vêm direto para cá, como se o Sol estivesse nos apontando uma arma.

Inventor

E essa "chuva coronal" que mencionam — é literalmente plasma caindo?

Model

É. Plasma quente que sobe e depois cai de volta, formando loops gigantescos. Parece chuva porque o plasma condensa enquanto cai. É bonito de ver em imagens de satélite.

Inventor

A tempestade geomagnética G1 — fraca — ainda assim vai gerar auroras?

Model

Nas regiões polares, sim. Quanto mais perto dos polos você estiver, maiores as chances. Mas é fraca. Não é como aquelas tempestades G4 ou G5 que iluminam o céu até em latitudes médias.

Inventor

E para quem vive longe dos polos? Qual é o risco real?

Model

Mínimo. Oscilações fracas em redes elétricas, talvez alguns satélites se comportem de forma estranha. Mas nada catastrófico. O maior incômodo é mesmo para as transmissões de rádio nas regiões polares.

Inventor

Isso vai durar quanto tempo?

Model

A tempestade de radiação já está diminuindo. A geomagnética deve passar na noite de quarta-feira. Mas a mancha continua ativa, então pode haver mais episódios nos próximos dias.

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