Maguito Vilela, internado com covid-19, avança ao 2º turno em Goiânia

Maguito Vilela, candidato à prefeitura, está internado e precisou ser entubado novamente por complicações da covid-19 durante a campanha eleitoral.
O candidato que venceu estava entubado no hospital
Maguito Vilela conquistou 36% dos votos para prefeito de Goiânia enquanto se recuperava de covid-19 em uma UTI.

Em Goiânia, a democracia seguiu seu curso mesmo quando a vida de um de seus protagonistas pendia em equilíbrio frágil: Maguito Vilela venceu o primeiro turno das eleições municipais com 36,02% dos votos enquanto estava entubado em um hospital, lutando contra complicações da covid-19. O resultado confirmou o favoritismo que as pesquisas já anunciavam, mas envolveu a vitória em uma atmosfera de incerteza humana raramente vista na política brasileira. O segundo turno contra Vanderlan Cardoso, do PSD, se aproxima carregando tanto a disputa eleitoral quanto a pergunta silenciosa sobre a saúde do líder.

  • Vilela venceu o primeiro turno com folga, mas estava entubado no hospital no exato momento em que os eleitores depositavam seus votos nas urnas.
  • A covid-19, que já assolava o país inteiro em 2020, atingiu em cheio o centro da disputa política de Goiânia, criando uma eleição sem precedentes na cidade.
  • Daniel Vilela, filho do candidato e presidente estadual do MDB, assumiu o papel público do pai e defendeu a campanha como propositiva e sem ataques pessoais.
  • Vanderlan Cardoso, que obteve 24,67% ao lado do governador Ronaldo Caiado, já sinalizou que mudará sua estratégia para o segundo turno.
  • A incerteza sobre a recuperação de Vilela projeta uma sombra sobre a reta final da campanha, tornando imprevisível o formato que o debate político assumirá nos próximos dias.

Maguito Vilela terminou o primeiro turno das eleições para prefeito de Goiânia na liderança, com 36,02% dos votos válidos entre doze candidatos. Vanderlan Cardoso, do PSD, garantiu o segundo lugar com 24,67%, e a delegada Adriana Accorsi, do PT, ficou em terceiro com 13,39%. Com 100% das urnas apuradas e 87,7% dos votos considerados válidos, o resultado confirmou o que as pesquisas já indicavam — mas o contexto que o cercou foi extraordinário.

No momento em que Goiânia votava, Vilela estava internado e precisou ser entubado novamente após desenvolver uma nova inflamação nos pulmões em decorrência da covid-19. A doença que marcou 2020 no Brasil não poupou um dos principais nomes da política local, transformando sua vitória eleitoral em um momento ao mesmo tempo celebrado e carregado de apreensão.

Quem falou em nome do candidato foi seu filho Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, que concedeu entrevista coletiva após a apuração. Daniel destacou que os goianienses escolheram quem consideravam mais preparado e que a campanha havia se pautado por propostas e debate político, sem ataques, com foco na continuidade da gestão do prefeito Iris Rezende.

Do outro lado, Vanderlan Cardoso acompanhou os resultados ao lado do governador Ronaldo Caiado e lamentou publicamente o estado de saúde do adversário. Ao mesmo tempo, já sinalizou que a campanha para o segundo turno terá um perfil diferente. A saúde de Vilela, portanto, não é apenas uma questão pessoal — ela molda diretamente os contornos da disputa que ainda está por vir.

Maguito Vilela avançou para o segundo turno da eleição para prefeito de Goiânia com 36,02% dos votos, deixando para trás onze outros candidatos. Seu principal adversário será Vanderlan Cardoso, do PSD, que conquistou 24,67% do eleitorado. A apuração foi concluída com 100% das urnas contabilizadas, e 87,7% dos votos foram considerados válidos. Delegada Adriana Accorsi, do PT, ficou em terceiro lugar com 13,39%, seguida por candidatos que não conseguiram penetração significativa entre os eleitores.

A liderança de Vilela nas pesquisas se confirmou nas urnas, consolidando sua posição como favorito na disputa municipal. Mas há uma complicação que marca este resultado de forma inusitada: o candidato que venceu o primeiro turno estava internado no hospital no momento da votação. Vilela vinha se recuperando de covid-19, mas naquele domingo precisou ser entubado novamente após desenvolver uma nova inflamação nos pulmões. A doença que assolava o país naquele momento de 2020 não apenas atingiu a população em geral, mas também alcançou diretamente um dos principais nomes da política local.

Daniel Vilela, presidente estadual do MDB e filho do candidato, compareceu a uma coletiva de imprensa para comentar o resultado. Ele expressou satisfação com o desempenho eleitoral, destacando que os goianienses haviam escolhido quem consideravam mais preparado. A campanha de Vilela, segundo seu filho, havia se pautado pela propositura e pelo debate político, sem ataques pessoais, focando em um projeto de continuidade da gestão anterior do prefeito Iris Rezende. Para Daniel, o resultado confirmava que essa estratégia havia funcionado junto aos eleitores.

Vanderlan Cardoso, por sua vez, lamentou publicamente o estado de saúde de seu adversário. O candidato do PSD acompanhou a apuração dos votos ao lado do governador Ronaldo Caiado, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. Cardoso sinalizou que a campanha para o segundo turno seria diferente, sugerindo mudanças estratégicas para a reta final da disputa. A situação de saúde de Vilela, portanto, não apenas marcava o resultado do primeiro turno, mas também projetava incertezas sobre como se desenrolaria a campanha nos dias seguintes.

Os goianienses entenderam e escolheram nessa primeira etapa o mais capaz e preparado, numa campanha muito propositiva, sem nenhum tipo de ataque
— Daniel Vilela, presidente estadual do MDB e filho do candidato
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como um candidato consegue vencer um turno eleitoral enquanto está internado em uma UTI?

Model

Vilela tinha construído uma liderança clara nas pesquisas antes de sua saúde piorar. Os eleitores já tinham uma imagem formada dele. A campanha continuou funcionando mesmo com ele fora de circulação.

Inventor

Mas isso não levanta questões sobre sua capacidade de governar?

Model

Certamente. Vanderlan Cardoso já estava pensando em como explorar isso no segundo turno. A situação era delicada — você não quer parecer oportunista atacando um homem doente, mas também não pode ignorar que o prefeito precisa estar presente.

Inventor

O filho dele falou em campanha "propositiva, sem ataques". Isso foi estratégia ou convicção?

Model

Provavelmente ambas. Vilela já estava à frente nas pesquisas. Não precisava atacar. E com a doença, qualquer tom agressivo teria parecido ainda mais inadequado.

Inventor

Qual era o cenário para o segundo turno?

Model

Totalmente aberto. Vilela tinha vantagem numérica, mas sua saúde era uma incógnita. Cardoso tinha tempo para ganhar terreno. Ninguém sabia em que condições Vilela chegaria ao dia da votação.

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