Maceió vacina adolescentes de 15 anos no feriado de 7 de Setembro

Declaração pode ser escrita a mão, simplificando o acesso
A Secretaria Municipal de Saúde removeu barreiras burocráticas para facilitar a vacinação de adolescentes menores de 16 anos.

No feriado da Independência, Maceió abriu as portas da vacinação contra a COVID-19 para adolescentes de 15 anos, entrelaçando o símbolo cívico da data com o gesto coletivo de proteção à vida. A cidade organizou o acesso por iniciais do nome e por condições de saúde, reconhecendo que a proteção de uma geração exige tanto logística quanto cuidado. Cada ponto de vacinação — do drive-thru ao shopping, da praça ao ginásio — tornou-se, naquele dia, um pequeno ato de continuidade entre o presente e um futuro mais seguro.

  • A campanha de vacinação avança sobre uma faixa etária que até então permanecia desprotegida, criando urgência para que pais e responsáveis aproveitassem o feriado.
  • O sistema por iniciais do nome e a exigência de acompanhamento adulto geraram um fluxo organizado, mas também impuseram condições que nem todas as famílias podiam cumprir com facilidade.
  • O Corujão da Vacina foi reativado com horário estendido até as 21h, ampliando a janela de acesso para quem trabalhava ou tinha outras obrigações durante o dia.
  • A única vacina autorizada para adolescentes era a Pfizer, limitando as opções e concentrando a demanda em pontos específicos da cidade.
  • Segundas doses de AstraZeneca e Pfizer podiam ser antecipadas em até dez dias, sinalizando flexibilidade no calendário e esforço para acelerar a cobertura vacinal.

No feriado de 7 de Setembro, Maceió aproveitou a data para ampliar sua campanha de vacinação contra a COVID-19, incluindo adolescentes de 15 anos no calendário de imunização. O acesso foi organizado por iniciais do nome: jovens sem comorbidades com nomes entre A e G podiam ir aos pontos fixos, enquanto os drive-thrus na Justiça Federal, na Serraria e em Jaraguá atendiam qualquer inicial. Adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades, deficiência, grávidas ou puérperas com prescrição médica tinham livre acesso a qualquer um dos oito pontos disponíveis.

A Secretaria Municipal de Saúde reativou o Corujão da Vacina, estendendo o atendimento até as 21h nos drive-thrus e nos shoppings Maceió e Pátio. Os demais postos funcionaram das 9h às 16h. A diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Rodrigues, esclareceu que adolescentes de 15 anos precisavam estar acompanhados de um responsável ou de um adulto com declaração de autorização — que podia ser escrita à mão. Jovens de 16 e 17 anos podiam se vacinar sozinhos.

Para a primeira dose, eram exigidos documento com foto, CPF e comprovante de residência; pessoas com comorbidades precisavam apresentar documentação médica da condição. A única vacina autorizada para adolescentes era a Pfizer. Quanto às segundas doses, AstraZeneca e Pfizer estavam disponíveis nos oito pontos, com possibilidade de antecipação em até dez dias. A CoronaVac ficava restrita ao Shopping Pátio. Quem havia perdido o cartão de vacinação podia solicitar a segunda via no mesmo posto onde recebeu a primeira dose.

Pais e responsáveis de adolescentes de 15 anos em Maceió tiveram a oportunidade de usar parte do feriado de 7 de Setembro para levar seus filhos à vacinação contra a COVID-19. A cidade expandiu seu cronograma de imunização naquele dia, abrindo os postos para esse novo grupo etário, marcando mais um passo na campanha de vacinação que vinha avançando pela população.

O calendário seguiu um sistema organizado por iniciais do nome. Adolescentes de 15 anos sem comorbidades cujos nomes começavam com as letras A a G poderiam se dirigir aos pontos fixos de vacinação espalhados pela cidade. Aqueles com iniciais de A a Z tinham acesso exclusivo aos drive-thrus localizados na Justiça Federal, na Serraria, e em Jaraguá, onde o atendimento era mais ágil. Já adolescentes de 12 a 17 anos que apresentavam comorbidades, deficiência, ou que estivessem grávidas ou no período pós-parto com prescrição médica podiam se vacinar em qualquer um dos oito pontos disponíveis, sem restrição de iniciais. Adolescentes privados de liberdade recebiam a vacina nas próprias instituições onde se encontravam.

A Secretaria Municipal de Saúde reativou o Corujão da Vacina para aquele dia, estendendo o horário de funcionamento das 9 da manhã até as 21 horas nos dois drive-thrus e nos shoppings Maceió, na região de Mangabeiras, e Pátio, na Cidade Universitária. Os demais postos — na Praça Padre Cícero em Benedito Bentes, no Papódromo em Vergel, no Terminal do Osman Loureiro e no Ginásio Arivaldo Maia em Jacintinho — funcionariam das 9 às 16 horas. A ampliação do horário refletia o esforço da administração municipal em facilitar o acesso à vacinação durante um feriado nacional.

Um ponto crucial da orientação da Secretaria Municipal de Saúde era a exigência de acompanhamento. Adolescentes de 15 anos deveriam estar necessariamente acompanhados de pai, mãe ou responsável legal. Caso os pais não pudessem comparecer, era permitido que um adulto maior de idade os acompanhasse, desde que apresentasse uma declaração de autorização assinada pelos pais. Fernanda Rodrigues, diretora de Vigilância em Saúde, esclareceu que essa declaração podia ser escrita à mão, simplificando o processo administrativo. Adolescentes de 16 e 17 anos, por sua vez, poderiam se vacinar desacompanhados.

Para receber a primeira dose, era necessário apresentar documento de identificação com foto, CPF e comprovante de residência. Pessoas com comorbidades precisavam levar, além desses documentos, comprovação médica da condição — podendo ser prescrição médica específica para a vacina, exames que estabelecessem o diagnóstico, relatório médico ou registros no Sistema Único de Saúde. Aqueles com deficiência permanente, física, mental, intelectual ou sensorial, incluindo portadores de doenças raras, deveriam apresentar documentação que comprovasse a condição, como laudo médico, cartões de gratuidade no transporte público ou comprovante de recebimento do Benefício de Prestação Continuada. Em casos de deficiência física aparente e visível, a apresentação de documento comprobatório não era obrigatória.

Quanto às segundas doses, a Secretaria informava que as vacinas AstraZeneca e Pfizer estavam disponíveis nos oito pontos de vacinação. A segunda dose da AstraZeneca podia também ser encontrada em 20 unidades de saúde por agendamento através do portal https://vacina.maceio.al.gov.br/. A CoronaVac, porém, tinha disponibilidade restrita ao Shopping Pátio. Ambas as doses de AstraZeneca e Pfizer podiam ser antecipadas em até dez dias. Para a segunda dose, bastava apresentar documento de identificação com foto e o cartão de vacinação. Quem tivesse perdido o cartão podia solicitar a segunda via no mesmo posto onde havia recebido a primeira dose. Pessoas com deficiência visual que tivessem recebido o cartão convencional na primeira dose podiam solicitar sua substituição por um cartão em braile.

A única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para adolescentes naquele momento era a Pfizer, limitando as opções de imunizante para esse grupo etário. A expansão da vacinação para os 15 anos representava um avanço significativo na proteção de adolescentes contra a COVID-19, ampliando a cobertura vacinal em uma faixa etária que até então havia permanecido fora da campanha.

Os adolescentes de 15 anos devem estar, necessariamente, acompanhados de pai, mãe ou responsável e, se estes não puderem, é preciso que esteja acompanhado de pessoa maior de idade com declaração de autorização assinada pelos pais
— Fernanda Rodrigues, diretora de Vigilância em Saúde
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a cidade decidiu vacinar justamente no feriado de 7 de Setembro?

Model

Provavelmente para aproveitar um dia em que muitas pessoas estão em casa e têm tempo disponível. Um feriado nacional oferece a oportunidade de atingir mais pessoas sem competir com compromissos de trabalho ou escola.

Inventor

A restrição por iniciais do nome — A a G — parece estranha. Como isso funciona na prática?

Model

É um sistema de escalonamento. Ao dividir a população por iniciais, a cidade controla o fluxo de pessoas nos postos, evitando aglomerações. Nos drive-thrus, porém, abriram para A a Z, reconhecendo que o formato permite maior volume.

Inventor

E por que adolescentes de 15 anos precisam de acompanhante, mas os de 16 e 17 não?

Model

Provavelmente uma questão legal e de responsabilidade. Aos 15 anos, ainda são menores de idade em situação mais vulnerável. A partir dos 16, há uma presunção de maior autonomia, embora a lei varie.

Inventor

A declaração de autorização pode ser escrita à mão — isso não abre espaço para fraudes?

Model

Teoricamente sim, mas a intenção parece ser remover barreiras burocráticas. A Secretaria está priorizando a vacinação sobre a verificação rigorosa. É um cálculo: quanto mais fácil vacinar, mais pessoas chegam.

Inventor

Por que a CoronaVac só está disponível em um shopping para segunda dose?

Model

Pode ser questão de estoque ou logística. Talvez aquele ponto tenha recebido mais doses dessa vacina, ou a cidade esteja concentrando esse imunizante em um local para facilitar o controle.

Inventor

E a Pfizer ser a única autorizada para adolescentes — isso limita as escolhas das famílias?

Model

Sim, mas é uma decisão regulatória da Anvisa, não da cidade. Naquele momento, apenas a Pfizer tinha autorização para menores de 18 anos. As famílias não tinham opção; era Pfizer ou nada.

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