O kart é inacessível, mas o Pelci está mudando essa realidade
Em Manaus, o programa esportivo Pelci abriu oitenta vagas gratuitas de kart para jovens entre sete e dezessete anos, transformando em oportunidade pública o que sempre foi privilégio de poucos. A iniciativa chega num momento de renascimento do kartismo amazonense — marcado pela conquista de Dylan Holanda em 2024 — e carrega a esperança de que o próximo grande piloto do estado já esteja esperando sua vez de acelerar.
- O kart, esporte historicamente caro e inacessível para a maioria das famílias, agora integra oficialmente o maior programa esportivo do Amazonas, criando uma fratura no muro do elitismo.
- Com apenas oitenta vagas para uma cidade de mais de dois milhões de habitantes, a procura promete superar a oferta — e cada inscrição carrega o peso de uma chance rara.
- O vice-presidente da Associação Amazonense de Kart alerta: muitos jovens talentosos nunca chegaram perto de um volante por falta de dinheiro, e o Pelci pode ser a virada dessa história.
- O Amazonas vive um momento incomum — Dylan Holanda encerrou em 2024 um jejum de títulos nacionais que durava desde a era de Antônio Pizzonia, o único piloto amazonense da Fórmula 1, reacendendo a crença de que o estado pode voltar ao mapa do automobilismo brasileiro.
O governador Wilson Lima anunciou na quarta-feira, no kartódromo da Vila Olímpica, a chegada do kart ao Pelci — o Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior. São oitenta vagas gratuitas para crianças e adolescentes de sete a dezessete anos, numa modalidade que sempre esteve fora do alcance da maioria das famílias manauaras.
Criado em 2021, o Pelci já atende mais de duzentos e quarenta e quatro mil pessoas por ano em trinta e dois núcleos na capital e cinco polos no interior, com esportes que vão do futebol ao xadrez. O kart amplia esse leque e, com ele, as possibilidades de descoberta de novos talentos. O secretário Diego Américo foi direto: a meta é que jovens possam competir em alto rendimento no cenário nacional.
A ambição tem respaldo recente. Em 2024, Dylan Holanda conquistou o título da categoria F4 Sprinter no Campeonato Norte-Brasileiro de Kart, encerrando um jejum que durava desde os tempos de Antônio Pizzonia — o único amazonense que chegou à Fórmula 1. Para James Bala, vice-presidente da Associação Amazonense de Kart, o Pelci abre uma porta que antes simplesmente não existia para a maioria dos jovens.
As inscrições podem ser feitas presencialmente na Vila Olímpica, de segunda a sexta-feira, ou pelo telefone (92) 98532-4804. Os documentos exigidos são básicos: RG e CPF do aluno e do responsável, declaração escolar, foto três por quatro e comprovante de residência. O próximo grande piloto amazonense pode estar, agora mesmo, reunindo esses papéis.
O Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior abriu as portas para uma modalidade que até agora permanecia distante da maioria das crianças e adolescentes de Manaus. No kartódromo da Vila Olímpica, o governador Wilson Lima anunciou na quarta-feira a chegada do kart ao Pelci, com oitenta vagas disponíveis para jovens entre sete e dezessete anos. É um movimento que transforma o acesso a um esporte historicamente reservado para quem tem recursos — e que chega em um momento em que o Amazonas vive um renascimento no kartismo.
Desde sua criação em 2021, o Pelci se consolidou como o maior programa esportivo do estado, funcionando em trinta e dois núcleos na capital e cinco polos no interior, oferecendo atividades gratuitas que vão desde futebol e futsal até judô, natação e xadrez. O programa já atende mais de duzentos e quarenta e quatro mil pessoas anualmente. Agora, com a inclusão do kart, expande ainda mais suas possibilidades para crianças e adolescentes que de outra forma nunca teriam a chance de pilotar.
Os benefícios vão além da adrenalina. Quem pratica kart desenvolve força, resistência e reflexos aguçados, além de lidar melhor com o estresse. Para Diego Américo, secretário de Estado de Desporto e Lazer, a decisão representa uma democratização genuína. "Queremos dar oportunidade para que crianças e adolescentes tenham acesso ao kartismo e possam desenvolver talentos que futuramente possam competir em alto rendimento", afirmou. Não é apenas retórica — o Amazonas tem razão para acreditar que pode produzir pilotos de verdade.
Em 2024, Dylan Holanda conquistou o título da categoria F4 Sprinter no Campeonato Norte-Brasileiro de Kart, encerrando um jejum que durava desde os tempos de Antônio Pizzonia, o único piloto amazonense que chegou à Fórmula 1. É um marco que reacende esperanças de que o estado pode novamente produzir talentos de nível nacional. James Bala, vice-presidente da Associação Amazonense de Kart, vê no Pelci uma porta que finalmente se abre: "Para muitos jovens, o kart é inacessível devido ao custo, mas o Pelci está mudando essa realidade e certamente veremos novos pilotos amazonenses no cenário nacional".
As inscrições funcionam de forma simples e acessível. Interessados podem se inscrever presencialmente no setor do Pelci na Vila Olímpica, de segunda a sexta-feira, das oito da manhã ao meio-dia e das uma às cinco da tarde, ou pelo telefone (92) 98532-4804. É necessário apresentar cópias do RG e CPF do aluno e do responsável, declaração escolar, foto três por quatro e comprovante de residência. Nada complicado — apenas os documentos básicos que qualquer família consegue reunir.
O que está em jogo aqui é mais do que oitenta vagas em um kartódromo. É a chance de crianças que crescem em Manaus, muitas delas sem acesso a esportes de custo elevado, descobrirem se têm talento, disciplina e paixão por uma modalidade que exige precisão, coragem e concentração. É a possibilidade de que o próximo grande piloto amazonense esteja agora se inscrevendo, documentos em mãos, pronto para acelerar.
Citas Notables
Queremos dar oportunidade para que crianças e adolescentes tenham acesso ao kartismo e possam desenvolver talentos que futuramente possam competir em alto rendimento— Diego Américo, secretário de Estado de Desporto e Lazer
Para muitos jovens, o kart é inacessível devido ao custo, mas o Pelci está mudando essa realidade e certamente veremos novos pilotos amazonenses no cenário nacional— James Bala, vice-presidente da Associação Amazonense de Kart
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que o kart especificamente? Existem tantos esportes que o Pelci já oferecia.
O kart é um esporte que historicamente foi muito caro, muito fechado. Você precisava de família com dinheiro para entrar. Mas agora, com Dylan Holanda ganhando um título nacional em 2024, o Amazonas viu que pode produzir pilotos de verdade. O programa está abrindo essa porta.
E as crianças — qual é a idade mínima?
Sete anos. Então estamos falando de crianças bem pequenas até adolescentes de dezessete. É uma faixa que permite descobrir talento cedo, quando ainda há tempo de desenvolver.
Oitenta vagas parece pouco para uma capital como Manaus.
É verdade que é um número modesto. Mas é um começo. O Pelci já atende mais de duzentos e quarenta mil pessoas por ano em outras modalidades. Isso é um teste, uma forma de ver como funciona e depois expandir.
Qual é o custo real para as famílias?
Zero. É completamente gratuito. Essa é a mudança fundamental. O kart sempre foi um esporte de elite. Agora uma criança de sete anos, se tiver documentos básicos, pode se inscrever e pilotar.
E depois? Se uma criança se destaca, o que acontece?
Aí é que está. O secretário falou explicitamente em "alto rendimento". A ideia é que o programa identifique talentos que possam competir nacionalmente. Não é só lazer — é um pipeline para pilotos de verdade.
Antônio Pizzonia foi a Fórmula 1. Isso é o que estão esperando encontrar aqui?
Talvez não Fórmula 1, mas sim pilotos que compitam em campeonatos nacionais e regionais. Dylan Holanda já mostrou que é possível. Agora querem multiplicar isso.