Justiça mantém prisão de homem que confessou matar ex-mulher com 20 facadas

Maria Amanda Farias dos Santos, 26 anos, mãe de três filhos, foi morta com mais de 20 facadas; seus filhos ficaram órfãos pela ação do pai biológico de dois deles.
Perdeu a cabeça durante uma discussão sobre agressão a uma criança
O suspeito explicou à polícia o que o levou a desferir mais de 20 facadas na ex-mulher.

Na noite de um sábado de agosto, em Maceió, uma jovem mãe de três filhos foi morta com mais de vinte facadas pelo homem com quem havia partilhado parte da vida. O suspeito, caminhoneiro, confessou o crime horas depois de cometê-lo, alegando ter 'perdido a cabeça' durante uma discussão. A Justiça de Alagoas, reconhecendo a gravidade do ato e o risco de novas violências, decidiu mantê-lo preso preventivamente — mais um capítulo na longa e dolorosa história da violência doméstica que continua a ceifar vidas e a deixar crianças sem amparo.

  • Maria Amanda Farias dos Santos, 26 anos e mãe de três filhos, foi assassinada com mais de 20 facadas no bairro Ponta da Terra, em Maceió, na noite de 31 de agosto.
  • O suspeito confessou o crime dentro da viatura policial, descrevendo uma discussão que escalou até a violência fatal enquanto ele cortava carne na cozinha.
  • Além do feminicídio, o homem revelou intenção de buscar o namorado da vítima, sinalizando que a violência poderia ter se alastrado para além daquela noite.
  • Dois dos três filhos de Maria Amanda perderam a mãe para a morte e o pai biológico para a prisão em questão de horas, deixando três crianças órfãs de mãe.
  • O 2º Juizado de Violência Doméstica de Maceió manteve a prisão preventiva do suspeito, reconhecendo o risco que ele representa para outras possíveis vítimas.

Na noite de sábado, 31 de agosto, a Polícia Militar foi acionada ao bairro Ponta da Terra, em Maceió, e encontrou Maria Amanda Farias dos Santos, 26 anos, já sem vida. A Polícia Científica confirmou que ela havia sofrido mais de 20 facadas no peito e em outras partes do corpo. Ela deixou três filhos — dois deles frutos do relacionamento com o próprio autor do crime.

O suspeito, um caminhoneiro, foi preso ainda naquela noite na rodovia AL-101 Sul, em Marechal Deodoro. Dentro da viatura, relatou aos policiais que a discussão começou após seu enteado contar que o namorado de Maria Amanda havia agredido uma criança de dois anos. Durante o confronto, enquanto cortava carne na cozinha, ele afirmou ter 'perdido a cabeça' depois de levar um tapa no rosto. Disse não lembrar quantas facadas desferiu. O homem também revelou que pretendia procurar o namorado da vítima, sugerindo que a violência poderia ter ido além daquela noite.

No domingo, a audiência de custódia perante o 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital resultou na manutenção da prisão preventiva. A decisão reflete a gravidade do caso e a preocupação com a segurança de outras possíveis vítimas. Dois dos filhos de Maria Amanda perderam a mãe para a morte e o pai para a prisão em poucas horas; o terceiro, de outro relacionamento, também ficou órfão de mãe — três crianças marcadas para sempre por uma noite de violência irreversível.

Na noite de sábado, 31 de agosto, Maria Amanda Farias dos Santos, 26 anos, foi morta com mais de 20 golpes de faca no bairro Ponta da Terra, na região baixa de Maceió. A Polícia Militar foi acionada pouco depois das 19h. Quando chegou ao local, encontrou a vítima já falecida. A Polícia Científica confirmaria depois que ela havia sofrido mais de 20 facadas no peito e em outras partes do corpo. Maria Amanda deixou três filhos: dois eram frutos do relacionamento com o homem que a matou, um caminhoneiro que confessou o crime horas depois.

O suspeito foi preso na rodovia AL-101 Sul, em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, ainda na noite do sábado. Já dentro da viatura policial, ele explicou aos agentes o que havia acontecido. Segundo sua versão, tudo começou quando seu enteado lhe contou que o namorado de Maria Amanda havia agredido uma criança de dois anos de idade. Ele disse que começou a discutir com a ex-mulher sobre o assunto. Enquanto isso, ele estava cortando carne na cozinha. Maria Amanda teria lhe dado um tapa no rosto. Naquele momento, ele afirmou ter "perdido a cabeça". Quando perguntado quantas facadas havia desferido, respondeu que não lembrava. Confirmou apenas que as facadas atingiram principalmente o peito da vítima.

O homem também revelou à polícia que pretendia procurar o namorado de Maria Amanda, ao saber que ele trabalharia em Marechal Deodoro. Essa informação sugere que a violência poderia ter se estendido além do que ocorreu naquela noite.

No domingo, 1º de setembro, foi realizada a audiência de custódia perante o 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital. O juizado decidiu pela manutenção da prisão preventiva do suspeito. A decisão mantém o homem preso enquanto o processo segue seu curso na Justiça de Alagoas.

O crime expõe mais uma vez a realidade da violência doméstica no estado. Maria Amanda era mãe de três filhos, dois dos quais perderam o pai biológico para a prisão e a mãe para a morte, tudo em questão de horas. O terceiro filho, de um relacionamento anterior, também ficou órfão de mãe. A decisão judicial de manter o suspeito preso reflete a gravidade do caso e a preocupação do sistema de justiça em proteger possíveis vítimas futuras, especialmente considerando que o homem havia manifestado intenção de procurar o namorado da ex-mulher.

Meu enteado falou para mim: pai, o namorado da mãe bateu na Lelinha, que tem dois anos. Eu comecei a discutir com ela. Eu estava cortando carne. Aí ela deu um tapa na minha cara e, quando eu virei, foi que perdi a cabeça.
— O suspeito, em depoimento à polícia
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
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O que levou a essa discussão que terminou em violência?

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Segundo o próprio suspeito, tudo começou quando seu enteado lhe contou que o namorado de Maria Amanda havia agredido uma criança de dois anos. Ele diz que começou a discutir com a ex-mulher sobre isso, mas a situação escalou rapidamente.

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E como a discussão virou agressão?

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Ele estava cortando carne na cozinha quando Maria Amanda o teria agredido com um tapa no rosto. Ele diz que naquele momento "perdeu a cabeça" e começou a desferir as facadas. Não lembra quantas foram.

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Há algo que sugira que isso poderia ter ido além?

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Sim. Ele disse à polícia que pretendia procurar o namorado de Maria Amanda, ao saber que ele trabalharia em Marechal Deodoro. Isso indica que a raiva dele não estava apenas direcionada à ex-mulher.

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Como o sistema de justiça respondeu?

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O juizado de violência doméstica decidiu manter a prisão preventiva. A decisão foi tomada no domingo, um dia após o crime, durante a audiência de custódia.

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Qual é o impacto humano disso tudo?

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Maria Amanda deixou três filhos. Dois deles perderam o pai para a prisão e a mãe para a morte. O terceiro, de um relacionamento anterior, perdeu a mãe. São crianças que agora ficam sem nenhum dos pais.

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