Juiz ordena deportação de mexicano após 25 anos nos EUA

Juan Reyna enfrenta separação familiar e deportação após 25 anos de vida nos EUA, deixando esposa com problemas de saúde e dois filhos no país.
Não sou um perigo. Não sou uma ameaça para este país.
Juan Reyna, falando do centro de detenção onde aguarda deportação após 25 anos nos EUA.

Depois de 25 anos construindo raízes nos Estados Unidos, Juan Reyna, um mexicano de 48 anos sem antecedentes criminais, recebeu de um centro de detenção do ICE a confirmação de que seria deportado para o México — um destino que, para ele, é quase um país estrangeiro. A decisão judicial, anunciada em 28 de janeiro de 2022, contraria as próprias diretrizes do governo Biden, que orientam as autoridades a priorizarem a expulsão de criminosos e terroristas, não de imigrantes de longa permanência com família estabelecida no país. O caso de Reyna revela a distância que pode existir entre a política proclamada e a justiça praticada.

  • Juan Reyna está detido há mais de um ano e acaba de receber sua segunda ordem de deportação em menos de dois meses, com apenas 30 dias para recorrer.
  • Sua esposa enfrenta problemas de saúde e seus dois filhos permanecem nos EUA — a deportação significaria uma ruptura familiar irreversível.
  • Os congressistas Lloyd Doggett e Joaquín Castro pressionam publicamente o ICE pela libertação de Reyna, ampliando o alcance político do caso.
  • A decisão judicial contradiz diretamente as diretrizes do secretário Mayorkas, que em setembro de 2021 orientou o foco das deportações para criminosos e migrantes recentes — categorias que Reyna não preenche.
  • O caso permanece em aberto: se o recurso será aceito, se o governo Biden intervirá ou se Reyna será separado definitivamente de sua família ainda é incerto.

Juan Reyna soube pelo telefone de um centro de detenção do ICE, perto de Austin, que um juiz havia ordenado sua deportação para o México. Aos 48 anos e após 25 anos vivendo nos Estados Unidos, ele tinha 30 dias para tentar reverter a decisão — a segunda ordem de expulsão em menos de dois meses.

Reyna chegou aos EUA em 1996 sem documentação legal. Ao longo de mais de duas décadas, casou-se com Guadalupe Martínez, teve dois filhos e trabalhou. Em 2021, foi preso e encaminhado ao centro de detenção do ICE, onde permaneceu por mais de um ano. A ONG Raices assumiu sua defesa, e sua chefe de advocacia, Erika Andiola, confirmou o resultado: 'Hoje se ordenou oficialmente a deportação de Juan Reyna.'

Do centro de detenção, ele falou à imprensa: 'Não sou um perigo para a sociedade. Não sou uma ameaça para este país.' Seu caso ganhou apoio político: os congressistas texanos Lloyd Doggett e Joaquín Castro pediram publicamente ao ICE que o libertasse, destacando que sua esposa enfrenta problemas de saúde e que seus filhos estão nos EUA.

A ordem, no entanto, contrariava as próprias diretrizes do governo Biden. Em setembro de 2021, o secretário Alejandro Mayorkas havia instruído as autoridades a concentrarem esforços na deportação de suspeitos de terrorismo, condenados por crimes graves ou migrantes recentes — nenhuma dessas categorias se aplicava a Reyna. Seu caso tornou-se, assim, um espelho da tensão entre a política de imigração anunciada e as decisões que continuam sendo tomadas nos tribunais.

Juan Reyna recebeu a notícia por telefone, de um centro de detenção do ICE perto de Austin. Um juiz havia ordenado sua deportação para o México. Aos 48 anos, depois de viver nos Estados Unidos por 25 anos, ele agora tinha 30 dias para tentar reverter a decisão — a segunda ordem de expulsão em menos de dois meses.

Reyna chegou aos EUA em 1996, sem documentação legal. Durante mais de duas décadas, construiu uma vida: casou-se com Guadalupe Martínez, teve dois filhos, trabalhou. Mas em 2021, foi preso e levado para o centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega, onde permanecia há mais de um ano aguardando o processo que agora se concretizava.

A ordem de deportação de 28 de janeiro ratificava uma decisão anterior, de 3 de dezembro de 2021. Erika Andiola, chefe do escritório de defesa da ONG Raices, que assumiu sua representação legal, confirmou o resultado à agência de notícias. "Hoje se ordenou oficialmente a deportação de Juan Reyna", disse ela em comunicado.

Do telefone do centro de detenção, Reyna falou à imprensa: "Não sou um perigo para a sociedade. Não sou uma ameaça para este país". Sua situação havia atraído atenção política. Os congressistas texanos Lloyd Doggett e Joaquín Castro pediram publicamente que o ICE o libertasse, argumentando que ele deveria estar com sua família — sua esposa enfrenta problemas de saúde e seus filhos estão nos EUA.

A decisão judicial, porém, entrava em conflito com as diretrizes do governo Biden. Em 30 de setembro de 2021, o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, havia instruído as autoridades de imigração a concentrarem esforços na expulsão de pessoas suspeitas de terrorismo, aquelas condenadas por crimes graves, ou migrantes que tivessem cruzado a fronteira recentemente de forma ilegal. Reyna não se encaixava em nenhuma dessas categorias. Ele era um imigrante de longa permanência, sem antecedentes criminais mencionados, com raízes familiares profundas no país.

Agora, com a ordem de deportação em vigor, Reyna tinha um mês para apresentar um recurso. O que aconteceria depois — se conseguiria reverter a decisão, se seria separado de sua família, se a administração Biden interviria — permanecia incerto. Seu caso ilustrava a tensão entre as políticas de imigração anunciadas e as decisões que continuavam sendo tomadas nos tribunais.

Não sou um perigo para a sociedade. Não sou uma ameaça para este país.
— Juan Reyna, em entrevista por telefone
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que um caso como o de Juan Reyna chama atenção agora, depois de 25 anos?

Model

Porque a contradição é clara. Ele não é um criminoso, não é uma ameaça. Mas o sistema o trata como se fosse inevitável expulsá-lo, mesmo quando as próprias políticas do governo dizem que não deveriam.

Inventor

Os congressistas apoiam sua libertação. Isso muda algo?

Model

Muda a conversa pública, talvez. Mas um juiz já ordenou a deportação. O apoio político é importante, mas não é garantia. Reyna tem 30 dias para recorrer, e tudo depende de como esse recurso é julgado.

Inventor

E sua família? Ele tem filhos nos EUA.

Model

Sim. Dois filhos e uma esposa com problemas de saúde. Se for deportado, eles ficam para trás. É a parte que nenhuma política consegue resolver — a separação.

Inventor

Isso viola alguma lei ou direito?

Model

Tecnicamente, não. Ele entrou ilegalmente em 1996. Mas há uma questão moral: depois de 25 anos, de ter construído uma vida inteira aqui, o que significa "ilegal" ainda?

Inventor

O governo Biden não deveria estar protegendo casos como esse?

Model

Deveria, segundo as diretrizes. Mas as diretrizes não vinculam os juízes. E Reyna está preso há mais de um ano, esperando. Às vezes, a política e a prática não andam juntas.

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