Jorge Viana critica disputa da direita acreana por "extremismo"

Brigam para ver quem é mais extremista do que o outro
Viana critica a competição entre candidatos de direita no Acre, descrevendo-a como uma disputa destrutiva e vazia de propostas.

Em um estado que já viu seu PIB quintuplicar sob sua liderança, Jorge Viana observa com frustração contida como a política acreana se tornou palco de uma corrida ao extremismo, onde candidatos competem não por propostas, mas por radicalidade. O ex-governador e presidente da ApexBrasil, pré-candidato ao Senado pelo PT em 2026, argumenta que esse clima não é apenas moralmente empobrecedor — é um obstáculo concreto ao desenvolvimento e ao investimento no Acre. Para Viana, a verdadeira divisão não é ideológica, mas entre quem tem um plano real para a prosperidade e quem constrói poder sobre o vazio e o ressentimento.

  • Viana acusa candidatos de direita de disputar quem é 'mais extremista', descrevendo a competição como vergonhosa e destituída de qualquer proposta concreta para o estado.
  • O extremismo político, na avaliação dele, já produziu danos tangíveis: ninguém quer investir no Acre, um contraste gritante com os anos em que o estado atraía pessoas e recursos.
  • A divisão de famílias em nome de pautas contra a diversidade é apontada como a contradição central da direita acreana — que prega a defesa da família enquanto a fragmenta.
  • Viana ainda cumpre compromissos na Apex — incluindo a entrega de uma sede histórica inspirada em Burle Marx — antes de retornar ao Acre para a campanha de 2026.
  • Sua plataforma implícita é a restauração: não de um partido, mas de um clima de prosperidade, unidade e orgulho acreano que ele associa ao seu próprio governo.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil e pré-candidato ao Senado pelo PT em 2026, foi direto ao criticar o campo político adversário no Acre: os candidatos de direita, segundo ele, abandonaram qualquer pretensão de apresentar propostas e passaram a competir entre si sobre quem representa o extremismo mais puro. "Brigam para ver quem é mais extremista", disse, classificando a disputa como vergonhosa.

Para Viana, essa corrida revela um vazio de propósito. As plataformas da direita acreana, em sua leitura, constroem-se sobre o desprezo à diversidade — pautas que pregam a defesa da família enquanto, paradoxalmente, a dividem. O contraste que ele oferece é pessoal e quantificável: durante seus oito anos como governador, o PIB do Acre cresceu cinco vezes. Havia prosperidade visível, pessoas chegando ao estado. Hoje, afirma, ninguém quer investir no Acre — e o clima de extremismo é parte do problema.

Viana rejeita a divisão entre direita e esquerda como uma "falácia". O que importa, argumenta, é quem tem um plano real para gerar emprego e melhorar a vida da população mais pobre. A extrema-direita, sustenta, inventa histórias sobre como a prosperidade surge do nada, sem planejamento ou esforço.

Sobre sua trajetória, Viana afasta acusações implícitas de carreirismo: foi prefeito e saiu, foi governador e saiu. Agora, após coordenar 19 encontros internacionais com o presidente Lula na Apex, envolvendo quase sete mil empresários, sente-se preparado para retornar ao estado com experiência acumulada — e, nas suas palavras, com "amor" e "carinho".

Antes disso, porém, há compromissos a cumprir. Entre eles, a entrega da nova sede da Apex — um edifício que a instituição nunca possuiu em seus 23 anos, inspirado no paisagismo de Burle Marx e concebido como vitrine do que o Brasil tem a oferecer. Viana quer a imprensa acreana presente na inauguração. Onde ele vai, diz, leva o Acre consigo.

O tom é de frustração contida. Não dá para viver em clima de extremismo. O que Viana quer para o Acre é simples na formulação, ambicioso na execução: coisas bonitas, coisas funcionando, e um povo que se abrace com orgulho de ser acreano.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil e pré-candidato ao Senado pelo PT para 2026, não poupou críticas à direita acreana nesta sexta-feira. Sua acusação é direta: os candidatos de direita estão menos preocupados em apresentar propostas e mais interessados em competir entre si sobre quem representa o extremismo mais puro. "Brigam para ver quem é mais extremista", disse, descrevendo a disputa como "vergonhosa".

Para Viana, essa competição revela um vazio de propósito. Os candidatos de direita, segundo ele, constroem suas plataformas sobre o desprezo às pessoas e a rejeição à diversidade — pautas que, paradoxalmente, pregam a defesa da família enquanto a dividem. O contraste que Viana oferece é pessoal e quantificável. Durante seus oito anos como governador, o PIB do Acre cresceu cinco vezes. As pessoas vinham para o estado, não saíam dele. Havia um clima de prosperidade visível. Hoje, disse, ninguém quer investir no Acre. O clima político de extremismo, em sua avaliação, tornou-se um obstáculo ao desenvolvimento.

Viana argumenta que a verdadeira divisão não deveria ser entre direita e esquerda — uma "falácia", em suas palavras — mas entre quem tem um plano real para gerar emprego e melhorar a vida da população mais pobre e quem não tem. Quem defende prosperidade genuína, com metas claras, trabalho honesto e execução consistente, não é de extrema-direita. A extrema-direita, sustenta, inventa histórias sobre como a prosperidade surge do nada, sem planejamento ou esforço.

Sobre sua própria trajetória, Viana rejeita a acusação implícita de carreirismo. Foi prefeito e saiu. Foi governador e saiu. Ficou fora. Agora, com a experiência acumulada na Apex — onde coordenou 19 encontros internacionais com o presidente Lula, envolvendo quase sete mil empresários — sente-se preparado para retornar ao Acre não por obrigação, mas com "amor" e "carinho". Quando questionado sobre quando deixará a Apex para iniciar sua campanha, confirmou que gostaria de estar no estado agora, mas ainda tem compromissos a cumprir. Há um tarifário americano que foi superado. E há a entrega da nova sede da Apex, que a instituição nunca havia possuído em seus 23 anos de existência.

Essa sede, segundo Viana, é um projeto arquitetônico notável, inspirado no conceito de cuidado e no paisagismo de Burle Marx. É, em suas palavras, uma vitrine do que o Brasil tem a oferecer. Viana quer a imprensa acreana presente na inauguração para testemunhar que, mesmo em meio a negociações internacionais complexas, conseguiu construir um dos edifícios mais interessantes do país. Onde ele vai, leva o Acre consigo. Se faz bem-feito o trabalho na Apex, seus irmãos acreanos ficarão orgulhosos.

O tom de Viana ao falar do estado é de frustração contida. Não dá para viver em um clima de extremismo. O pessoal disputando quem é mais de extrema-direita não é mais "de direita" — é atraso puro, e esse atraso está prejudicando o Acre. Viana não concorda em ver seu estado se atrasando, as coisas abandonadas. Quer coisas bonitas, quer coisas funcionando, quer que todo mundo se abrace e tenha orgulho de ser acreano. Essa é a plataforma implícita: não extremismo, não divisão, mas restauração da prosperidade e da unidade que, em sua narrativa, caracterizaram seu governo anterior.

Essas pessoas não têm vergonha de estar fazendo o que estão fazendo. Ficam brigando para ver quem é mais extremista do que o outro.
— Jorge Viana
Para ter prosperidade tem que ter um plano, metas bem definidas, muito trabalho, tem que fazer as coisas honestamente, em vez de ficar só pensando na próxima eleição.
— Jorge Viana
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Quando você diz que a direita está "brigando para ver quem é mais extremista", está descrevendo uma competição real ou uma dinâmica que você vê como autodestrutiva?

Model

É uma dinâmica que vejo como autodestrutiva. Não é que eles estejam competindo por ser extremistas de verdade — é que estão usando a linguagem do extremismo como moeda de troca política. E isso afasta investimento, afasta pessoas, esvazia o estado.

Inventor

Você menciona que o PIB cresceu cinco vezes durante seu governo. Por que esse número importa tanto nessa conversa?

Model

Porque mostra que prosperidade é possível. Não é um sonho. É um fato que aconteceu aqui, neste estado. Quando você tem um plano, trabalha honestamente, executa — as coisas funcionam. Hoje ninguém quer vir para o Acre. Isso não é coincidência.

Inventor

Há uma tensão entre você estar na Apex agora e querer estar no Acre campanhando. Como você resolve isso?

Model

Não é uma tensão que eu resolvo sozinho. É uma responsabilidade que assumi. Mas estou entregando coisas — a sede da Apex, por exemplo. Quando eu sair daqui, vou para lá com as mãos limpas e com trabalho feito.

Inventor

Você rejeita o rótulo de "carreirista". Mas estar em vários cargos, mesmo que tenha saído deles, não é uma forma de carreira?

Model

Não é a mesma coisa. Carreirista é quem fica agarrado ao poder, quem não sai. Eu saí. Fiquei fora. Só volto agora porque tenho algo a oferecer, não porque preciso do cargo.

Inventor

A crítica à "divisão de famílias" pela extrema-direita — você vê isso como um problema moral ou político?

Model

Os dois. Mas principalmente político. Quando você constrói uma agenda que divide as pessoas, você enfraquece o estado. Você tira a capacidade de trabalhar junto. E um estado que não trabalha junto não prospera.

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