Jardim elogia Lorran e Wallace Yan e destaca desafio de integrar base no Flamengo

No futebol não há milagres, e essa é minha preocupação
Jardim explica por que jogadores parados há muito tempo precisam de mais tempo de integração antes de competir.

Em Portugal, durante a intertemporada do Flamengo, o técnico Leonardo Jardim encontrou nos jovens Lorran e Wallace Yan não apenas gols, mas uma resposta à pergunta que todo grande clube carrega: como abrir espaço para o novo sem trair a exigência do que já existe? A vitória sobre o Lausanne foi menos um resultado e mais um laboratório — um momento em que o futebol, raramente generoso com a juventude, ofereceu uma janela, e dois garotos souberam atravessá-la.

  • Lorran e Wallace Yan marcaram gols no amistoso contra o Lausanne, aproveitando a oportunidade rara que Jardim criou ao escalar vários jovens da base.
  • A cultura de exigência do Flamengo pressiona por titulares, tornando cada minuto cedido a um garoto uma decisão que precisa ser justificada com desempenho.
  • Lesões em Arrascaeta e outros jogadores-chave abrem uma lacuna real no corredor e na meia ofensiva, e Jardim admite dúvidas sobre o tempo de recuperação.
  • O técnico alerta que jogadores parados por mais de três meses não voltam ao nível anterior com facilidade — no futebol, diz ele, não há milagres.
  • O próximo desafio é o Benfica no sábado pelo troféu do Algarve, com Jardim equilibrando a preparação e a cautela para não arriscar jogadores antes das competições oficiais.

Leonardo Jardim saiu da vitória do Flamengo sobre o Lausanne com mais do que um placar favorável. Lorran e Wallace Yan marcaram gols e responderam à confiança do técnico, que optou por escalar vários jovens da base naquele amistoso de preparação em Portugal. Para Jardim, o critério de avaliação vai além dos gols — o que importa é o que o jogador apresenta durante os noventa minutos.

O técnico reconheceu a pressão que existe em um clube como o Flamengo, onde a cultura de exigência é forte e muitos esperavam ver apenas os titulares em campo. Ainda assim, ele quis garantir que nenhum jovem terminasse a intertemporada sem ter tido minutos. Este foi o segundo teste da pré-temporada, após o empate de 2 a 2 com o River Plate. O terceiro e último jogo seria contra o Benfica, no sábado, pelo troféu do Algarve.

Mas havia preocupações mais profundas. Jardim não tinha informações sobre a disponibilidade de Carrascal e Léo Pereira, e alertou que jogadores parados por mais de quarenta e cinco dias precisam de um processo de reintegração longo. O caso de Arrascaeta era o mais delicado: três meses sem jogar, um jogador que raramente consegue fazer noventa minutos completos e que precisaria ser gerido com cuidado ao longo da temporada. Jardim não queria ser pessimista, mas reconhecia a necessidade de uma alternativa de qualidade naquela posição.

Contra o Benfica, a cautela prevaleceria. Jardim não pretendia arriscar jogadores pensando nas competições oficiais que começariam no fim do mês. Motivado e feliz em Portugal, perto de pessoas com quem construiu relações ao longo dos anos, o técnico deixou claro que qualquer adversário o move — porque enquanto estiver no futebol, a motivação não falta.

Leonardo Jardim saiu da vitória do Flamengo sobre o Lausanne com uma reflexão que vai além do placar. Dois garotos da base — Lorran e Wallace Yan — marcaram gols e cumpriram o que o técnico esperava deles naquele amistoso de preparação. Mas o que Jardim quis deixar claro é que nem sempre o futebol oferece espaço para esses meninos, e quando oferece, é preciso aproveitar.

O treinador falou sobre a pressão que existe em um clube como o Flamengo, onde a torcida e a instituição carregam uma cultura muito forte de exigência. Naquele jogo, muitos queriam ver apenas os titulares em campo. Jardim tinha outra ideia: colocou vários garotos para jogar, e não queria que ninguém terminasse o período de preparação em Portugal sem ter tido minutos. Lorran e Wallace Yan responderam marcando. Outros também mostraram competência, mesmo sem balançar a rede. O técnico deixou claro que não avalia apenas por gols — o que importa é o que o jogador apresenta durante os noventa minutos.

Este foi o segundo teste da intertemporada. Na sexta anterior, o Flamengo havia empatado 2 a 2 com o River Plate. O terceiro e último jogo seria no sábado contra o Benfica, em Portugal, disputando o troféu do Algarve. Jardim descreveu aquele duelo com o Lausanne como um jogo de treino, importante para consolidar ideias, para dar minutos àqueles que tinham jogado menos contra o River, e para avaliar alguns dos jovens que trabalham com a comissão. A vitória também importava, porque motiva, especialmente os garotos.

Mas havia preocupações maiores no horizonte. Jardim ainda não tinha informações sobre quando Carrascal e Léo Pereira estariam disponíveis. O que o técnico enfatizava é que quarenta e cinco dias parados exigem um trabalho de integração forte. Um jogador normal tira trinta dias de férias, volta, treina uma semana e consegue competir. Quando passa de um mês, precisa de mais. E quando são jogadores que já não jogam há três meses — como era o caso de alguns no elenco — o tempo de adaptação às cargas, ao ritmo, é ainda maior. No futebol não há milagres, repetiu Jardim.

A maior carência estava nos corredores e na meia ofensiva. Arrascaeta era um jogador fantástico, mas já não jogava há três meses. Jardim não sabia quanto tempo seria necessário para ele voltar ao seu nível anterior. Sabia também que Arrascaeta raramente conseguia fazer noventa minutos — precisava ser gerido ao longo da temporada. Com essa dupla lesão, três meses sem jogar, o técnico não queria ser pessimista, mas tinha dúvidas. Na Europa, quando um jogador para um mês, faz uma pré-temporada de quatro semanas. Imagina um jogador com essa lesão. Por isso Jardim achava importante ter uma alternativa de qualidade, alguém que pudesse trabalhar junto com Arrascaeta e, às vezes, até jogar junto.

Jardim também tocou em um tema que o incomodava há anos: a escolha de técnicos estrangeiros em seleções. Mencionou que um país como Portugal desenvolve treinadores, tem treinadores em todos os países do mundo com carreiras internacionais sólidas. Não havia necessidade de apostar em um estrangeiro. Defendia que se voltasse um treinador português, seria acertar os pontos. Era isso que se defendia na formação dos treinadores — um processo que já tinha começado anos atrás e que deveria ter continuidade.

O próximo jogo contra o Benfica seria de preparação, mas não sem cuidado. Jardim não queria arriscar situações dos seus jogadores para as competições que começariam no fim do mês, porque já eram poucos. O amistoso poderia não ser tão competitivo, mas não correria riscos no jogo oficial. Tanto Benfica quanto Flamengo queriam jogar bem e ter um bom resultado, mas a cautela prevalecia. Jardim estava motivado e feliz em Portugal, perto de pessoas com quem tinha criado relação ao longo dos anos. Mas em relação aos jogos, qualquer adversário o motivava — pequeno ou grande, português ou estrangeiro. Porque estava no futebol. No dia em que deixasse a motivação, dizia, iria para casa fazer outra coisa qualquer.

Em um clube como o Flamengo, a pressão é muito grande e nem sempre existe espaço para lançar jogadores jovens
— Leonardo Jardim
Quando é mais de um mês, precisa mais do que essa semana de treinos para competir
— Leonardo Jardim
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Jardim insistiu tanto em dar minutos para os garotos se o Flamengo tem uma cultura que prioriza os titulares?

Model

Porque ele entende que uma pré-temporada é o único momento em que você pode testar sem risco. Se não fizer isso agora, quando a temporada oficial começar no dia 22, vai estar em apuros — e já estava com poucos jogadores disponíveis.

Inventor

Mas e a pressão? Ele mesmo disse que a torcida queria só titulares.

Model

Exatamente. Jardim está dizendo que essa pressão existe e é real, mas que um técnico tem que ter coragem de ignorá-la em certos momentos. Os garotos precisam de oportunidades, e se não as tiverem agora, nunca terão.

Inventor

Ele pareceu preocupado com Arrascaeta. Por quê?

Model

Porque Arrascaeta é um jogador de qualidade, mas já não joga há três meses. Jardim não sabe quanto tempo vai levar para voltar ao nível anterior. E historicamente, Arrascaeta não consegue fazer noventa minutos — precisa ser gerido. Então Jardim quer uma alternativa de qualidade.

Inventor

E essa alternativa seria um reforço?

Model

Provavelmente. Jardim deixou claro que a maior carência está nos corredores e na meia ofensiva. Ele quer alguém que possa trabalhar junto com Arrascaeta, às vezes até jogar junto.

Inventor

Ele falou sobre técnicos portugueses na seleção. Isso é pessoal ou profissional?

Model

É uma convicção. Jardim acha que Portugal desenvolve bons treinadores e não precisa de estrangeiros. É uma crítica à cultura, não a uma pessoa específica. Ele defende que se volte a apostar em técnicos portugueses.

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