Israel alerta EUA sobre novo plano iraniano para assassinar Trump

Contexto histórico: morte do general iraniano Qasem Soleimani em ataque com drone ordenado por Trump em 2020; morte recente do aiatolá Ali Khamenei.
É preciso remover o câncer logo no início
Trump descreveu assim sua visão sobre como lidar com o que chamou de ameaça iraniana.

Em meio a negociações nucleares frágeis e um cessar-fogo que se desfaz, Israel transmitiu aos Estados Unidos um alerta sobre um suposto plano iraniano para assassinar o presidente Trump — um aviso que chega carregado de história, dado o assassinato do general Soleimani em 2020 e a morte recente do aiatolá Khamenei. A inteligência americana ainda não confirmou as informações de forma independente, e vozes dentro do próprio governo questionam se o relato israelense serve tanto à segurança quanto à política. No espaço entre a ameaça real e a manobra estratégica, Trump deverá decidir o próximo passo de uma crise que envolve porta-aviões em prontidão, diplomatas nos bastidores e multidões em Teerã pedindo sua morte.

  • Israel alertou Washington esta semana sobre um plano iraniano específico e novo para matar Trump, elevando o nível de alarme numa relação já tensa entre as três nações.
  • Dentro do governo americano, a desconfiança é aberta: alguns oficiais suspeitam que Netanyahu usa o alerta para pressionar Trump a agir militarmente contra o Irã, num momento em que os dois líderes divergem sobre estratégia.
  • No USS Abraham Lincoln, caças foram armados e pilotos realizaram exercícios — sinal de que a opção militar permanece sobre a mesa, mesmo que ainda não tenha sido acionada.
  • Apesar de Trump declarar encerrado o Memorando de Entendimento com Teerã, negociações nucleares continuam nos bastidores com prazo até meados de agosto, revelando a contradição entre retórica e diplomacia.
  • O que vier a seguir depende de como Trump lê o alerta israelense: inteligência genuína ou peça num jogo geopolítico maior — e essa leitura pode determinar se haverá guerra ou acordo.

Na quarta-feira, Trump disse a repórteres que estava em todas as listas de morte do Irã — e que provavelmente era o primeiro nome em cada uma delas. Dias antes, Israel havia compartilhado com os EUA informações de inteligência sobre um novo plano específico de Teerã para assassiná-lo. Os detalhes ainda não estavam claros, e Washington não havia verificado as informações de forma independente. Ainda assim, o aviso não era isolado: nos últimos dias, havia um fluxo constante de inteligência sobre possíveis ameaças contra o presidente.

Nem todos em Washington, porém, acreditavam que o relato israelense era o que parecia ser. Alguns oficiais americanos sugeriram que poderia ser uma tentativa de influenciar Trump enquanto ele ponderava ações militares contra o Irã. A desconfiança tinha raízes: Netanyahu havia manifestado dúvidas sobre os esforços diplomáticos de Trump com Teerã e entrado em conflito com ele sobre operações no Líbano. Os dois líderes falaram por telefone na quinta-feira, e uma visita do primeiro-ministro a Washington estava sendo planejada.

O peso da história era inescapável. Trump havia ordenado o ataque que matou o general Soleimani em 2020, e o governo americano alertava há anos sobre o risco de retaliação iraniana. No fim de semana, multidões em Teerã pediram a morte de Trump durante os funerais do aiatolá Khamenei, assassinado no início da guerra.

No USS Abraham Lincoln, caças foram armados e pilotos realizaram exercícios — preparativos para o caso de ataques militares se tornarem necessários. Mas a escolha, por ora, havia sido pela diplomacia. Apesar de Trump declarar encerrado o Memorando de Entendimento com Teerã, negociações nucleares continuavam nos bastidores com prazo até meados de agosto. O que viria a seguir dependeria de como Trump interpretasse o alerta israelense: inteligência genuína ou manobra política num tabuleiro cada vez mais perigoso.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump disse aos repórteres que estava em todas as listas de morte do Irã — e que era provável que fosse o primeiro nome em cada uma delas. Dias antes, Israel havia compartilhado com os Estados Unidos informações de inteligência apontando que Teerã havia desenvolvido um novo plano específico para assassiná-lo. O alerta chegou nesta semana, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto que falaram com a CNN.

Os detalhes da conspiração que Israel descreveu ainda não estavam claros. Os EUA, por sua vez, ainda não haviam verificado independentemente as informações. Mas o aviso não era isolado. Autoridades americanas disseram que nos últimos dias havia um fluxo constante de inteligência sobre possíveis tentativas contra Trump — embora o alerta israelense fosse novo e descrevesse uma conspiração distinta. A Casa Branca, quando questionada sobre o relato, simplesmente reforçou as palavras que Trump havia dito publicamente: que o Irã o queria morto, que ele era um alvo, e que era preciso "extirpar esse câncer" logo no início.

Mas nem todos em Washington acreditavam que o relato israelense era o que parecia ser. Alguns oficiais americanos sugeriram que poderia ser uma tentativa de influenciar Trump enquanto ele considerava se deveria intensificar ações militares contra o Irã. Membros da comunidade de inteligência dos EUA, historicamente céticos em relação aos relatos israelenses, apontaram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia manifestado sérias dúvidas sobre os esforços diplomáticos de Trump com Teerã e havia entrado em conflito com ele sobre operações militares israelenses no Líbano. Netanyahu e Trump falaram por telefone na quinta-feira, e uma visita do primeiro-ministro a Washington estava sendo planejada.

O contexto histórico pesava sobre tudo isso. Trump havia ordenado um ataque com drone em 2020 que matou Qasem Soleimani, um general iraniano importante. O governo americano alertava há tempos que o Irã poderia tentar vingar-se. Agora, no fim de semana, multidões de iranianos pediram a morte de Trump durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo que havia sido assassinado no início da guerra.

As tensões entre Washington e Teerã estavam em escalada. Os dois lados trocavam ameaças e ataques. Um cessar-fogo de 60 dias que deveria encerrar as hostilidades parecia estar desmoronando. Na noite de quinta-feira, havia preparativos para possíveis ataques militares americanos caso fossem necessários — no USS Abraham Lincoln, equipes armaram caças e pilotos realizaram exercícios. O comandante do porta-aviões, Dan Keeler, disse aos milhares de tripulantes que a situação estava se intensificando. Pilotos continuaram realizando operações defensivas de rotina, com voos decolando ao longo do dia e da noite.

Mas a opção, por enquanto, havia sido pela diplomacia. Autoridades americanas disseram que os esforços diplomáticos com o Irã continuavam ocorrendo nos bastidores, apesar de Trump ter declarado no dia anterior que o Memorando de Entendimento com Teerã estava "encerrado". Washington e Teerã estavam trabalhando para alcançar um acordo nuclear até meados de agosto. A comunidade de inteligência americana estava monitorando vários atores que haviam discutido ataques, mas que ainda não haviam agido. Havia temor de que o Irã pudesse visar não apenas Trump, mas diversas autoridades de alto escalão, atuais e antigas. O que viria a seguir dependeria de como Trump interpretasse o alerta israelense — e se ele acreditaria que era inteligência genuína ou uma manobra política.

Eles querem eliminar o líder dos EUA — eu. Estou em qualquer lista que seja... São pessoas más, doentes. E temos de extirpar esse câncer.
— Donald Trump, presidente dos EUA
A situação estava se intensificando
— Dan Keeler, comandante do USS Abraham Lincoln
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Israel estaria compartilhando essa inteligência agora, neste momento específico?

Model

Netanyahu tem discordâncias reais com Trump sobre como lidar com o Irã. Ele duvida da abordagem diplomática de Trump e entrou em conflito com ele sobre operações no Líbano. Compartilhar um alerta sobre uma conspiração para matar Trump pode ser uma forma de pressionar o presidente para ações militares mais agressivas.

Inventor

Mas isso não seria arriscado? Parecer que está manipulando o presidente?

Model

Sim, é por isso que alguns oficiais americanos são céticos. Eles sabem que Israel tem incentivos próprios. Mas Netanyahu pode calcular que o risco vale a pena se conseguir influenciar Trump a ser mais duro com o Irã.

Inventor

Os EUA realmente acreditam que o Irã está planejando matar Trump?

Model

Não sabem. Ainda não verificaram independentemente as informações. Mas o Irã tem histórico — Trump matou Soleimani em 2020, e o Irã jurou retaliação. Agora o líder supremo foi assassinado. As emoções estão altas.

Inventor

Então por que não atacar o Irã imediatamente?

Model

Porque há negociações nucleares em andamento. Washington quer um acordo até meados de agosto. Um ataque poderia destruir essas conversas. É um equilíbrio delicado — preparar-se para a guerra enquanto tenta fazer paz.

Inventor

E Trump? Ele parece acreditar que está em perigo real.

Model

Ele disse que está em todas as listas de morte do Irã. Pode ser que acredite genuinamente, ou pode ser que esteja usando a ameaça para justificar ações militares que já queria tomar. É difícil saber onde termina a preocupação legítima e começa a retórica política.

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