Irã anuncia fim da guerra e acordo com EUA a ser assinado em junho

A conclusão do acordo não significa confiar no inimigo
O vice-chanceler iraniano enfatiza que o Irã negocia de forma pragmática, não ideológica.

No limiar de um domingo de junho, duas nações que por décadas se encararam com desconfiança e hostilidade anunciaram ao mundo que haviam encontrado, ao menos provisoriamente, um caminho fora da guerra. O Irã e os Estados Unidos fecharam um acordo que promete silenciar operações militares em múltiplas fronteiras, reabrir o Estreito de Ormuz ao comércio livre e inaugurar um período de 60 dias em que a diplomacia terá a chance de substituir as armas. A história sabe que acordos provisórios são frágeis por natureza — mas também que, às vezes, é exatamente o provisório que abre espaço para o permanente.

  • O vice-chanceler iraniano anunciou no domingo que o fim das operações militares — inclusive no Líbano — seria declarado naquele mesmo dia, surpreendendo o mundo com a velocidade do desfecho.
  • Trump publicou nas redes sociais que o acordo estava fechado e que havia autorizado a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio, enquanto a televisão estatal iraniana apresentava o mesmo resultado como uma vitória do poder militar de Teerã sobre Washington.
  • O Irã condicionou sua participação nas negociações finais ao descongelamento de ativos congelados e deixou um aviso explícito: tomará medidas próprias se detectar violações americanas do acordo.
  • A assinatura oficial está marcada para 19 de junho, na Suíça, e só então o memorando de entendimento será tornado público — com 60 dias de negociações para um acordo definitivo começando a partir dessa data.

No domingo, 14 de junho, o vice-chanceler iraniano confirmou o que o primeiro-ministro paquistanês Shebaz Shariff já havia sinalizado horas antes: Irã e Estados Unidos haviam fechado um acordo provisório de paz. O fim das operações militares em múltiplas fronteiras — incluindo o Líbano, onde o Irã apoiava o Hezbollah — seria declarado naquele mesmo dia, com a assinatura oficial agendada para 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump não esperou pela cerimônia formal. Publicou no Truth Social que o acordo estava completo e que havia autorizado a reabertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio, anunciando também a retirada do bloqueio naval americano. A televisão estatal iraniana, porém, narrou o mesmo desfecho sob outra perspectiva: teria sido o poder militar do Irã e suas ameaças que forçaram Washington a aceitar os termos. Segundo essa versão, o tráfego marítimo no Golfo Pérsico passaria a ser regulado pelo Irã em coordenação com Omã.

O vice-chanceler iraniano foi enfático ao dizer que o acordo não significava confiança nos americanos — Teerã só assinou após incorporar todas as suas exigências ao texto. Ele também delineou os próximos passos: negociações para um acordo final ocorrerão nos 60 dias seguintes à assinatura, com mediadores presentes. Há, contudo, uma condição inegociável: o Irã só entrará nessa fase após o descongelamento de seus ativos. E deixou claro que responderá com medidas próprias a qualquer violação americana.

O anúncio representa uma virada em uma relação marcada por décadas de hostilidade, sanções e conflitos por procuração no Oriente Médio. O controle compartilhado do Estreito de Ormuz — uma das rotas comerciais mais vitais do planeta — sinaliza uma reconfiguração do poder no Golfo. Se o provisório evoluirá para algo duradouro, os próximos 60 dias responderão.

No domingo, 14 de junho, o Irã anunciou que o fim da guerra e das operações militares em múltiplas fronteiras — incluindo o Líbano — seria declarado naquele mesmo dia. A notícia veio do vice-chanceler iraniano, que confirmou o que já havia sido sinalizado horas antes pelo primeiro-ministro paquistanês Shebaz Shariff: um acordo entre Teerã e Washington havia sido fechado e seria assinado oficialmente em 19 de junho, na Suíça.

O presidente americano Donald Trump não esperou pela cerimônia formal. Ele publicou na rede social Truth Social que o acordo estava completo e que havia autorizado a reabertura do Estreito de Ormuz sem qualquer cobrança de pedágio. Junto com isso, Trump anunciou a retirada do bloqueio naval americano que havia mantido a via marítima sob pressão. A televisão iraniana, por sua vez, apresentou a negociação sob uma ótica diferente: segundo a emissora estatal, havia sido o poder militar do Irã e suas ameaças que forçaram os Estados Unidos a aceitarem os termos do acordo provisório. De acordo com essa narrativa, o tráfego marítimo no golfo Pérsico seria regulado pelo Irã em coordenação com Omã.

O vice-chanceler iraniano deixou claro que o memorando de entendimento só seria publicado após a assinatura oficial, mas enfatizou um ponto importante: a conclusão do acordo não significava que o Irã confiasse nos americanos. Ele explicou que Teerã havia concordado com o texto apenas depois que todas as exigências finais foram incorporadas ao documento. O diplomata também revelou a estrutura das próximas etapas: negociações para um acordo final aconteceriam em um período de 60 dias após a assinatura, com mediadores presentes nessa fase.

Há, porém, uma condição crucial que o Irã colocou sobre a mesa. O país só entraria nas negociações finais depois que seus ativos congelados fossem descongelados — uma questão que havia sido central nas tensões entre os dois países nos anos anteriores. O Irã também deixou um aviso claro: tomaria medidas próprias se testemunhasse violações do acordo por parte americana. E estabeleceu uma data de início: os compromissos acordados só teriam efeito a partir de 19 de junho, quando a assinatura ocorreria na Suíça.

O anúncio marcou um ponto de virada em uma relação que havia sido marcada por hostilidade aberta, sanções econômicas e operações militares em várias regiões do Oriente Médio. O Líbano, onde o Irã havia apoiado o Hezbollah em confrontos contra Israel, era um dos pontos mais sensíveis. A promessa de fim das operações militares ali representava uma mudança significativa na dinâmica regional. Ao mesmo tempo, o controle compartilhado do Estreito de Ormuz — uma das rotas comerciais mais críticas do mundo — sinalizava uma reconfiguração do poder no Golfo Pérsico. Os próximos 60 dias diriam se o acordo provisório evoluiria para algo mais permanente ou se as desconfianças mútuas voltariam à superfície.

O poder militar do Irã e as ameaças ajudaram a finalizar o texto do acordo
— Vice-chanceler iraniano, via TV iraniana
O Irã só concordou com o texto depois que todas as exigências finais foram incorporadas a ele
— Vice-chanceler iraniano
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o Irã insistiu em anunciar que foi ele quem forçou os americanos a aceitar o acordo?

Model

Porque a narrativa importa tanto quanto o acordo em si. Para a audiência doméstica iraniana, precisava ficar claro que Teerã não cedeu — que negociou de uma posição de força.

Inventor

E quanto ao descongelamento de ativos? Por que isso é tão importante para o Irã?

Model

São bilhões de dólares que foram congelados por sanções americanas. Sem isso, o Irã não entra nas negociações finais. É a moeda de troca que prova se os americanos estão realmente comprometidos.

Inventor

O Estreito de Ormuz é controlado por quem agora?

Model

Teoricamente compartilhado entre Irã e Omã. Mas a realidade é que o Irã ganha influência sobre uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Isso muda o equilíbrio de poder na região.

Inventor

E se uma das partes violar o acordo nos próximos 60 dias?

Model

O Irã deixou claro que tomará medidas próprias. Não especificou quais, mas a ameaça está lá. É um acordo construído sobre desconfiança mútua, não sobre confiança.

Inventor

O Líbano sai ganhando com isso?

Model

Teoricamente sim — o fim das operações militares significa menos conflito. Mas tudo depende se o acordo provisório se torna permanente ou se desmorona quando as negociações finais começarem.

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