Instituto Alana lidera criação de categoria do Earthshot Prize para crianças e adolescentes

Cuidar do planeta é uma urgência que as crianças já sabem como começar
Reflexão da presidente do Instituto Alana sobre o potencial de jovens em propor soluções climáticas.

Quando uma organização brasileira dedicada à infância se une a um príncipe britânico para criar um prêmio climático destinado a crianças, algo mais profundo do que uma parceria institucional está em curso: é o reconhecimento de que as gerações mais jovens já carregam respostas para a crise que herdaram. O Instituto Alana liderou a criação de uma categoria inédita no Earthshot Prize, aberta a jovens de 9 a 17 anos de todo o mundo, com prêmios de até dois mil dólares para projetos climáticos reais. O anúncio foi feito no Palácio de Buckingham, e a cerimônia acontecerá em Mumbai — a primeira vez que o prêmio chega à Ásia —, sinalizando que a busca por soluções ambientais se expande para além das economias tradicionais.

  • A crise climática ganhou novos protagonistas: crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos agora podem concorrer a financiamento real para implementar suas próprias soluções ambientais.
  • O Instituto Alana transformou uma parceria de apoio em liderança criativa, conduzindo a criação de uma categoria inteiramente nova dentro de um dos maiores prêmios ambientais do mundo.
  • O anúncio no Palácio de Buckingham marca uma virada simbólica — a juventude do sul global passa de espectadora a participante ativa nas decisões sobre o futuro do planeta.
  • A cerimônia em Mumbai representa a chegada do Earthshot Prize à Ásia pela primeira vez, ampliando a geografia da inovação climática reconhecida internacionalmente.
  • Os finalistas jovens participarão da celebração na Índia, tornando Mumbai o palco de uma nova narrativa: a de que soluções climáticas emergem de todas as idades e continentes.

O Instituto Alana, organização brasileira voltada aos direitos da infância, acaba de conquistar um papel central em uma das maiores iniciativas ambientais do mundo. A entidade liderou a criação de uma categoria inédita no Earthshot Prize — o prêmio fundado pelo Príncipe William — voltada exclusivamente para jovens de 9 a 17 anos, que poderão concorrer a até dois mil dólares para financiar projetos concretos de enfrentamento à crise climática.

A parceria entre o Alana e o Earthshot não começa agora. Quando William visitou o Brasil no ano passado para a cerimônia de premiação, a organização já apoiava o prêmio. Desta vez, porém, a colaboração ganhou escala: jovens de todo o mundo são convidados a apresentar suas ideias, com o reconhecimento de que as gerações mais novas não apenas compreendem a urgência ambiental, mas já sabem como agir.

Ana Lucia Villela, fundadora do Instituto Alana, destacou que quando se oferece espaço real para que crianças participem das decisões sobre problemas que as afetam diretamente, elas demonstram que cuidar do planeta é uma necessidade imediata — e que já sabem por onde começar.

O anúncio foi feito durante evento no Palácio de Buckingham, e a cerimônia de premiação acontecerá em Mumbai, na Índia — a primeira vez que o Earthshot Prize chega à Ásia. Antes disso, o prêmio já havia passado por Brasil, África do Sul, Malásia, Estados Unidos e Inglaterra. A escolha de Mumbai reforça a aposta do prêmio em reconhecer que a inovação ambiental nasce em múltiplos continentes e contextos — e agora, também em múltiplas gerações.

O Instituto Alana, organização brasileira dedicada aos direitos da infância, acaba de conquistar um lugar de destaque em uma das maiores iniciativas ambientais do mundo. A entidade liderou a criação de uma categoria inteiramente nova no Earthshot Prize, o prêmio ambiental fundado pelo Príncipe William, desta vez voltada especificamente para crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos.

A parceria entre o Alana e o Earthshot Prize não é recente. No ano passado, quando William visitou o Brasil para a cerimônia de premiação, a organização brasileira já apoiava as ações do prêmio. Agora, a colaboração ganhou uma dimensão muito maior: jovens de todo o mundo podem concorrer a até dois mil dólares para financiar a implementação de seus próprios projetos de soluções para a crise climática. É um reconhecimento de que as gerações mais jovens não apenas compreendem a urgência da questão ambiental, mas já possuem ideias concretas para enfrentá-la.

Ana Lucia Villela, presidente e fundadora do Instituto Alana, expressou sua satisfação com a expansão da parceria. Segundo ela, quando se oferece espaço para que crianças participem das decisões e apresentem propostas para problemas que as afetam diretamente — tanto no presente quanto no futuro — elas demonstram que cuidar do planeta não é apenas uma abstração, mas uma necessidade imediata, e que já sabem por onde começar.

O anúncio oficial dessa nova etapa foi feito durante um evento no Palácio de Buckingham, a residência oficial da família real britânica. O timing é significativo: o Earthshot Prize, desde sua criação, tem se movido estrategicamente pelo mundo, escolhendo países que não apenas lideram a agenda climática, mas que também têm impacto relevante e, preferencialmente, fazem parte do sul global. Essa abordagem reflete uma compreensão de que a crise climática é um desafio verdadeiramente global, e que as soluções devem emergir de diferentes regiões e contextos.

Este ano marca um momento histórico para o prêmio: pela primeira vez, a cerimônia de entrega será realizada na Ásia, especificamente em Mumbai, na Índia. Os finalistas da nova categoria para jovens participarão dessa celebração. Antes da Índia, o Earthshot Prize já havia passado pelo Brasil, pela África do Sul, pela Malásia, além dos Estados Unidos e Inglaterra. A escolha de Mumbai reforça o compromisso do prêmio em ampliar seu alcance e reconhecer que a inovação ambiental não se concentra em um único continente ou economia desenvolvida.

Quando estimulamos as crianças a participar das decisões e apresentar propostas para problemas que afetam seu presente e seu futuro, elas nos mostram que cuidar do planeta é uma urgência
— Ana Lucia Villela, presidente e fundadora do Instituto Alana
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que o Instituto Alana foi escolhido para liderar essa categoria específica para jovens?

Model

O Alana tem décadas de trabalho focado nos direitos da infância e adolescência no Brasil. Eles entendem como criar espaços onde jovens se sentem ouvidos e empoderados para agir. Isso não é trivial — muitos prêmios ambientais tratam crianças como espectadores, não como solucionadores.

Inventor

Dois mil dólares é muito dinheiro para um adolescente implementar um projeto. Como isso funciona na prática?

Model

É suficiente para fazer algo real — uma horta comunitária, um programa de reciclagem em escala, pesquisa local sobre qualidade da água. Não é para financiar startups, é para validar ideias que já existem nas cabeças desses jovens.

Inventor

O prêmio já passou por vários continentes. Por que Mumbai é tão importante?

Model

Porque a Ásia é onde os maiores desafios climáticos e as populações mais jovens se encontram. Levar a cerimônia para lá envia uma mensagem clara: as soluções não vêm apenas do Ocidente.

Inventor

Qual é o risco de um programa assim?

Model

Que se torne simbólico sem substância real. Se os projetos vencedores não receberem apoio contínuo ou visibilidade além da cerimônia, pode parecer apenas um gesto bem-intencionado.

Inventor

Mas o Instituto Alana está envolvido na implementação?

Model

Sim, eles lideraram a criação da categoria. Isso sugere que há comprometimento em acompanhar esses projetos além do prêmio em si.

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