Trabalho que exige mãos e olhos no terreno
O IBGE, guardião da memória estatística do Brasil, convoca cidadãos para participar de dois censos que mapeiam realidades invisíveis: a produção agropecuária do país e a vida das pessoas em situação de rua. Com 1.414 vagas temporárias abertas até julho, o instituto oferece não apenas emprego, mas a chance de contribuir para o retrato mais honesto que uma nação pode fazer de si mesma.
- O IBGE abre 1.414 vagas temporárias a partir de 17 de junho, com inscrições encerrando em 15 de julho — a janela é curta e a demanda, ampla.
- Dois censos de alto impacto social estão em jogo: o 12º Censo Agropecuário e o inédito Censo Nacional da População em Situação de Rua, que exigem equipes qualificadas em campo.
- As vagas se dividem entre 1.020 analistas censitários de nível superior e 394 agentes de qualidade de nível médio, com salários entre R$ 2.932 e R$ 5.255,40 mais benefícios.
- O edital reserva 30% das vagas para negros, indígenas e quilombolas, e 5% para PCDs, sinalizando um compromisso com a diversidade no próprio processo de contar o Brasil.
- As provas objetivas estão marcadas para 30 de agosto em todas as capitais e no Distrito Federal, com contratos que podem se estender até 48 meses.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abre, a partir desta quarta-feira, 17 de junho, inscrições para 1.414 vagas temporárias voltadas a dois grandes projetos nacionais: o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e o Censo Nacional da População em Situação de Rua. As inscrições vão até 15 de julho, exclusivamente pelo site do Instituto Avalia, banca responsável pelo processo seletivo.
As oportunidades estão distribuídas em dois perfis. Os 1.020 postos de analista censitário exigem diploma de nível superior em áreas como agronomia, estatística, geografia, tecnologia da informação, jornalismo e outras. Já os 394 postos de agente censitário de qualidade são acessíveis a quem tem ensino médio completo, com função de supervisionar e verificar a qualidade dos dados coletados em campo.
Os salários são de R$ 2.932 para agentes e R$ 5.255,40 para analistas, acrescidos de auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º proporcionais. A jornada é de 40 horas semanais, com contratos iniciais de até 12 meses, prorrogáveis por até 48 meses. As taxas de inscrição são de R$ 37,50 e R$ 41,76, com isenção prevista para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea.
O edital reserva 30% das vagas para candidatos negros, indígenas e quilombolas, e 5% para pessoas com deficiência. As provas objetivas acontecem em 30 de agosto em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal — agentes pela manhã, analistas à tarde.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística abre as portas para quem quer trabalhar em dois grandes projetos nacionais. A partir desta quarta-feira, 17 de junho, e até 15 de julho, qualquer pessoa interessada pode se inscrever para uma das 1.414 vagas temporárias que o instituto está oferecendo. O trabalho será no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola e no Censo Nacional da População em Situação de Rua — dois levantamentos que exigem mãos e olhos no terreno.
As oportunidades estão divididas em dois níveis. Há 1.020 postos de analista censitário, destinados a quem tem diploma de ensino superior. Esses profissionais podem vir de áreas variadas: agronomia, assistência social, ciência de dados, ciências contábeis, economia, estatística, geografia, geoprocessamento, jornalismo, tecnologia da informação, engenharia, além de gestão administrativa, infraestrutura, produção audiovisual e webdesign. Os outros 394 lugares são para agentes censitários de qualidade, que precisam apenas de ensino médio completo. Esses agentes vão acompanhar e verificar a qualidade dos dados que estão sendo coletados, supervisionando o trabalho dos recenseadores.
Quem se inscrever precisa fazer tudo pela internet, no site do Instituto Avalia, a banca que está organizando o processo. A taxa de inscrição é de R$ 41,76 para agente censitário de qualidade e R$ 37,50 para analista censitário. Mas há brechas: quem está no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal ou é doador de medula óssea pode pedir isenção da taxa durante o período de inscrições.
Os salários refletem a diferença de escolaridade. Quem for contratado como agente censitário de qualidade ganha R$ 2.932 por mês. Os analistas censitários recebem R$ 5.255,40. Além do salário, todos têm direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais. A jornada é de 40 horas semanais. Os contratos começam com duração de até 12 meses, mas podem ser prorrogados por até 48 meses conforme a necessidade do instituto.
O edital também traz reservas importantes. Cinco por cento das vagas são destinadas a pessoas com deficiência. Trinta por cento ficam reservadas para candidatos negros, indígenas e quilombolas. As provas objetivas acontecem no dia 30 de agosto em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos a agente censitário de qualidade fazem a prova pela manhã, enquanto os que concorrem às vagas de analista censitário realizam o exame à tarde. O edital completo está disponível no portal do Instituto Avalia para quem quiser conhecer todos os detalhes antes de se inscrever.
Citações Notáveis
Os agentes censitários de qualidade serão responsáveis pelo acompanhamento e verificação da qualidade dos dados coletados, além da supervisão das atividades realizadas pelos recenseadores— Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que o IBGE está abrindo tantas vagas agora, especificamente para esses dois censos?
Porque são levantamentos que exigem trabalho de campo intenso. Você precisa de pessoas indo até as propriedades rurais, até as ruas, coletando dados. Não dá para fazer isso com quadro permanente pequeno.
E por que dividir em dois níveis de escolaridade? Não poderia ser só gente com superior?
Porque nem toda tarefa exige diploma. Os agentes de qualidade precisam entender números, verificar inconsistências, supervisionar. Mas os analistas fazem o trabalho mais técnico, com análise de dados, geoprocessamento. Cada um tem seu lugar.
Esses contratos de até 12 meses prorrogáveis por 48 — isso significa que alguém pode ficar quatro anos?
Teoricamente sim. Mas depende da necessidade do instituto. É temporário porque os censos têm fim. Quando termina a coleta e o processamento, não precisa mais daquele volume de gente.
A reserva de 30% para negros, indígenas e quilombolas — isso é significativo?
É. Significa que de cada dez vagas, três vão para esses grupos. Não é simbólico. Muda quem consegue entrar.
E quem não consegue passar na prova de 30 de agosto?
Fica de fora. É um processo seletivo simplificado, mas ainda tem seleção. Não é garantido só por se inscrever.