Hulk desencanta e Galo, enfim, vence no Mineirão

O Galo tirou a barriga da miséria em casa
Após a vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, o Atlético Mineiro respira aliviado na briga pelo G4.

No Mineirão, em uma noite de outubro, o Atlético Mineiro encontrou no talento de Hulk a alavanca para sair de um momento de sufoco — dois gols que não foram apenas pontos na tabela, mas um reencontro com a esperança. O Fluminense, que chegou ao estádio com a leveza de quem briga pelo topo, partiu com o peso de quem descobre que a grandeza construída em casa nem sempre viaja. No futebol, como na vida, os momentos de virada raramente pedem licença antes de chegar.

  • O Atlético Mineiro entrou em campo pressionado, atolado na zona de rebaixamento e precisando de uma vitória que fosse além do placar.
  • O Fluminense dominava o primeiro tempo com mais perigo, mas o futebol cobrou seu pedágio: Hulk recebeu, tocou com sutileza e abriu o placar aos 40 minutos.
  • No segundo tempo, Manoel cometeu pênalti com a mão, levou o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Tricolor com dez homens e sem reação.
  • Hulk converteu a cobrança, fechou o placar em 2 a 0 e encerrou qualquer suspense que a partida ainda pudesse guardar.
  • O Galo saiu do sufoco; o Fluminense caiu para terceiro, ultrapassado pelo Internacional, e carrega a ferida de não saber vencer fora do Rio.

O Mineirão respirou fundo no sábado à noite. O Atlético Mineiro precisava sair de um poço; o Fluminense chegou com a leveza de quem disputa o topo. Os primeiros 40 minutos foram equilibrados, com o Tricolor talvez um pouco mais perigoso — mas o futebol tem seus momentos de virada. O dele chegou quando Hulk recebeu um lançamento preciso, tocou com sutileza e venceu Fábio. Um a zero, simples assim.

O intervalo trouxe ansiedade para os visitantes. O Fluminense voltou querendo reagir, mas o Galo tinha outros planos. Aos 19 minutos do segundo tempo, Manoel cometeu uma infração dentro da área — a bola bateu em seu braço — e o árbitro apontou para a marca da cal. Hulk foi para a cobrança e não desperdiçou. Dois a zero. Manoel, que já carregava um amarelo, viu o segundo e foi expulso. Com dez homens, o Fluminense perdeu qualquer chance de reação.

As consequências foram imediatas: o Atlético saiu do sufoco, enquanto o Fluminense caiu para o terceiro lugar, ultrapassado pelo Internacional. No duelo entre veteranos, Hulk levou a melhor sobre Felipe Melo — escolha curiosa de Fernando Diniz para um técnico que prega futebol elegante. O que fica para frente é uma disputa acirrada pelo G4, com Inter, Fluminense, Corinthians, Flamengo e os dois Atléticos brigando pelas três vagas restantes. O Galo respirou. O Fluminense, porém, segue com um problema que não é pequeno: não consegue vencer longe do Rio.

O Mineirão respirou fundo no sábado à noite. Atlético Mineiro e Fluminense chegaram ao estádio com histórias diferentes — um precisando sair de um poço, o outro tentando manter a leveza de quem estava na briga pelo topo. O que se viu nos primeiros 40 minutos foi um jogo equilibrado, ambos os times criando chances claras, o Tricolor carioca talvez um pouco mais perigoso naquele primeiro tempo. Mas o futebol tem seus momentos de virada, e o dele chegou quando Hulk recebeu um lançamento preciso, tocou com sutileza e venceu Fábio. Um a zero. Simples assim.

O intervalo trouxe ansiedade para os visitantes. O Fluminense voltou querendo empatar, querendo reagir, e por alguns minutos pareceu que conseguiria. Mas o Galo tinha outros planos. Os mineiros começaram a atacar com sucessão, a pressionar, a procurar o segundo gol que liquidasse a partida. Aos 19 minutos do segundo tempo, Manoel cometeu uma infração dentro da área — a bola bateu em seu braço — e o árbitro apontou para a marca da cal. Hulk foi para a cobrança e não desperdiçou. Dois a zero.

Manoel, que já havia recebido um cartão amarelo antes, viu o segundo e foi expulso. O Fluminense ficou com dez homens e a partida perdeu qualquer suspense que pudesse ter. O resultado foi definitivo, e as consequências imediatas foram claras: o Atlético Mineiro saiu do sufoco, enquanto o Fluminense caiu para o terceiro lugar, ultrapassado pelo Internacional, que havia vencido o Santos no Beira-Rio por um a zero.

No confronto entre dois veteranos de ofício — Hulk e Felipe Melo — o atleticano levou a melhor. Melo, aquele jogador que Fernando Diniz insiste em escalar apesar de sua falta de refinamento, ainda por cima usando a braçadeira de capitão, não conseguiu impor seu jogo. É uma escolha curiosa para um técnico que se diz apaixonado por futebol elegante, colocar em campo alguém tão direto, tão sem nuances.

O que fica para frente é uma disputa cada vez mais acirrada pelo G4 do Brasileirão. Inter, Fluminense, Corinthians, Flamengo e os dois Atléticos — o do Paraná e o de Minas — estão todos na briga pelas três vagas que faltam. O Galo, enfim, respirou em casa. O Fluminense, porém, segue com um problema que não é pequeno: não consegue vencer longe do Rio. Isso é preocupante quando você está disputando um campeonato nacional.

É incompreensível que Fernando Diniz, amante do futebol refinado, escale o tosco Melo e ainda lhe dê a faixa de capitão
— Juca Kfouri, colunista
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essa vitória do Galo importa tanto? Parecia um jogo comum.

Model

Porque o Atlético estava afundando. Essa vitória em casa, contra um time que estava acima deles, muda a narrativa. Tira a pressão.

Inventor

E o Fluminense? Eles pareciam controlar o jogo no primeiro tempo.

Model

Controlavam, sim. Mas futebol não é sobre controle, é sobre aproveitar os momentos. Hulk aproveitou. E depois, com a expulsão, o Flu não teve nem chance de reagir.

Inventor

Felipe Melo foi realmente tão ruim assim?

Model

Não foi ruim, foi invisível. E isso é pior quando você é capitão. Diniz o coloca em campo, mas Melo não consegue fazer o que o técnico pede. Há uma desconexão ali.

Inventor

O que muda agora na briga pelo G4?

Model

Fica mais aberto. Ninguém está garantido. O Flu tem um problema sério: não vence fora de casa. Se continuar assim, cai. O Galo, agora, tem esperança.

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