GCM é investigado por peculato após levar celular apreendido para casa

Arremessou o aparelho por cima do muro ao perceber a chegada da polícia
O guarda descartou o celular quando soube que estava sendo investigado, danificando o aparelho.

Em Sorocaba, um guarda civil municipal que deveria ser guardião da ordem tornou-se suspeito de peculato ao levar para casa um celular recolhido em serviço, em vez de cumprir os procedimentos legais. A proprietária, guiada pela tecnologia de rastreamento, encontrou seu bem a 17 quilômetros de distância — dentro da residência do próprio agente. O episódio levanta questões antigas sobre a fronteira entre o poder conferido pelo cargo e a tentação de dele se apropriar.

  • Uma mulher rastreia seu celular e descobre que o aparelho está na casa de um guarda civil, a 17 quilômetros do local onde foi recolhido.
  • Ao perceber a chegada da Polícia Militar, o agente arremessa o telefone por cima do muro de um imóvel vizinho, danificando-o — gesto que agrava sua situação.
  • A bandeja do chip permanece com o guarda e é entregue aos policiais; o IMEI do aparelho confirma a propriedade da vítima.
  • A Polícia Civil instaura inquérito por peculato, crime que pode responsabilizar funcionários públicos pela apropriação de bens aos quais têm acesso em razão do cargo.

Um guarda civil municipal de Sorocaba está sob investigação após levar para casa um celular recolhido durante uma abordagem noturna no Jardim São Guilherme, em vez de encaminhá-lo à autoridade policial competente. No momento da abordagem, as pessoas no local fugiram e o aparelho ficou em poder do agente.

Na sexta-feira seguinte, a proprietária rastreou o celular por outro dispositivo e localizou-o a cerca de 17 quilômetros de distância, em uma residência particular. Ela acionou a Polícia Militar, que se dirigiu ao endereço e usou o sistema de localização para fazer o aparelho emitir um sinal sonoro. Após várias tentativas, o guarda atendeu e admitiu estar com o telefone, alegando intenção de encontrar o dono mais tarde.

Ao perceber a presença dos policiais, o agente arremessou o celular por cima do muro de um imóvel vizinho. O aparelho foi encontrado no quintal com danos visíveis. A bandeja do chip, que permaneceu com o guarda, foi entregue aos policiais, e o IMEI do aparelho coincidiu com o número da nota fiscal apresentada pela proprietária, confirmando a titularidade.

A Polícia Civil instaurou inquérito por suspeita de peculato — crime previsto no artigo 312 do Código Penal, que pune funcionários públicos que se apropriam de bens aos quais têm acesso em razão do cargo. O caso coloca em evidência a responsabilidade especial que acompanha o exercício de funções de segurança pública.

Um guarda civil municipal de Sorocaba deixou um celular apreendido em sua casa em vez de encaminhá-lo aos procedimentos legais, e agora enfrenta investigação por peculato. O caso começou quando uma mulher deixou seu telefone com um homem na região do Jardim São Guilherme. Quando uma viatura da Guarda Civil Municipal se aproximou, as pessoas no local fugiram e o celular ficou com o rapaz.

Na sexta-feira, a proprietária rastreou o aparelho usando outro dispositivo e descobriu que ele estava a cerca de 17 quilômetros de distância, em uma residência. Ela acionou a Polícia Militar, que se dirigiu ao endereço. Os policiais usaram o sistema de localização para fazer o celular emitir um sinal sonoro. Após várias tentativas de contato, um guarda civil municipal atendeu e admitiu estar com o aparelho.

O agente explicou que havia recolhido o celular durante uma abordagem na noite anterior e disse que pretendia localizar o dono posteriormente. Mas em vez de seguir o procedimento correto — encaminhar o objeto à autoridade policial — ele simplesmente levou o telefone para sua própria casa. Quando percebeu a chegada da Polícia Militar, o guarda arremessou o aparelho por cima do muro de um imóvel vizinho. O celular foi encontrado no quintal com danos visíveis, indicando que havia sido jogado com força.

A bandeja do chip permaneceu com o guarda e foi entregue aos policiais. O IMEI do aparelho correspondia ao número da nota fiscal que a proprietária apresentou, confirmando que era de fato seu telefone. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. Segundo a autoridade policial, existem indícios de que o guarda cometeu o crime de peculato, previsto no artigo 312, parágrafo primeiro do Código Penal. O crime consiste na apropriação, desvio ou subtração de dinheiro, valor ou qualquer bem móvel — público ou particular — do qual o funcionário tem posse ou acesso em razão do cargo, em benefício próprio ou de terceiros. As penas variam conforme a modalidade do delito. Neste caso específico, o guarda teria se apropriado da posse do bem em razão de sua função pública e deixado de adotar os procedimentos legais para a apreensão correta.

Recolheu o celular durante uma abordagem realizada na noite anterior e alegou que pretendia localizar posteriormente o proprietário
— Explicação do guarda civil municipal conforme boletim de ocorrência
Há indícios de que o guarda possa ter cometido o crime de peculato por ter se apropriado da posse do bem em razão da função pública e deixado de adotar os procedimentos legais
— Autoridade policial responsável pela investigação
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um guarda levaria um celular para casa em vez de seguir o protocolo?

Model

A explicação dele foi que pretendia localizar o dono depois. Mas isso não justifica contornar o procedimento legal — deveria ter encaminhado à autoridade policial imediatamente.

Inventor

E quando percebeu que a polícia havia chegado?

Model

Ele jogou o telefone por cima do muro. Isso sugere que sabia que estava fazendo algo errado.

Inventor

O celular foi recuperado intacto?

Model

Não. Quando foi encontrado no quintal do vizinho, já estava danificado. Mas a bandeja do chip e o IMEI permitiram confirmar que era o aparelho correto.

Inventor

Qual é a diferença entre apreender algo e se apropriar dele?

Model

Apreender é um ato oficial — você registra, documenta, segue protocolos. Apropriação é quando você trata o bem como se fosse seu. Levar para casa e depois tentar se livrar dele quando descoberto é apropriação.

Inventor

Isso é realmente um crime grave?

Model

Peculato é crime contra a administração pública. Quando um funcionário público abusa da posição para se beneficiar, compromete a confiança no sistema todo.

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