Gasolina ultrapassa 1,7 euros pela primeira vez em um mês
A partir de 23 de janeiro, os portugueses enfrentam mais uma subida nos preços dos combustíveis — a segunda semana consecutiva de aumentos —, com a gasolina simples 95 a ultrapassar a barreira simbólica dos 1,7 euros por litro. Por detrás desta pressão está a China, cujo apetite crescente por crude reequilibra os mercados globais e recorda que as economias domésticas raramente escapam às forças que se movem a milhares de quilómetros de distância. A Agência Internacional da Energia antecipa um consumo diário recorde este ano, sugerindo que este momento não é uma exceção, mas parte de uma tendência mais longa.
- A gasolina ultrapassa os 1,7 euros por litro pela primeira vez em mais de um mês, marcando uma barreira psicológica que pesa no orçamento das famílias portuguesas.
- É a segunda semana consecutiva de subidas: os aumentos acumulam-se e a diferença de preço entre gasolina e gasóleo alarga-se para 8,1 cêntimos, o valor mais alto em semanas.
- A China, maior importadora mundial de crude, está a comprar em força, compensando a procura mais fraca noutras regiões e mantendo os mercados internacionais sob tensão.
- A Agência Internacional da Energia prevê um recorde histórico de consumo diário de crude em 2023, com metade do crescimento a vir precisamente da China — um sinal de que o alívio nos preços pode tardar.
A partir de segunda-feira, 23 de janeiro, os portugueses pagam mais para abastecer. A gasolina simples 95 sobe 4 cêntimos por litro, fixando-se em 1,712 euros — ultrapassando pela primeira vez em pelo menos um mês a barreira dos 1,7 euros. O gasóleo sobe 2 cêntimos para 1,631 euros, alargando a diferença entre os dois combustíveis para 8,1 cêntimos.
Não se trata de um evento isolado. Na semana anterior, ambos os combustíveis já tinham registado subidas, e a tendência mantém-se: o crude negociado em Nova Iorque e Londres acumulou ganhos modestos mas consistentes, na ordem de 1%, pela segunda semana consecutiva.
O principal motor desta dinâmica é a China. O maior importador mundial de petróleo bruto tem intensificado as suas compras, compensando uma procura mais fraca noutras partes do globo e criando um desequilíbrio que sustenta os preços elevados. A Agência Internacional da Energia reforça esta leitura num relatório de janeiro, prevendo que a procura global por crude atinja uma média diária recorde em 2023 — com cerca de metade desse crescimento a ter origem chinesa. Para os condutores portugueses, o sinal é claro: os preços na bomba dependem cada vez mais de decisões e apetites que se formam muito além das fronteiras nacionais.
A partir de segunda-feira, 23 de janeiro, os portugueses vão pagar mais pela gasolina e pelo gasóleo. A gasolina simples 95 sobe 4 cêntimos por litro, atingindo 1,712 euros — ultrapassando pela primeira vez em pelo menos um mês a barreira psicológica dos 1,7 euros. O gasóleo, por sua vez, aumenta 2 cêntimos, fixando-se em 1,631 euros por litro. A diferença entre os dois combustíveis alarga-se para 8,1 cêntimos, a maior em semanas.
Esta é a segunda semana consecutiva de aumentos. Na semana anterior, a gasolina tinha subido 1,1 cêntimos para 1,672 euros, enquanto o gasóleo subiu 1,2 cêntimos para 1,611 euros. A tendência de preços em alta mantém-se, sinalizando que o mercado continua sob pressão.
O que está por trás destes aumentos? O crude — o petróleo bruto negociado nos mercados internacionais — registou ganhos pela segunda semana consecutiva, embora modestos, na ordem de 1%. Em Nova Iorque e Londres, os preços do barril têm vindo a subir, refletindo-se rapidamente nas bombas de gasolina portuguesas.
A procura chinesa é o grande motor desta dinâmica. A China, o maior importador mundial de crude, tem aumentado significativamente as suas compras, compensando perspetivas mais fracas de consumo noutras partes do mundo. Este desequilíbrio entre oferta e procura mantém os preços elevados.
A Agência Internacional da Energia publicou em janeiro um relatório que reforça esta tendência. A organização prevê que a procura global por crude atinja uma média diária recorde este ano, com aproximadamente metade desse crescimento a vir da China. É um sinal claro de que os preços podem manter-se elevados nos próximos meses, dependendo de como evoluir a situação geopolítica e a dinâmica de oferta nos mercados internacionais.
Citas Notables
A procura por crude deve atingir uma média diária recorde este ano, com cerca de metade do crescimento a vir da China— Agência Internacional da Energia
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que é que a gasolina está agora mais cara que o gasóleo, quando historicamente era o contrário?
Não é bem assim — a gasolina é frequentemente mais cara que o gasóleo em Portugal. O que mudou agora é a amplitude dessa diferença. Passou de uns cêntimos para mais de 8 cêntimos, o que é significativo para quem enche o depósito regularmente.
E isto tem a ver com a China?
Tem, mas de forma indireta. A China está a comprar muito crude no mercado internacional, o que pressiona os preços para cima. Quando o barril fica mais caro, tudo fica mais caro — gasolina, gasóleo, tudo.
Isto vai durar muito tempo?
Ninguém sabe ao certo. Depende de muitas variáveis — a situação na China, a oferta global, até questões geopolíticas. Mas a Agência Internacional da Energia está a prever que a procura continue alta este ano, o que sugere que os preços podem não baixar tão cedo.
Qual é o impacto real para um português comum?
Se enche o depósito uma vez por semana, está a pagar mais alguns euros cada vez. Ao longo de um mês, isso soma. Para empresas de transportes ou táxis, o impacto é muito maior — afeta diretamente a rentabilidade.
Há algo que possa fazer o preço baixar?
Apenas fatores externos — se a procura chinesa abrandar, se houver mais oferta de crude no mercado, ou se a situação geopolítica melhorar. Internamente, Portugal tem pouco controlo sobre isto.