Fumaça tóxica deixa 30 alunos intoxicados em Santa Rita

Pelo menos 30 estudantes e moradores sofreram intoxicação por fumaça tóxica, com alguns apresentando crises de pânico, desmaios e problemas respiratórios que exigiram hospitalização.
A fumaça invadiu as salas de aula sem avisar
Estudantes de duas escolas cívico-militares sofreram intoxicação quando fumaça tóxica penetrou os prédios.

Na tarde de uma quinta-feira comum, uma nuvem de fumaça transformou salas de aula em Santa Rita em cenários de angústia coletiva — lembrando que o ar que respiramos é um bem compartilhado, e que a negligência ambiental raramente fica contida dentro de cercas ou propriedades. Pelo menos 30 estudantes e moradores do bairro Tibiri Fábrica sofreram intoxicação após um incêndio próximo ao aeroporto de João Pessoa lançar fumaça tóxica sobre escolas e residências. A resposta institucional veio em forma de multa contra a concessionária Aena, mas a disputa sobre responsabilidades ainda não encontrou seu desfecho.

  • Uma fumaça densa e tóxica invadiu duas escolas cívico-militares e casas do bairro Tibiri Fábrica no fim da tarde de 13 de outubro, provocando pânico, desmaios e crises respiratórias em pelo menos 30 pessoas.
  • Alunos com histórico de problemas respiratórios foram os mais vulneráveis, e os casos mais graves precisaram ser transferidos ao Hospital de Trauma de João Pessoa para atendimento especializado.
  • Bombeiros e Samu foram acionados imediatamente, e a equipe de combate a incêndio do próprio aeroporto conseguiu controlar o foco antes que o fogo se espalhasse para áreas maiores.
  • A Secretaria de Meio Ambiente de Santa Rita autuou a Aena, concessionária do aeroporto, por poluição ambiental com danos à saúde humana, impondo multa mínima de R$ 20 mil.
  • A Aena contesta a penalidade alegando ausência de perícia técnica prévia, deixando a disputa administrativa em aberto enquanto famílias ainda lidam com os efeitos do episódio.

Na tarde de 13 de outubro, uma nuvem de fumaça tóxica originada de um incêndio próximo ao aeroporto de João Pessoa atravessou as paredes das escolas cívico-militares Capitão Tomas Panta e Tiradentes, no bairro Tibiri Fábrica, em Santa Rita. Pelo menos 30 estudantes e moradores da região começaram a apresentar sintomas de intoxicação — crises de pânico, desmaios e dificuldades respiratórias. Aqueles com histórico de doenças pulmonares foram os mais gravemente afetados.

O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados rapidamente. Os casos mais sérios foram encaminhados ao Hospital de Trauma de João Pessoa. A equipe de bombeiros do próprio aeroporto controlou e extinguiu o foco antes que ele avançasse. A Prefeitura de Santa Rita informou que o local do incêndio não abrigava edificações nem depósitos de materiais, o que levanta dúvidas sobre a origem e a natureza das chamas.

Diante da gravidade do ocorrido, a Secretaria de Meio Ambiente de Santa Rita autuou a Aena — concessionária responsável pelo aeroporto — por poluição ambiental com danos à saúde humana, fixando multa de pelo menos R$ 20 mil. A empresa, no entanto, contestou a decisão em nota oficial, alegando que nenhuma perícia técnica foi conduzida antes da autuação. A disputa entre o município e a concessionária segue sem resolução, enquanto as famílias atingidas ainda carregam as marcas daquela tarde.

Na tarde de quinta-feira, 13 de outubro, uma nuvem de fumaça tóxica invadiu as salas de aula e casarões do bairro Tibiri Fábrica, em Santa Rita, deixando pelo menos 30 estudantes e moradores da região com sintomas de intoxicação. O incidente começou ao final da tarde, quando alunos das escolas cívico-militares Capitão Tomas Panta e Tiradentes começaram a se sentir mal. A fumaça não respeitou as paredes das instituições de ensino — penetrou prédios vizinhos, atingindo também famílias que estavam em suas casas.

O quadro clínico foi variado e preocupante. Alguns estudantes sofreram crises de pânico; outros perderam a consciência. Aqueles com histórico de problemas respiratórios foram particularmente afetados. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados imediatamente. Os casos mais graves foram encaminhados ao Hospital de Trauma de João Pessoa, onde receberam atendimento especializado.

A origem da fumaça foi rastreada até um foco de incêndio nas proximidades do aeroporto de João Pessoa. De acordo com a Prefeitura de Santa Rita, o local onde o fogo eclodiu não continha edificações ou depósitos de material — uma informação que levanta questões sobre como o incêndio começou. Uma equipe do Corpo de Bombeiros do próprio aeroporto conseguiu controlar e apagar o foco antes que ele se espalhasse para áreas maiores.

O incidente desencadeou uma resposta administrativa rápida. A Secretaria de Meio Ambiente de Santa Rita autuou a Aena, empresa concessionária que administra o aeroporto de João Pessoa, por poluição ambiental com danos à saúde humana. A multa estabelecida foi de pelo menos R$ 20 mil. A decisão refletiu a gravidade da situação — não se tratava apenas de incômodo ou desconforto, mas de um evento que deixou dezenas de pessoas hospitalizadas.

A Aena, porém, contestou a autuação. Em nota oficial, a empresa afirmou ter sido surpreendida pela multa, argumentando que nenhuma perícia técnica foi realizada antes da decisão. A empresa não negou o incidente, mas questionou o processo administrativo que levou à penalidade. Essa disputa entre a administração municipal e a concessionária do aeroporto permanece em aberto, enquanto as famílias afetadas lidam com as consequências do episódio.

A empresa afirmou ter sido pega de surpresa pela multa, já que nenhuma perícia foi realizada
— Aena, em nota oficial
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que a fumaça chegou tão longe? O aeroporto fica tão perto assim das escolas?

Model

Tibiri Fábrica é um bairro próximo ao aeroporto, sim. A fumaça não respeita cercas ou distâncias — ela se dispersa no ar. Naquela tarde, as condições de vento devem ter levado tudo direto para as salas de aula.

Inventor

Trinta pessoas é muito. Algumas desmaiaram?

Model

Sim. Alguns alunos perderam a consciência. Outros tiveram crises de pânico. Quem já tinha problemas respiratórios sofreu mais. Por isso precisaram levar gente para o hospital de trauma.

Inventor

E a Aena diz que não houve perícia. Isso significa que a multa pode não valer?

Model

Tecnicamente, a empresa tem um ponto. Mas a Prefeitura viu 30 pessoas intoxicadas e decidiu agir. A questão agora é se o processo foi feito corretamente ou se faltaram passos.

Inventor

Como um incêndio começa do nada perto de um aeroporto?

Model

Boa pergunta. A Prefeitura disse que não havia prédios ou depósitos no local. Então não sabemos ainda como começou. Isso também está em aberto.

Inventor

Os alunos voltaram à aula?

Model

A reportagem não diz. Mas imagine: você estava em aula, começou a passar mal, foi para o hospital. Não é fácil voltar para a sala de aula depois disso.

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