Defesa sólida, ataque tímido — a contradição que eliminou o Paraguai
Na Filadélfia, a França cumpriu seu destino de favorita com a economia de um único gol — um pênalti de Mbappé que igualou Messi na artilharia e encerrou o sonho paraguaio. O Paraguai, que havia surpreendido o mundo ao eliminar a Alemanha, encontrou seus limites não na defesa, mas na ausência de coragem ofensiva. A Copa segue seu curso, e agora dois mundos se preparam para se encontrar em Foxborough: a França, herdeira de uma tradição de poder, e Marrocos, carregando a memória de uma semifinal inacabada.
- Mbappé converteu o pênalti decisivo aos 70 minutos e chegou a sete gols no torneio, empatando com Messi na artilharia — a partida tinha um duelo dentro do duelo.
- O Paraguai construiu uma muralha defensiva capaz de conter o trio Mbappé-Olise-Dembélé por quase todo o jogo, mas a muralha não tinha porta de saída para o ataque.
- A eliminação paraguaia reduz a América do Sul a apenas três representantes — Argentina, Brasil e Colômbia — num torneio em que o continente já não domina como antes.
- Marrocos chega às quartas embalado por uma goleada de 3 a 0 sobre o Canadá e pela sede de revanche da semifinal do Catar, quando a França encerrou a maior campanha africana da história.
- O confronto de quinta-feira em Foxborough não é apenas uma partida de quartas de final — é o reencontro de duas seleções que ainda têm contas abertas entre si.
A França saiu da Filadélfia com o resultado mínimo e necessário: 1 a 0 sobre o Paraguai, com gol de pênalti de Kylian Mbappé aos 70 minutos. O lance nasceu de uma jogada individual de Désiré Doué, que entrou no segundo tempo e foi derrubado por Diego Gómez na área. Mbappé foi à marca, converteu e chegou ao seu sétimo gol no torneio — igualando Lionel Messi na artilharia, um feito de peso simbólico considerável.
O Paraguai de Gustavo Alfaro não veio para figurar. A equipe havia eliminado a Alemanha nos pênaltis na fase anterior, o que sinalizava competência real. Em campo, os paraguaios conseguiram neutralizar o trio explosivo francês — Mbappé, Olise e Dembélé, responsável por onze dos quinze gols da França até ali — durante a maior parte do jogo. A defesa funcionou. O problema foi o ataque: tímido, sem munição para transformar resistência em ameaça concreta.
Essa contradição — solidez defensiva, timidez ofensiva — marcou o retorno do Paraguai à Copa depois de 16 anos de ausência. Com a eliminação, a América do Sul vê seu grupo de candidatos encolher para três: Argentina, Brasil e Colômbia.
A França agora mira Marrocos nas quartas de final, quinta-feira em Foxborough. Os marroquinos chegam com moral após golearem o Canadá por 3 a 0, mas carregam também uma memória específica: em 2022, no Catar, foram eliminados pela França na semifinal, encerrando a melhor campanha de uma seleção africana na história das Copas. A revanche está marcada.
A França entrou em campo na Filadélfia no sábado e saiu com o que precisava: uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O Paraguai ofereceu resistência, montou uma defesa compacta e competente, mas não foi o suficiente. Um pênalti aos 70 minutos, convertido por Kylian Mbappé, definiu o resultado em 1 a 0 e abriu o caminho para o próximo desafio.
Mbappé chegou ao seu sétimo gol no torneio com aquele pênalti. O lance começou com Désiré Doué, que havia entrado no segundo tempo, executando uma jogada individual de qualidade na área. Diego Gómez o derrubou. Mbappé foi para a marca e não desperdiçou. Com esse gol, o atacante francês igualou Lionel Messi na artilharia da Copa — um feito que carrega seu próprio peso simbólico.
O Paraguai, sob comando de Gustavo Alfaro, não veio para apenas participar. A equipe havia eliminado a Alemanha nos pênaltis na fase anterior, um resultado que sinalizava competência e coragem. Mas havia um problema estrutural: a falta de ambição ofensiva. Os paraguaios passaram boa parte do jogo neutralizando o trio explosivo francês — Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembélé — responsável por onze dos quinze gols da França até ali. Conseguiram conter, mas não conseguiram criar o suficiente para ameaçar. Alfaro neutralizou o ataque francês durante a maior parte da partida, mas quando a oportunidade surgiu, não havia munição ofensiva para aproveitar.
O retorno do Paraguai à Copa do Mundo depois de 16 anos — sua última participação foi em 2010 — foi marcado por essa contradição: defesa sólida, ataque tímido. Com a eliminação, a América do Sul vê seu número de candidatos reduzido a três: Argentina, Brasil e Colômbia. O continente que costumava dominar o torneio segue perdendo espaço.
A França agora aguarda o Marrocos nas quartas de final. O confronto acontece quinta-feira em Foxborough, perto de Boston. Os marroquinos chegam com moral: derrotaram o Canadá por 3 a 0 mais cedo no mesmo dia. Mas há história entre eles. Na semifinal da Copa do Catar em 2022, a França eliminou Marrocos, encerrando a melhor campanha de uma seleção africana na história das Copas do Mundo. Os marroquinos buscam revanche. A França, favorita do torneio, segue seu caminho.
Citações Notáveis
O técnico Gustavo Alfaro conseguiu neutralizar o explosivo trio Mbappé-Olise-Dembélé durante a maior parte da partida, mas a falta de ambição ofensiva deixou o Paraguai sem recursos para punir a França— análise da partida
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que o Paraguai conseguiu eliminar a Alemanha mas não conseguiu criar problemas reais para a França?
Porque eliminar a Alemanha foi sobre defesa e sorte nos pênaltis. Contra a França, a defesa funcionou, mas não havia plano B. Alfaro neutralizou o ataque, mas seu time não tinha armas ofensivas para punir a França quando ela se expunha.
Mbappé igualando Messi na artilharia — isso é apenas um número ou significa algo mais?
É mais do que um número. Significa que ele está no mesmo patamar de eficiência em um torneio que Messi conquistou. Mas Mbappé ainda precisa ganhar a Copa. O número sozinho não diz tudo.
O que a eliminação do Paraguai revela sobre o futebol sul-americano nesta Copa?
Que está enfraquecido. Três candidatos restantes de um continente que historicamente era sinônimo de qualidade. O Paraguai mostrou que pode competir defensivamente, mas não consegue competir ofensivamente contra os melhores. Isso é um sintoma.
Marrocos derrotou o Canadá 3 a 0 no mesmo dia. Eles chegam em melhor forma que a França?
Chegam com confiança, sim. Mas a França é favorita por razão. Marrocos tem uma chance real de revanche, mas precisa fazer mais do que defesa. Precisa atacar.