Aquele gol que te faz parar e olhar
No templo do Maracanã, em pausa imposta pelo calendário mundial, o Fluminense usou um amistoso contra o Nova Iguaçu para reafirmar sua identidade coletiva. Saiu atrás, como quem aceita o desafio antes de respondê-lo, e então construiu uma goleada de seis a um que foi menos sobre o adversário e mais sobre o próprio processo de se reencontrar. É a natureza da preparação: revelar, antes de exigir.
- O Nova Iguaçu quebrou o roteiro logo aos nove minutos, com Zavoli cabeceando para abrir o placar e acender o temperamento competitivo do jogo.
- O Fluminense respondeu com paciência e combinações, virando o placar ainda no primeiro tempo graças a Hércules e Savarino.
- Uma defesa heroica de Jemmes sobre a linha evitou o empate adversário e manteve o Tricolor no controle emocional da partida.
- No segundo tempo, o time de Zubeldía dominou com autoridade, marcando quatro gols e testando reservas que precisavam de ritmo.
- O placar final de 6 a 1 sinalizou um Fluminense em construção acelerada para a reta decisiva de 2026.
No Maracanã esvaziado pela pausa da Copa do Mundo, o Fluminense e o Nova Iguaçu protagonizaram um amistoso com mais temperamento do que o esperado. Divididas fortes, discussões e cartão amarelo para Zavoli após comemoração exaltada deram o tom: apesar do caráter preparatório, ninguém queria perder.
O Nova Iguaçu abriu o placar aos nove minutos, quando Zavoli ganhou no alto após cobrança de falta e cabeceou sem chance para Fábio. O Fluminense, porém, reagiu com combinações rápidas. Hércules apareceu no rebote de uma finalização de Savarino para empatar, e nove minutos depois a virada veio em uma jogada triangulada pela direita, com Savarino batendo no canto para fazer dois a um. O Nova Iguaçu ainda assustou antes do intervalo, mas Jemmes salvou quase em cima da linha um chute para o gol vazio.
No segundo tempo, o Tricolor não deu espaço. Savarino marcou o terceiro logo no início, aproveitando nova jogada coletiva bem construída. Aos 21 minutos, Martinelli recebeu no bico da área e finalizou colocado no ângulo em um dos gols mais bonitos da noite. Zubeldía então promoveu uma série de substituições para dar ritmo aos reservas, e o time respondeu: John Kennedy fez o quinto após cruzamento rasteiro de Riquelme, e German Cano fechou a conta com um golaço para selar o 6 a 1.
Mais do que o placar, o amistoso entregou ao técnico argentino informações valiosas sobre formações, ritmo e entrosamento — tudo o que o Fluminense precisava antes de encarar a reta final de 2026.
No Maracanã, durante a pausa para a Copa do Mundo, o Fluminense enfrentou o Nova Iguaçu em um amistoso que serviria como aquecimento para a reta final de 2026. O que começou como um jogo controlado pelos donos da casa terminou em uma lição de futebol: seis a um para o Tricolor das Laranjeiras.
O Nova Iguaçu, porém, não leu o roteiro. Aos nove minutos, Iago Lacerda cobrou falta na segunda trave e Zavoli ganhou de Renê no alto para cabecear sem chance para Fábio. O gol esquentou o clima do estádio. Zavoli ainda levantou a camisa na comemoração e recebeu cartão amarelo. Apesar de amistoso, o jogo tinha temperamento competitivo — divididas fortes, discussões, árbitro conversando com jogadores dos dois lados.
O Fluminense reagiu rápido. Aos 23 minutos, Lucho Acosta lançou Savarino, que invadiu a área e finalizou. A bola desviou, enganou o goleiro Mota e quase entrou. Hércules apareceu no rebote para cabecear e empatar. Nove minutos depois veio a virada. Serna, Hulk e Lucho Acosta triangularam pela direita. O meia argentino recebeu na linha de fundo e cruzou rasteiro para Savarino bater no canto. Mota ainda tocou, mas não impediu o segundo gol tricolor.
O Nova Iguaçu quase empatou antes do intervalo. Freytes recuou mal para Fábio, que precisou sair de carrinho. Na sobra, Léo Muchacho chutou para o gol vazio, mas Jemmes salvou quase em cima da linha. Depois tentou uma bicicleta que Fábio defendeu. O primeiro tempo terminou com o Fluminense na frente, mas ainda havia jogo.
No segundo tempo, o Tricolor não deu trégua. Logo no primeiro minuto, Guga recebeu de Martinelli e bateu cruzado, mas foi travado. Aos três minutos, nova jogada bem trabalhada: Renê, Hulk e Lucho Acosta triangularam pelo lado esquerdo, o argentino recebeu e rolou para Savarino chegar batendo e marcar o terceiro. Aos 21 minutos saiu o gol mais bonito da noite. Martinelli recebeu de Serna no bico da área e finalizou colocado no ângulo, sem chance para Mota. Um golaço que transformou a vitória em goleada.
Zubeldía aproveitou a segunda etapa para mexer na equipe. Entraram Millán, Ruan Sales, Vagno, Riquelme Felipe e Wesley Natã. Aos 36 minutos, Cano encontrou Riquelme dentro da área. O jovem levou para o fundo e cruzou rasteiro. John Kennedy dominou, tirou do zagueiro e bateu para fazer cinco a um. German Cano fechou a conta com um golaço no Maracanã. Seis a um. Uma preparação que mostrou o Fluminense em outro patamar, testando formações e dando minutos a jogadores que precisavam de ritmo antes da reta final do ano.
Notable Quotes
O técnico Zubeldía aproveitou o segundo tempo para mexer na equipe, testando diferentes formações e jogadores como Millán, Ruan Sales, Vagno, Riquelme Felipe e Wesley Natã— Contexto da partida
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um amistoso em julho merecia tanta atenção? Não é só um jogo de treino?
Tecnicamente sim, mas esses jogos na intertemporada são quando os técnicos testam ideias. Zubeldía entrou o segundo tempo inteiro mexendo na equipe, trazendo gente nova. É laboratório.
E o Nova Iguaçu saiu na frente. Como um time menor consegue isso contra o Fluminense?
Bola parada. Zavoli ganhou de cabeça aos nove minutos. O Fluminense estava melhor, mas futebol não é só domínio — é também estar atento. Depois o Tricolor acordou.
Qual foi o momento em que virou de verdade?
Aos 32 minutos do primeiro tempo. Savarino marcou a virada depois de uma triangulação pela direita. Depois disso, o jogo mudou de figura. O Nova Iguaçu quase empatou uma vez, mas não conseguiu.
E no segundo tempo?
Aí foi atropelo. Savarino de novo, Martinelli com um golaço, John Kennedy, German Cano. Cinco gols em 45 minutos. Não era mais jogo, era demonstração.
Qual foi o gol mais bonito?
Martinelli aos 21 do segundo tempo. Recebeu de Serna no bico da área e finalizou colocado no ângulo. Sem chance. Aquele gol que te faz parar e olhar.